Banca de DEFESA: LUIS AUGUSTO MENDES FONTES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUIS AUGUSTO MENDES FONTES
DATA : 18/06/2021
HORA: 14:00
LOCAL: SALA VIRTUAL DO METTING DA GOOGLE
TÍTULO:

EFEITO AGUDO DA VIBRAÇÃO DE CORPO INTEIRO DE DIFERENTES FREQUÊNCIAS NO EQUILÍBRIO E MOBILIDADE FUNCIONAL DE PACIENTES COM PARKINSON: ENSAIO CLÍNICO CONTROLADO TIPO CROSSOVER



PALAVRAS-CHAVES:

Doença de Parkinson. Fisioterapia. Vibração. Mobilidade funcional. Equilíbrio.


PÁGINAS: 160
RESUMO:

INTRODUÇÃO: A doença de Parkinson (DP) pode ser definida como um distúrbio do movimento, ocasionado pela diminuição da dopamina no sistema nervoso central, mais especificamente na substância nigra. Os achados mais comuns na DP são a bradicinesia, tremor de repouso e rigidez. Por muitas vezes, os pacientes também apresentam instabilidade postural, ocasionando aumento do desequilíbrio e maior risco de quedas. O tratamento proposto é o farmacológico, na grande maioria das vezes, através da Levodopa. A fisioterapia tem o papel de coadjuvante no plano terapêutico, por meio de exercício de equilíbrio, resistência e coordenação, visa à melhora funcional do paciente. Mais recentemente tem sido proposto a utilização da vibração de corpo inteiro (VCI) para a DP, a fim de gerar inputs sensoriais para ativação de áreas cerebrais especificas. Porém, ainda é incerto qual parâmetro de frequência da vibração de corpo inteiro é ideal para aplicação na DP.  Portanto, o objetivo do estudo foi identificar qual melhor frequência de VCI para melhorar mobilidade funcional e equilíbrio em pacientes com DP.  Para isso, o estudo em tela foi realizado através de um cross-over de sessão única. MÉTODOS: Os pacientes triados e selecionados passaram por três tipos de VCI (grupo A: VCI de 6 Hz, grupo B: VCI de 25 Hz e grupo C: VCI sham), com intervalo entre as sessões de, no mínimo, uma semana. Foram avaliados, antes e após a aplicação da VCI, os seguintes desfechos: mobilidade funcional através do timed up and go, equilíbrio estático, dinâmico e risco de quedas avaliado pela escala MiniBest, e pelo Balance biodex system, funcionalidade por meio da escala unificada para doença de Parkinson (UPDRS), distribuição plantar avaliada pela baropodometria. RESULTADOS: Os resultados mostraram que a mobilidade (t = 3,06; p = 0,011; IC = 0,17 a - 1,08), o risco de quedas (t = 2,91; p = 0,014; IC = 0,22 a 1,60) e a distribuição plantar (t = 2,68; p = 0,023; IC = 2,90 ao 31,41) foram alterados após a vibração de 6 Hz, sendo apenas o último comparado ao grupo sham. Além disso, a funcionalidade (t = 2,43; p = 0,033; IC = 0,44 a 8,88), foi modificada tanto pela vibração de 6 Hz como de 25 Hz, apesar de não ter alcançado a mínima diferença clinicamente significante. CONCLUSÃO: Apesar dos efeitos encontrados não terem sido com um grande tamanho de efeito, a frequência de 6 Hz parece apresentar uma melhor tendência em melhorar equilíbrio de pacientes com doença de Parkinson.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ADRIANA CARLA COSTA RIBEIRO CLEMENTINO - UFPB
Interna - 1132475 - PATRICIA ERIKA DE MELO MARINHO
Externo à Instituição - RICARDO OLIVEIRA GUERRA - UFRN
Notícia cadastrada em: 31/05/2021 06:35
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