Banca de DEFESA: MATHEUS FELIPE DE SOUZA DIAS DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MATHEUS FELIPE DE SOUZA DIAS DA SILVA
DATA : 28/07/2021
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/izz-wuod-txs
TÍTULO:

Tartarugas marinhas, macroalgas e derramamento de óleo: Áreas de alimentação e contaminação (Ipojuca, Pernambuco)


PALAVRAS-CHAVES:

Cropologia. Chelonya mydas. Resíduos antropogênicos. Concentração
de HPA. Testudomorpha.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

Cinco espécies de tartarugas marinhas têm registrados para Pernambuco, onde usam os
habitats costeiros para completar seu ciclo de vida, iniciado pelas desovas em suas
praias. O objetivo deste estudo foi determinar os potenciais locais de ocorrência desses
animais e das macroalgas, visando inferir ser o litoral de Ipojuca (sul de Pernambuco)
uma área de alimentação e detectando os impactos antropogênicos, principalmente em
decorrência do vazamento de óleo na região. A pesquisa foi desenvolvida entre Jun-
2019 a Abr-2021, e as coletas foram realizadas na cidade, praia e recifes de Porto de
Galinhas (PG) e na praia e recifes de Serrambi (SE). Para cumprir o objetivo, foram
aplicadas quatro etapas: 1) Entrevistas pelo método Snowball para seleção da área de
maior ocorrência de tartarugas marinhas; 2) Censo visual estacionário náutico para
registros desses animais na área; 3) Levantamento bibliográfico de macroalgas
ocorrentes na região e 4) Busca intensiva de fezes de tartarugas para estudo
croposcópico. Foram identificaram 21 locais de ocorrência de Eretmochelys imbricata,
Chelonia mydas, Caretta caretta e Lepidochelys olivacea, sendo as maiores
concentrações nos recifes da Baixa Sul (PG) e Baixa do Mamão (SE). Em 6 expedições
e 24 horas de monitoramento nesses dois recifes, observou-se 681 momentos de
registros com 1.332 avistagens, onde ocorreram as mesmas espécies, apenas C. mydas,
na fase adulta e juvenil, e E. imbricata na fase juvenil. Vinte publicações sobre
levantamentos de macroalgas forneceram uma lista com 130 táxons registrados na
região. O filo Rhodophyta é mais predominante com 66 espécies, enquanto os filos
Chlorophyta e Ochrophyta apresentaram 45 e 19 espécies, respectivamente. Amostras
de bolos fecais pesaram cerca de 15 kg e a biomassa vegetal compôs 90% dos itens
alimentares, representando 30 táxons identificados de macroalgas e fanerógamas
marinhas. Os demais itens corresponderam a 4 grupos de animais (Ascidiacea, Molusca,
Porifera, Scleractinia) e 225 resíduos antropogênicos. As fezes coletadas nos dias 19-
21/02/2020 continham petróleo e, segundo análises de componentes químicos, sua
origem era a mesma do derramamento ocorrido - final de 2019 - no Brasil. Os
resultados indicam que as tartarugas marinhas usam os ambientes recifais da região para
se alimentar, principalmente as tartarugas verdes (C. mydas) na fase juvenil; uma
espécie herbívora. Acidentalmente, as tartarugas estudadas acabam por ingerir resíduos
antropogênicos, principalmente plásticos e o óleo, que permanecem contaminando a
região. Após o derramamento do óleo, um indivíduo de tartaruga verde juvenil foi
encontrado morto, por asfixia e contaminado e, no início de 2020, fezes com óleo foram
encontradas aderidas às macroalgas, que servem de alimento para as tartarugas
marinhas. Em 2021 cinco ninhos da espécie E. imbricata foram registrados com
petróleo na mesma região e, até o momento, não se tem informação oficial sobre origem
ou os responsáveis por esse crime ambiental. As informações contidas nesta pesquisa
são inéditas, urgentes e contribuem para o entendimento da ecologia alimentar das
tartarugas marinhas na região e de como suas espécies estão ameaçadas, principalmente
com relação à contaminação do óleo.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 2088859 - BRUNA MARTINS BEZERRA
Externo à Instituição - MUTUE TOYOTA FUJII
Externa à Instituição - MARIA ELISABETH DE ARAUJO - UFPE
Notícia cadastrada em: 26/07/2021 14:34
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