PPGBV PROGRAMA DE POS-GRADUACAO EM BIOLOGIA VEGETAL - CB DEPARTAMENTO DE BOTANICA - CB Telefone/Ramal: 988021243-

Banca de DEFESA: MARIANA SANTOS DE SOUZA GONCALVES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIANA SANTOS DE SOUZA GONCALVES
DATA : 30/05/2022
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

DISTRIBUIÇÃO DOS AÇÚCARES E DESEMPENHO ECOFISIOLÓGICO DE ESPÉCIES LENHOSAS EM RESPOSTA A DISPONIBILIDADE HÍDRICA


PALAVRAS-CHAVES:

Carboidratos não estruturais, açúcares solúveis, amido, Floresta Tropical Seca


PÁGINAS: 89
RESUMO:

O investimento eficiente em carbono (C) pode determinar o desempenho de espécies lenhosas em ambientes com recursos limitados, como a disponibilidade de água em Florestas Tropicais Secas (FTS). A habilidade de particionar e armazenar os compostos de C pode ser crítica para o sucesso de plantas decíduas de regiões como a Caatinga, que experienciam eventos seca ao longo de sua história de vida. Dessa forma, o presente estudo avaliou a variação no particionamento de carboidratos não estruturais (CNE) e Custo de Construção Foliar (CC), em onze espécies lenhosas nativas da Caatinga que apresentam diferentes distribuições em áreas com média de precipitação anual (MPA) extremas: (1) maior distribuição sob alto MPA (+AU); (2) maior distribuição sob baixa MPA (+AS) e distribuição semelhante em ambas as áreas (AM), bem como, os aspectos ecofisiológicos de uma dessas espécies submetidas a ciclos recorrentes de déficit hídrico. Foram avaliados os parâmetros de trocas gasosas, conteúdo hídrico foliar (CHR), conteúdo de CNE e seus componentes (açúcares solúveis (AST) e amido) em folha, caule e raiz e CC foliar. Sob ciclo recorrente de déficit hídrico a espécie Cenostigma micrphyllum, escolhida devido a sua ampla distribuição na Caatinga, apresentou estratégias distintas nos dois ciclos. No ciclo 1, o CHR foi mantido à custa de uma rápida queda nas trocas gasosas e leve acúmulo de AST no caule e raízes, em detrimento do crescimento em altura e diâmetro do caule. No ciclo 2, o CHR permaneceu 40% superior ao menor nível medido no primeiro déficit hídrico, e a assimilação de CO2 permaneceu duas vezes maior nas plantas previamente estressadas. O conteúdo de AST dos caules e raízes foi fortemente correlacionado com o CHR antes do amanhecer. Em campo, a partição de CNE nas plantas variou de acordo os grupos de espécies, mas não diferiu entre as áreas. +AU apresentou 60% do conteúdo de CNE nas folhas, enquanto AM e +AS apresentaram investimentos de 30 % e 40% respctiavamente, também em raiz. O AST foi o componente principal dos CNE em todos os grupos. +AS apresentaram maiores concentrações de AST em caule e raiz em locais de baixa MPA. Os resultados indicam que em espécies de FTS a dinâmica de CNE varia de acordo com a capacidade de tolerar a seca e que eventos recorrentes melhoraram as respostas ao estresse, mas as plantas serão cada vez menores. Caules e raízes são os principais órgãos de acúmulo de CNE, melhorando o status hídrico e permitindo melhor segurança hidráulica. Os resultados ajudam a entender os riscos e ameaças na sobrevivência dessas espécies, tendo em vista que, em cenários futuros, passarão períodos cada vez maiores sem folhas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDRE LUIZ ALVES DE LIMA - UFRPE
Externa à Instituição - CAMILA DIAS BARROS MEDEIROS - UNICAL
Externo ao Programa - 1131090 - EVERARDO VALADARES DE SA BARRETTO SAMPAIO
Externa à Instituição - MARIA FABIOLA GOMES DA SILVA DE BARROS
Presidente - 1516394 - MAURO GUIDA DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 06/05/2022 16:22
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