Banca de QUALIFICAÇÃO: SILVIO MARIO PEREIRA DA SILVA FILHO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SILVIO MARIO PEREIRA DA SILVA FILHO
DATA : 23/03/2021
LOCAL: PPGO
TÍTULO:

Dinâmica espaço-temporal de hidrocarbonetos aromáticos na água do estuário do Rio Capibaribe,
Recife/PE, Brasil


PALAVRAS-CHAVES:

Gradiente salino; Precipitação pluviométrica; Zona máxima de
turbidez; Fontes dos contaminantes.


PÁGINAS: 1
RESUMO:

Hidrocarbonetos aromáticos são compostos de grande interesse ambiental em virtude do
potencial tóxico que apresentam, incluindo mutagenicidade e carcinogenicidade. Várias
atividades antrópicas são responsáveis pela introdução desses compostos em ambientes
aquáticos, incluindo aporte direto (ex.: descartes de efluentes) ou indireto (ex.:
deposição atmosférica). O estuário do Rio Capibaribe é um sistema eutrofizado que
recebe elevadas cargas de contaminantes antrópicos. Este trabalho investigou a diluição
e dispersão dos hidrocarbonetos aromáticos presentes no estuário ao longo de um
gradiente salino, avaliando também a influência da maré, da vazão do rio e da
precipitação pluviométrica sobre esses compostos. Foram realizadas coletas ao longo de
18 km do canal principal do estuário durante seis meses consecutivos (três no período
seco e três no período chuvoso). A concentração de hidrocarbonetos aromáticos totais
na água superficial do estuário variou de < 0,25 a 66,35 ng L -1 , não observando
diferença significativa entre os períodos seco e chuvoso (p = 0,18). Os hidrocarbonetos
policíclicos aromáticos com 2 e 3 anéis foram os mais abudantes (72,2%), seguidos
pelos compostos com 1 anel aromático (18,7%). Os compostos aromáticos de alto peso
molecular contribuíram com apenas 9,1 % do total. As concentrações dos HPA
apresentaram um padrão de decaimento ao longo do estuário, com uma forte correlação
negativa (r = -0,81; p < 0,05), a partir de 12 a 10 km da foz, concomitante a um aumento
da salinidade (exceto no mês de julho, que apresentou pluviosidade e vazão do rio
atípicas). Foi observada uma correlação positiva moderada (r = 0,58; p < 0,05) entre as
concentrações de HPA e turbidez, bem como uma zona de máxima turbidez na porção
do estuário localizada entre 10 a 14 km da foz (cuja salinidade variou de 0,2 a 12). O
uso de marcadores moleculares revelou que o estuário é influenciado por múltiplas
fontes de HPA, alternando a predominância entre pirogênicas (combustão de matéria
orgânica ou petróleo) e petrogênicas (aporte direto do óleo através de efluentes in
natura, escoamento superficial associado à drenagem urbana e/ou óleo proveniente de
embarcações que trafegam no estuário do rio Capibaribe). A presença de HPA reforça a
necessidade de ações mitigadoras para proteger o estuário. Novos estudos serão
fundamentais para aprofundar os conhecimentos sobre a diluição/dispersão que o
gradiente salino causa nesses compostos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1673287 - CARLOS AUGUSTO FRANCA SCHETTINI
Presidente - 1742675 - ELIETE ZANARDI LAMARDO
Externo à Instituição - VANESSA HATJE
Notícia cadastrada em: 12/03/2021 11:37
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