PPGBV PROGRAMA DE POS-GRADUACAO EM BIOLOGIA VEGETAL - CB DEPARTAMENTO DE BOTANICA - CB Telefone/Ramal: 988021243-
Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • DIEGO PIRES FERRAZ DA TRINDADE
  • MONTAGEM DE COMUNIDADES DURANTE A SUCESSÃO SECUNDÁRIA NA CAATINGA: efeito da limitação de dispersão e recrutamento de plantas

  • Orientador : MARCELO TABARELLI
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JÚLIA CARAM SFAIR
  • ELAINE MARIA DOS SANTOS RIBEIRO
  • MARCELO TABARELLI
  • Data: 21/02/2022

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  • Este estudo teve como objetivo avaliar como se dá a montagem da comunidade de plantas em sucessão secundária na Caatinga, através do conceito do conjunto de espécies, traços funcionais e diferentes fases ontogenéticas das plantas (e.g. sementes, plântulas e adultos). Para isso, foram construídos diferentes conjuntos de espécies de plantas lenhosas, sendo estes: (1) conjunto regional: composto por espécies no estágio adulto presentes em áreas de floresta madura (n=20), no entorno das áreas em sucessão secundária; (2) conjunto local: composto por espécies no estágio adulto presentes em áreas em sucessão secundária (n=15); (3) conjunto de propágulos: composto por sementes coletadas no banco e na chuva de sementes, dentro das áreas em sucessão secundária; e (4) conjunto de plântulas: composto por indivíduos coletados no banco de plântulas, nas áreas em sucessão secundária. Com o uso de modelos nulos foi observado como a diversidade funcional e o padrão de divergência e/ou convergência dos traços funcionais variou na passagem entre os conjuntos. Além disso, foi avaliado como o valor médio dos atributos variou durante essa passagem, a fim de inferir a respeito de que tipo de limitação exerce maior influência nesse processo de montagem (e.g. limitação de dispersão, recrutamento/estabelecimento). Os resultados demonstram que uma alta porcentagem de espécies conseguiu colonizar e se estabelecer no conjunto local (70%), assim como continuam colonizando e recrutando (50-45%, respectivamente). Apesar disso, houve evidência da existência de um filtro ambiental para a maioria dos traços avaliados, ao qual foi denominado como um “filtro ambiental secundário”, pois grande parte das espécies conseguiu superá-lo e houve pouca variação na média dos atributos. O valor médio dos atributos demonstrou que a limitação na dispersão e no recrutamento possui uma importância relativa maior do que a limitação no estabelecimento nesse processo. A limitação na dispersão foi uma força importante na passagem das espécies da região para o conjunto local, pois somente espécies com alta capacidade dispersiva conseguiram colonizar esse ambiente. Por outro lado, atualmente, a limitação de recrutamento é uma força importante para o conjunto de plântulas, restringindo a germinação ou persistência de espécies com sementes pequenas e com alta densidade da madeira. Esses resultados demonstram que a sucessão secundária na Caatinga não é mediada por fatores randômicos, ou seja, as espécies no conjunto local não são um subgrupo das espécies mais abundantes regionalmente. Além disso, espécies com maior capacidade de dispersão, maior massa da semente e menor densidade da madeira conseguem colonizar e recrutar nas áreas em sucessão de maneira mais efetiva do que as demais.


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  • Este estudo teve como objetivo avaliar como se dá a montagem da comunidade de plantas em sucessão secundária na Caatinga, através do conceito do conjunto de espécies, traços funcionais e diferentes fases ontogenéticas das plantas (e.g. sementes, plântulas e adultos). Para isso, foram construídos diferentes conjuntos de espécies de plantas lenhosas, sendo estes: (1) conjunto regional: composto por espécies no estágio adulto presentes em áreas de floresta madura (n=20), no entorno das áreas em sucessão secundária; (2) conjunto local: composto por espécies no estágio adulto presentes em áreas em sucessão secundária (n=15); (3) conjunto de propágulos: composto por sementes coletadas no banco e na chuva de sementes, dentro das áreas em sucessão secundária; e (4) conjunto de plântulas: composto por indivíduos coletados no banco de plântulas, nas áreas em sucessão secundária. Com o uso de modelos nulos foi observado como a diversidade funcional e o padrão de divergência e/ou convergência dos traços funcionais variou na passagem entre os conjuntos. Além disso, foi avaliado como o valor médio dos atributos variou durante essa passagem, a fim de inferir a respeito de que tipo de limitação exerce maior influência nesse processo de montagem (e.g. limitação de dispersão, recrutamento/estabelecimento). Os resultados demonstram que uma alta porcentagem de espécies conseguiu colonizar e se estabelecer no conjunto local (70%), assim como continuam colonizando e recrutando (50-45%, respectivamente). Apesar disso, houve evidência da existência de um filtro ambiental para a maioria dos traços avaliados, ao qual foi denominado como um “filtro ambiental secundário”, pois grande parte das espécies conseguiu superá-lo e houve pouca variação na média dos atributos. O valor médio dos atributos demonstrou que a limitação na dispersão e no recrutamento possui uma importância relativa maior do que a limitação no estabelecimento nesse processo. A limitação na dispersão foi uma força importante na passagem das espécies da região para o conjunto local, pois somente espécies com alta capacidade dispersiva conseguiram colonizar esse ambiente. Por outro lado, atualmente, a limitação de recrutamento é uma força importante para o conjunto de plântulas, restringindo a germinação ou persistência de espécies com sementes pequenas e com alta densidade da madeira. Esses resultados demonstram que a sucessão secundária na Caatinga não é mediada por fatores randômicos, ou seja, as espécies no conjunto local não são um subgrupo das espécies mais abundantes regionalmente. Além disso, espécies com maior capacidade de dispersão, maior massa da semente e menor densidade da madeira conseguem colonizar e recrutar nas áreas em sucessão de maneira mais efetiva do que as demais.

2
  • FABIO VITALINO SANTOS ALVES
  • ESTUDOS MACROEVOLUTIVOS NA SUBTRIBO LYCHNOPHORINAE (ASTERACEAE: VERNONIEAE): DIVERSIFICAÇÃO, BIOGEOGRAFIA E EVOLUÇÃO DE NICHO


  • Orientador : BENOIT FRANCIS PATRICE LOEUILLE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MORIANI SINISCALCHI
  • CÁSSIA CRISTIANE DA CONCEIÇÃO BITENCOURT
  • BENOIT FRANCIS PATRICE LOEUILLE
  • Data: 22/02/2022

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  • A subtribo Lychnophorinae está presente no domínio Cerrado, com a maior parte das espécies distribuídas nos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço, tipo vegetacional marcante que ocorre em afloramentos rochosos de áreas montanhosas. Pouco se sabe sobre o processo macroevolutivo do grupo e possíveis variáveis que influenciaram a sua distribuição atual. Além disso, as espécies do Cerrado são reconhecidas por estarem sob constante ameaça ambiental, entretanto, o conhecimento sobre conservação das espécies da subtribo é escasso. Para isso, a árvore filogenética de Lychnophorinae foi reconstruída através de máxima verossimilhança e datada através de penalized likelihood. Foram realizadas reconstruções de estados de caracteres ancestrais para os principais caracteres morfológicos e reconstrução de área ancestral através da construção de modelos biogeográficos. Foram realizadas modelagens de nicho das espécies do gênero Eremanthus para identificação de áreas de adequabilidade em diferentes períodos de tempo. As espécies de Eremanthus foram submetidas a avaliação de risco de extinção através dos critérios adotados pela IUCN. Desta forma, estima-se que a subtribo tenha surgido durante o Mioceno, com maior número de características morfológicas importantes surgindo durante o Pleistoceno, além de apresentar importantes eventos de dispersão fundadora ao longo da história biogeográfica. Os modelos climáticos das espécies de Eremanthus corroboram com a Hipótese de Refúgio do Pleistoceno e a avaliação do status de conservação das espécies revelou possíveis riscos de extinção futura decorrentes de mudanças climáticas e ações antrópicas.



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  • A subtribo Lychnophorinae está presente no domínio Cerrado, com a maior parte das espécies distribuídas nos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço, tipo vegetacional marcante que ocorre em afloramentos rochosos de áreas montanhosas. Pouco se sabe sobre o processo macroevolutivo do grupo e possíveis variáveis que influenciaram a sua distribuição atual. Além disso, as espécies do Cerrado são reconhecidas por estarem sob constante ameaça ambiental, entretanto, o conhecimento sobre conservação das espécies da subtribo é escasso. Para isso, a árvore filogenética de Lychnophorinae foi reconstruída através de máxima verossimilhança e datada através de penalized likelihood. Foram realizadas reconstruções de estados de caracteres ancestrais para os principais caracteres morfológicos e reconstrução de área ancestral através da construção de modelos biogeográficos. Foram realizadas modelagens de nicho das espécies do gênero Eremanthus para identificação de áreas de adequabilidade em diferentes períodos de tempo. As espécies de Eremanthus foram submetidas a avaliação de risco de extinção através dos critérios adotados pela IUCN. Desta forma, estima-se que a subtribo tenha surgido durante o Mioceno, com maior número de características morfológicas importantes surgindo durante o Pleistoceno, além de apresentar importantes eventos de dispersão fundadora ao longo da história biogeográfica. Os modelos climáticos das espécies de Eremanthus corroboram com a Hipótese de Refúgio do Pleistoceno e a avaliação do status de conservação das espécies revelou possíveis riscos de extinção futura decorrentes de mudanças climáticas e ações antrópicas.


3
  • LETICIA PEREIRA DOS SANTOS
  • DIVERSIDADE E POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DE LIQUENS FRUTICOSOS DO PARQUE NACIONAL DO CATIMBAU, PE – BRASIL

  • Orientador : EUGENIA CRISTINA GONCALVES PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREZZA KARLA DE OLIVEIRA SILVA
  • EUGENIA CRISTINA GONCALVES PEREIRA
  • IANE PAULA REGO CUNHA DIAS
  • Data: 22/02/2022

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  • O ecossistema Caatinga ocupa um espaço significativo na região Nordeste do Brasil, apresentando grande diversidade em sua fitofisionomia. Neste contexto, o Parque Nacional do Catimbau (PARNA Catimbau) é um exemplo bastante significativo quanto aos atributos desse ambiente. Tendo em vista a extrema relevância da região e buscando contribuir para o conhecimento da liquenobiota do Nordeste, este trabalho teve por objetivo realizar um levantamento das espécies de liquens fruticosos do PARNA Catimbau, identificando também seu potencial econômico e biotecnológico. Para tanto, foram analisados espécimes fruticosos previamente coletados na área de estudo e devidamente armazenados, esses foram identificados e analisados quanto a sua morfologia, anatomia e química, através do uso de chaves de identificação, testes de coloração, fluorescência, cromatografia em camada delgada e líquida de alta eficiência. Foi realizado posteriormente levantamento das aplicações biotecnológicas mencionadas na literatura para os compostos detectados nas espécies identificadas. Foram analisados 115 espécimes, distribuídos em quatro gêneros e 21 espécies. Desses, 15 são novas ocorrências para o semiárido pernambucano. Foram detectados 23 fenóis liquênicos, 16 com atividade biológica confirmada na literatura, sendo os liquens Cladonia ceratophylla, C. verticillaris, Ramalina aspera, R. peruviana, R. sorediosa e Teloschistes flavicans  os mais abundantes e as substâncias atranorina,  ácidos fumarprotocetrárico, protocetrárico, salazínico, úsnico e parietina as ocorrentes em maior concentração, e, por isso, mais indicados para uso biotecnológico. Dessa forma, análises aprofundadas que busquem aperfeiçoar o uso dessas substâncias podem trazer avanços consideráveis para a biotecnologia de liquens. Portanto, a utilização destes recursos vislumbrando a bioprospecção de metabólitos liquênicos no PARNA Catimbau é considerada viável.



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  • O ecossistema Caatinga ocupa um espaço significativo na região Nordeste do Brasil, apresentando grande diversidade em sua fitofisionomia. Neste contexto, o Parque Nacional do Catimbau (PARNA Catimbau) é um exemplo bastante significativo quanto aos atributos desse ambiente. Tendo em vista a extrema relevância da região e buscando contribuir para o conhecimento da liquenobiota do Nordeste, este trabalho teve por objetivo realizar um levantamento das espécies de liquens fruticosos do PARNA Catimbau, identificando também seu potencial econômico e biotecnológico. Para tanto, foram analisados espécimes fruticosos previamente coletados na área de estudo e devidamente armazenados, esses foram identificados e analisados quanto a sua morfologia, anatomia e química, através do uso de chaves de identificação, testes de coloração, fluorescência, cromatografia em camada delgada e líquida de alta eficiência. Foi realizado posteriormente levantamento das aplicações biotecnológicas mencionadas na literatura para os compostos detectados nas espécies identificadas. Foram analisados 115 espécimes, distribuídos em quatro gêneros e 21 espécies. Desses, 15 são novas ocorrências para o semiárido pernambucano. Foram detectados 23 fenóis liquênicos, 16 com atividade biológica confirmada na literatura, sendo os liquens Cladonia ceratophylla, C. verticillaris, Ramalina aspera, R. peruviana, R. sorediosa e Teloschistes flavicans  os mais abundantes e as substâncias atranorina,  ácidos fumarprotocetrárico, protocetrárico, salazínico, úsnico e parietina as ocorrentes em maior concentração, e, por isso, mais indicados para uso biotecnológico. Dessa forma, análises aprofundadas que busquem aperfeiçoar o uso dessas substâncias podem trazer avanços consideráveis para a biotecnologia de liquens. Portanto, a utilização destes recursos vislumbrando a bioprospecção de metabólitos liquênicos no PARNA Catimbau é considerada viável.


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  • RAFAELA FERREIRA LOPES
  • DINÂMICA DIÁRIA DE AÇÚCARES EM ESPÉCIE LENHOSA SEMPRE VERDE SOB CONDIÇÕES DA CAATINGA


  • Orientador : MAURO GUIDA DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GABRIELLA FROSI ALBUQUERQUE FIGUEIROA FARIA
  • MARIA REIS VALOIS COÊLHO
  • MAURO GUIDA DOS SANTOS
  • Data: 22/02/2022

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  • Os carboidratos não estruturais (CNE) desempenham um papel importante na adaptação de plantas lenhosas à seca. Este trabalho teve como objetivo principal investigar a dinâmica diária de CNE e o status hídrico de Cynophalla flexuosa, uma espécie lenhosa sempre verde, em uma área de floresta tropical sazonalmente seca em diferentes períodos do ano. As coletas ocorreram na estação chuvosa (abril 2021), seca (outubro 2021) e no período de transição entre as estações (novembro 2020 e agosto de 2021). Foram mensurados os CNE, a concentração de NPK da parte aérea e radicular e o potencial hídrico do xilema (Ψx). As plantas exibiram o Ψx mais próximo de zero durante a estação chuvosa. Os CNE foram compostos principalmente por açúcares solúveis (AST) e as maiores concentrações foram observadas nas folhas. As plantas exibiram maiores concentrações de AST na folha (13:00 – 17:00 h) e na raiz (16:00 h) durante a estação seca. O conteúdo de amido variou entre os períodos ao longo do dia, entretanto no final do dia os valores eram semelhantes. O conteúdo de N no caule foi maior durante a estação seca. Para P foram observadas alterações no conteúdo entre os períodos apenas na folha. Os nossos dados contribuem para o melhor entendimento da dinâmica diária do status hídrico e dos CNE em uma espécie lenhosa sempre verde em um ambiente com variação na precipitação ao longo do ano.



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  • Os carboidratos não estruturais (CNE) desempenham um papel importante na adaptação de plantas lenhosas à seca. Este trabalho teve como objetivo principal investigar a dinâmica diária de CNE e o status hídrico de Cynophalla flexuosa, uma espécie lenhosa sempre verde, em uma área de floresta tropical sazonalmente seca em diferentes períodos do ano. As coletas ocorreram na estação chuvosa (abril 2021), seca (outubro 2021) e no período de transição entre as estações (novembro 2020 e agosto de 2021). Foram mensurados os CNE, a concentração de NPK da parte aérea e radicular e o potencial hídrico do xilema (Ψx). As plantas exibiram o Ψx mais próximo de zero durante a estação chuvosa. Os CNE foram compostos principalmente por açúcares solúveis (AST) e as maiores concentrações foram observadas nas folhas. As plantas exibiram maiores concentrações de AST na folha (13:00 – 17:00 h) e na raiz (16:00 h) durante a estação seca. O conteúdo de amido variou entre os períodos ao longo do dia, entretanto no final do dia os valores eram semelhantes. O conteúdo de N no caule foi maior durante a estação seca. Para P foram observadas alterações no conteúdo entre os períodos apenas na folha. Os nossos dados contribuem para o melhor entendimento da dinâmica diária do status hídrico e dos CNE em uma espécie lenhosa sempre verde em um ambiente com variação na precipitação ao longo do ano.


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  • ITALO RAFAEL DE LIMA MONTEIRO
  • Caracterização química e avaliação do potencial antimicrobiano de ceras cuticulares foliares de espécies da Caatinga


  • Orientador : ANTONIO FERNANDO MORAIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO FERNANDO MORAIS DE OLIVEIRA
  • EUGENIA CRISTINA GONCALVES PEREIRA
  • RAFAEL DE PAIVA FARIAS
  • Data: 23/02/2022

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  • A cera cuticular foliar representa a face mais superficial da epiderme e, assim, é um componente foliar que interage com os agentes biótico e abióticos. Os estudos sobre potencial antimicrobiano de ceras epicuticularess são desenvolvidos há décadas, sobretudo, nas espécies de importância agronômica. Todavia, o potencial antimicrobiano baseado em constituintes de natureza cuticular em espécies da Caatinga é ausente até a presente data. O objetivo deste trabalho foi identificar a composição química da cera cuticular foliar e avaliar o potencial antimicrobiano dos lipídios epicuticulares de Allamanda blanchetii A.DC., Aspidosperma pyrifolium Mart. & Zucc (Apocynaceae), Cynophalla flexuosa (L.) J. Presl (Capparaceae), Jatropha mutabilis (Pohl) Baill e Croton heliotropiifolius Kunth (Euphorbiaceae) frente fungos fitopatogênicos de importância agronômica dos gêneros Colletotrichum e Fusarium, e bactérias Gram-positiva e Gram-negativas de importância médica. Triterpenos e n-alcanos foram as principais classes de compostos identificadas. O bioensiao in vitro indicou que nenhuma inibição significativa do crescimento micelial foi observada. Observou-se que os valores da CIM para Fusarium oxyspoum foram superiores a concentração máxima analisada de 1024 µg/mL, demonstrando inatividade dos extratos testados. Para Colletotrichum gloeosporioides, quatro extratos demonstraram atividade inibitória. As ceras de A. pyrifolium, C. heliotropiifolius e C. flexuosa não apresentaram efeito inibitório contra nenhuma cepa bacteriana. Mas resultados positivos foram encontrados para o extrato de J. mutabilis contra B. subtilis, seguido por A. blanchetii contra E. coli.


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  • A cera cuticular foliar representa a face mais superficial da epiderme e, assim, é um componente foliar que interage com os agentes biótico e abióticos. Os estudos sobre potencial antimicrobiano de ceras epicuticularess são desenvolvidos há décadas, sobretudo, nas espécies de importância agronômica. Todavia, o potencial antimicrobiano baseado em constituintes de natureza cuticular em espécies da Caatinga é ausente até a presente data. O objetivo deste trabalho foi identificar a composição química da cera cuticular foliar e avaliar o potencial antimicrobiano dos lipídios epicuticulares de Allamanda blanchetii A.DC., Aspidosperma pyrifolium Mart. & Zucc (Apocynaceae), Cynophalla flexuosa (L.) J. Presl (Capparaceae), Jatropha mutabilis (Pohl) Baill e Croton heliotropiifolius Kunth (Euphorbiaceae) frente fungos fitopatogênicos de importância agronômica dos gêneros Colletotrichum e Fusarium, e bactérias Gram-positiva e Gram-negativas de importância médica. Triterpenos e n-alcanos foram as principais classes de compostos identificadas. O bioensiao in vitro indicou que nenhuma inibição significativa do crescimento micelial foi observada. Observou-se que os valores da CIM para Fusarium oxyspoum foram superiores a concentração máxima analisada de 1024 µg/mL, demonstrando inatividade dos extratos testados. Para Colletotrichum gloeosporioides, quatro extratos demonstraram atividade inibitória. As ceras de A. pyrifolium, C. heliotropiifolius e C. flexuosa não apresentaram efeito inibitório contra nenhuma cepa bacteriana. Mas resultados positivos foram encontrados para o extrato de J. mutabilis contra B. subtilis, seguido por A. blanchetii contra E. coli.

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  • HENARMMANY CRISTINA ALVES DE OLIVEIRA
  • EFEITO DA DISPONIBILIDADE HÍDRICA SOBRE A PERFORMANCE DE Cenostigma microphyllum EM SIMBIOSE COM FUNGO MICORRÍZICO ARBUSCULAR EM UMA FLORESTA TROPICAL SECA


  • Orientador : MAURO GUIDA DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIZ PALHARES NETO
  • HIRAM MARINHO FALCAO
  • MAURO GUIDA DOS SANTOS
  • Data: 24/02/2022

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  • Este estudo investigou se a inoculação prévia com fungos micorrízicos arbusculares (FMA) beneficia a morfofisiologia de Cenostigma microphyllum sob diferentes gradientes hídricos (úmidos e secos) em área de Caatinga. Sementes da espécie citada foi dividida em tratamentos: (1) pré-inoculadas e (2) não-inoculadas (controle). Após cinco meses da germinação, essas plantas foram levadas a campo e dispostas em parcelas úmidas e secas. Durante a estação chuvosa de 2019 foram avaliados os teores nutricionais (NPK) em folhas, caule e raízes e o custo de construção foliar. Na estação chuvosa de 2021, além dos parâmetros avaliados em 2019, também foram mensurados: potencial hídrico, condutância estomática, variáveis biométricas além de carboidratos-não-estruturais (açúcares e amido) em folhas, caule e raízes. Após um ano em campo, as plantas de C. microphyllum pré-inoculadas apresentaram maiores teores de P em todos os órgãos avaliados. Após dois anos, a inoculação artificial influenciou positivamente os parâmetros de crescimento avaliados, além de promover o aumento do potencial hídrico e da condutividade estomática nas áreas úmidas, contudo a dinâmica de carboidratos foi estrategicamente relacionada a precipitação da área, mas o espectro econômico foliar revelou ser algo compartilhado entre tratamentos e áreas ao longo dos anos. Esses resultados demonstram que a inoculação prévia com FMA proporciona melhor condicionamento morfofisiológico a espécie C. microphyllum, proporcionando-a premissas para performance satisfatórias em campo.



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  • Este estudo investigou se a inoculação prévia com fungos micorrízicos arbusculares (FMA) beneficia a morfofisiologia de Cenostigma microphyllum sob diferentes gradientes hídricos (úmidos e secos) em área de Caatinga. Sementes da espécie citada foi dividida em tratamentos: (1) pré-inoculadas e (2) não-inoculadas (controle). Após cinco meses da germinação, essas plantas foram levadas a campo e dispostas em parcelas úmidas e secas. Durante a estação chuvosa de 2019 foram avaliados os teores nutricionais (NPK) em folhas, caule e raízes e o custo de construção foliar. Na estação chuvosa de 2021, além dos parâmetros avaliados em 2019, também foram mensurados: potencial hídrico, condutância estomática, variáveis biométricas além de carboidratos-não-estruturais (açúcares e amido) em folhas, caule e raízes. Após um ano em campo, as plantas de C. microphyllum pré-inoculadas apresentaram maiores teores de P em todos os órgãos avaliados. Após dois anos, a inoculação artificial influenciou positivamente os parâmetros de crescimento avaliados, além de promover o aumento do potencial hídrico e da condutividade estomática nas áreas úmidas, contudo a dinâmica de carboidratos foi estrategicamente relacionada a precipitação da área, mas o espectro econômico foliar revelou ser algo compartilhado entre tratamentos e áreas ao longo dos anos. Esses resultados demonstram que a inoculação prévia com FMA proporciona melhor condicionamento morfofisiológico a espécie C. microphyllum, proporcionando-a premissas para performance satisfatórias em campo.


7
  • JOSE DJALMA DE SOUZA
  • TOLERÂNCIA AO DÉFICIT HÍDRICO APÓS CICLOS RECORRENTES DE SECA EM PLANTAS DE Cenostigma pyramidale (Tul.) E. Gagnon & G. P. Lewis (FABACEAE)

  • Orientador : MARCIEL TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO FERNANDO MORAIS DE OLIVEIRA
  • CLAUDIA ULISSES DE CARVALHO SILVA
  • MARCIEL TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 24/02/2022

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  • O objetivo do estudo foi avaliar as respostas ecofisiológicas de Cesnostigma pyramidale sob ciclo recorrente de déficit hídrico. Plantas com 6 meses foram separadas em quatro grupos: Controle (C), Seca primeira vez (S1), Seca segunda vez (S2) e Seca segunda vez com folhas rebrota (S2R), e a suspensão hídrica no segundo ciclo durou 17 dias quando se atingiu o máximo estresse. No máximo estresse, foram observados nos tratamentos de déficit reduções em torno de 77% em condutância estomática, 90% em assimilação de CO2, 66% em transpiração, 37% em Eficiência Operacional do Fotossistema II, 23% em Amido-Folha. Em S1 foram observadas reduções de 37% na Eficiência Operacional do Fotossistema II, e aumento de 38% em açúcares-Folha, 169% em açúcares-Raiz, 229% em proteínas-Caule e 227% Prolina-Caule. No S2 foram observados aumento de 34% em açúcares-Folha, 221% açúcares-Raiz, 455% proteína-Caule e 155% Prolina-Folha. No S2R foram observadas reduções de 26% na Eficiência Quântica Máxima do Fotossistema II, 38% na relação Clorofilas/Carotenoides, 32% em proteína-Folha, e aumentos de 190% no em Queching Não-fotoquímico, 427% açúcares-Raiz, 12% açúcares-Folha, 304% em Prolina-Folha. Concluimos, que a espécie seja na primeira ou segunda vez tolera ao déficit hídrico com reduções em trocas gasosas, Eficiência Operacional do Fotossistema II, amido-folha. No déficit recorrente destacam-se mudanças de padrão com aumento de açúcares (caule) e Prolina (folha), e nas plantas com rebrota combinado aumentos no Queching Não-fotoquímico e açucares solúveis (raiz).



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  • O objetivo do estudo foi avaliar as respostas ecofisiológicas de Cesnostigma pyramidale sob ciclo recorrente de déficit hídrico. Plantas com 6 meses foram separadas em quatro grupos: Controle (C), Seca primeira vez (S1), Seca segunda vez (S2) e Seca segunda vez com folhas rebrota (S2R), e a suspensão hídrica no segundo ciclo durou 17 dias quando se atingiu o máximo estresse. No máximo estresse, foram observados nos tratamentos de déficit reduções em torno de 77% em condutância estomática, 90% em assimilação de CO2, 66% em transpiração, 37% em Eficiência Operacional do Fotossistema II, 23% em Amido-Folha. Em S1 foram observadas reduções de 37% na Eficiência Operacional do Fotossistema II, e aumento de 38% em açúcares-Folha, 169% em açúcares-Raiz, 229% em proteínas-Caule e 227% Prolina-Caule. No S2 foram observados aumento de 34% em açúcares-Folha, 221% açúcares-Raiz, 455% proteína-Caule e 155% Prolina-Folha. No S2R foram observadas reduções de 26% na Eficiência Quântica Máxima do Fotossistema II, 38% na relação Clorofilas/Carotenoides, 32% em proteína-Folha, e aumentos de 190% no em Queching Não-fotoquímico, 427% açúcares-Raiz, 12% açúcares-Folha, 304% em Prolina-Folha. Concluimos, que a espécie seja na primeira ou segunda vez tolera ao déficit hídrico com reduções em trocas gasosas, Eficiência Operacional do Fotossistema II, amido-folha. No déficit recorrente destacam-se mudanças de padrão com aumento de açúcares (caule) e Prolina (folha), e nas plantas com rebrota combinado aumentos no Queching Não-fotoquímico e açucares solúveis (raiz).


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  • YEISON JAROC LOMBO SANCHEZ
  • DIFERENCIAÇÃO TAXONÔMICA E FUNCIONAL DE HEPÁTICAS (Marchantiophyta) NO GRADIENTE ALTITUDINAL DA COLÔMBIA

  • Orientador : KATIA CAVALCANTI PORTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VITOR DE ANDRADE KAMIMURA
  • KATIA CAVALCANTI PORTO
  • RAFAEL DE PAIVA FARIAS
  • Data: 24/02/2022

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  • A Colômbia se destaca na América tropical pela riqueza em hepáticas, que totaliza 705 espécies. Esta diversidade é atribuída à variação de diferentes fatores ambientais, dentre eles, a amplitude altitudinal, 0-5000 m. Neste trabalho utilizamos a base de dados disponível sobre estas plantas para determinar os padrões de diversidade taxonômica, funcional e a composição funcional no gradiente altitudinal da Colômbia. Foram selecionados atributos morfológicos do gametófito, celular, forma de vida e reprodução relacionados à captação e retenção de água, e proteção à luminosidade intensa. A diversidade taxonômica e os índices de diversidade funcional foram relacionados a cinco faixas de altitude. A composição funcional foi calculada usando CWM e observada por meio de PRINCALS e cluster. A maioria dos atributos analisados apresentou relação positiva ou negativa com o gradiente. Constatou-se substituição de atributos nas faixas altitudinais e formação de grupos funcionais característicos de cada faixa, sendo mais evidente na faixa superior as de 4000 m. O efeito do domínio médio foi explicativo para a distribuição das diversidades taxonômica e funcional no gradiente altitudinal, provavelmente devido aos filtros ambientais que selecionam os atributos funcionais. Evidenciou-se, assim, que as hepáticas respondemeficientemente aos filtros ambientais e se configuram como excelente modelo para testar métricas de composição e diversidade em função de gradientes ambientais, dentre eles, o altitudinal.


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  • A Colômbia se destaca na América tropical pela riqueza em hepáticas, que totaliza 705 espécies. Esta diversidade é atribuída à variação de diferentes fatores ambientais, dentre eles, a amplitude altitudinal, 0-5000 m. Neste trabalho utilizamos a base de dados disponível sobre estas plantas para determinar os padrões de diversidade taxonômica, funcional e a composição funcional no gradiente altitudinal da Colômbia. Foram selecionados atributos morfológicos do gametófito, celular, forma de vida e reprodução relacionados à captação e retenção de água, e proteção à luminosidade intensa. A diversidade taxonômica e os índices de diversidade funcional foram relacionados a cinco faixas de altitude. A composição funcional foi calculada usando CWM e observada por meio de PRINCALS e cluster. A maioria dos atributos analisados apresentou relação positiva ou negativa com o gradiente. Constatou-se substituição de atributos nas faixas altitudinais e formação de grupos funcionais característicos de cada faixa, sendo mais evidente na faixa superior as de 4000 m. O efeito do domínio médio foi explicativo para a distribuição das diversidades taxonômica e funcional no gradiente altitudinal, provavelmente devido aos filtros ambientais que selecionam os atributos funcionais. Evidenciou-se, assim, que as hepáticas respondemeficientemente aos filtros ambientais e se configuram como excelente modelo para testar métricas de composição e diversidade em função de gradientes ambientais, dentre eles, o altitudinal.

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  • DAIANNE MARIA DE OLIVEIRA
  • INFLUÊNCIA DA HIDRATAÇÃO DESCONTÍNUA DE SEMENTES E CICLOS DE REGA EM MUDAS DE Cenostigma pyramidale (Tul.) E. Gagnon & G.P. Lewis (FABACEAE) EM RESPOSTA AO DEFICIT HÍDRICO

  • Orientador : MARCIEL TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELIZAMAR CIRÍACO DA SILVA
  • CLAUDIA ULISSES DE CARVALHO SILVA
  • MARCIEL TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 25/02/2022

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  • O objetivo desse estudo foi avaliar a influência da Hidratação e Desidratação (ciclos HD) em sementes e ciclos de rega em plantas jovens de C. pyramidale na resposta ao déficit hídrico. Foram realizados nenhum e três ciclos HD nas sementes, depois separadas em três grupos de rega (diário, sete e catroze dias), durante cinco meses e após submetidas a suspensão da irrigação. Os resultados demonstraram que reduções no conteúdo relativo de água promovem aumentos nos açúcares (folha e raiz), potássio-radicular, aminoácidos-caule e carboidratos não estruturais na raiz. Quando observamos respostas nas plantas que passaram por estresse prévio, seja na semente (RDHD) ou ciclos de rega (R7, R7HD, R14 e R14HD), temos como respostas comuns aumento de potássio-foliar e redução na transpiração foliar. Os ciclos HD nas sementes promoveram maiores investimentos na biomassa radicular, maior redução das trocas gasosas, maior acúmulo de açúcares e aminoácidos no caule e potássio-foliar para tolerar ao déficit hídrico. Os Ciclos de rega 14 dias (com ou sem HD) apresentaram reduções no crescimento combinados a aumentos dos pigmentos cloroplastídicos. Concluímos que os ciclos de HD nas sementes promovem respostas que contribuem com a tolerância ao déficit hídrico. O ciclo de rega de 14 dias promove respostas de tolerância ao déficit hídrico, mas resulta em reduções de crescimento. A combinação de ciclos HD e ciclos de rega não promovem maior tolerância em relação aos tratamentos isolados.



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  • O objetivo desse estudo foi avaliar a influência da Hidratação e Desidratação (ciclos HD) em sementes e ciclos de rega em plantas jovens de C. pyramidale na resposta ao déficit hídrico. Foram realizados nenhum e três ciclos HD nas sementes, depois separadas em três grupos de rega (diário, sete e catroze dias), durante cinco meses e após submetidas a suspensão da irrigação. Os resultados demonstraram que reduções no conteúdo relativo de água promovem aumentos nos açúcares (folha e raiz), potássio-radicular, aminoácidos-caule e carboidratos não estruturais na raiz. Quando observamos respostas nas plantas que passaram por estresse prévio, seja na semente (RDHD) ou ciclos de rega (R7, R7HD, R14 e R14HD), temos como respostas comuns aumento de potássio-foliar e redução na transpiração foliar. Os ciclos HD nas sementes promoveram maiores investimentos na biomassa radicular, maior redução das trocas gasosas, maior acúmulo de açúcares e aminoácidos no caule e potássio-foliar para tolerar ao déficit hídrico. Os Ciclos de rega 14 dias (com ou sem HD) apresentaram reduções no crescimento combinados a aumentos dos pigmentos cloroplastídicos. Concluímos que os ciclos de HD nas sementes promovem respostas que contribuem com a tolerância ao déficit hídrico. O ciclo de rega de 14 dias promove respostas de tolerância ao déficit hídrico, mas resulta em reduções de crescimento. A combinação de ciclos HD e ciclos de rega não promovem maior tolerância em relação aos tratamentos isolados.


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  • THIAGO HENRIQUE DO NASCIMENTO
  • Revisitando a evolução cromossômica de Phaseolus L. (Leguminosae) por meio de oligo-FISH


  • Orientador : ANDREA PEDROSA HARAND
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA PEDROSA HARAND
  • GIOVANA AUGUSTA TORRES
  • LUIZ GUSTAVO RODRIGUES SOUZA
  • Data: 25/02/2022

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  • O gênero Phaseolus L. (Leguminosae) é constituído por cerca de 90 espécies neotropicais. Estudos citogenéticos têm revelado relativa estabilidade cariotípica (2n = 22), exceto pelo clado Leptostachyus, composto por P. macvaughii Delgado, P. micranthus Hook. & Arn. e P. leptostachyus Benth. (2n = 20), que sofreu disploidia e outros rearranjos cromossômicos. Embora tenha sido alvo de mapeamento por BAC-FISH, o cariótipo de P. leptostachyus ainda não foi esclarecido, assim como não está claro o quão rearranjado é este cariótipo em comparação a outros clados. O presente estudo teve como objetivo revisitar a evolução cromossômica em espécies de Phaseolus por meio de mapeamento comparativo com o sistema de identificação oligo-FISH barcode, pintura cromossômica, rDNA e um repeat centromérico (CentPv1) em 9 espécies do gênero, sendo analisados dois acessos de P. vulgaris, um de origem andina e outro mesoamericana. Para tanto, preparações citológicas foram hibridizadas in situ com sondas oligonucleotídicas para o mapeamento comparativo de todos os pares cromossômicos. Foi possível, em um primeiro capitulo, desenvolver e implementar o primeiro sistema de identificação oligo-FISH barcode para leguminosas em V. unguiculata e P. vulgaris, o qual foi eficiente e possibilitou a identificação de novos rearranjos estruturais entre as espécies. E em um segundo capitulo foi possível mensurar a taxa de evolução cromossômica (rearranjos/milhão de anos) em uma ampla amostragem, revelando uma alta taxa de evolução cromossômica no clado Leptostachyus, em especial em P. leptostachyus, o que sugere a possibilidade de que essa seja a planta com maior reestruturação genômica em um curto espaço de tempo evolutivo.



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  • O gênero Phaseolus L. (Leguminosae) é constituído por cerca de 90 espécies neotropicais. Estudos citogenéticos têm revelado relativa estabilidade cariotípica (2n = 22), exceto pelo clado Leptostachyus, composto por P. macvaughii Delgado, P. micranthus Hook. & Arn. e P. leptostachyus Benth. (2n = 20), que sofreu disploidia e outros rearranjos cromossômicos. Embora tenha sido alvo de mapeamento por BAC-FISH, o cariótipo de P. leptostachyus ainda não foi esclarecido, assim como não está claro o quão rearranjado é este cariótipo em comparação a outros clados. O presente estudo teve como objetivo revisitar a evolução cromossômica em espécies de Phaseolus por meio de mapeamento comparativo com o sistema de identificação oligo-FISH barcode, pintura cromossômica, rDNA e um repeat centromérico (CentPv1) em 9 espécies do gênero, sendo analisados dois acessos de P. vulgaris, um de origem andina e outro mesoamericana. Para tanto, preparações citológicas foram hibridizadas in situ com sondas oligonucleotídicas para o mapeamento comparativo de todos os pares cromossômicos. Foi possível, em um primeiro capitulo, desenvolver e implementar o primeiro sistema de identificação oligo-FISH barcode para leguminosas em V. unguiculata e P. vulgaris, o qual foi eficiente e possibilitou a identificação de novos rearranjos estruturais entre as espécies. E em um segundo capitulo foi possível mensurar a taxa de evolução cromossômica (rearranjos/milhão de anos) em uma ampla amostragem, revelando uma alta taxa de evolução cromossômica no clado Leptostachyus, em especial em P. leptostachyus, o que sugere a possibilidade de que essa seja a planta com maior reestruturação genômica em um curto espaço de tempo evolutivo.


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  • MARLENY PRADA DE LA CRUZ
  • PLANTAS MEDICINAIS E ALIMENTÍCIAS UTILIZADAS PELA COMUNIDADE QUILOMBOLA CASTAINHO (GARANHUNS, PE, BRASIL)


  • Orientador : LAISE DE HOLANDA CAVALCANTI ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SOLANGE XAVIER DOS SANTOS
  • LAISE DE HOLANDA CAVALCANTI ANDRADE
  • SUZENE IZIDIO DA SILVA
  • Data: 28/02/2022

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  • A rica flora dos biomas brasileiros provavelmente possui muitas espécies capazes tanto de nutrir quanto de ajudar a prevenir ou tratar doenças, cujo potencial ainda é pouco explorado. O Brasil também possui grande diversidade de povos tradicionais, entre eles os quilombolas, descendentes de escravos africanos que conseguiram escapar do cativeiro e se refugiar longe das cidades. O objetivo deste estudo foi trazer informações sobre a riqueza de conhecimento de quilombolas sobre plantas multifuncionais e PANC, gerando informações que possam ser utilizadas para melhorar a qualidade de vida na comunidade Castainho (Garanhuns, Pernambuco). Foram aplicadas entrevistas semiestruturadas e turnês-guiadas para coleta das plantas. Os dados foram analisados com os índices de Valor de Uso das espécies e Riqueza do conhecimento do informante. Os entrevistados foram representados por 20 homens e 43 mulheres. Um total de 52 famílias, 117 gêneros e 136 espécies foi catalogado, sendo 12 nativas do Brasil, 11 naturalizadas e 20 exóticas cultivadas. A maioria das espécies tem uso unicamente medicinal, 21% têm uso estritamente alimentício e 32% são multifuncionais Anacardium occidentale e Eugenia brasiliensis (nativas), Persea americana e Psidium guajava  (naturalizadas), Citrus × limon e Citrus sinensis (cultivadas) foram as espécies mais valorizadas pelos entrevistados. A inclusão de espécies nativas do Brasil e naturalizadas ou exóticas não africanas na dieta alimentar e flora medicinal  testemunham o ajuste cultural e ambiental que adquiriram para sobreviver e diversificar suas tradições.



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  • A rica flora dos biomas brasileiros provavelmente possui muitas espécies capazes tanto de nutrir quanto de ajudar a prevenir ou tratar doenças, cujo potencial ainda é pouco explorado. O Brasil também possui grande diversidade de povos tradicionais, entre eles os quilombolas, descendentes de escravos africanos que conseguiram escapar do cativeiro e se refugiar longe das cidades. O objetivo deste estudo foi trazer informações sobre a riqueza de conhecimento de quilombolas sobre plantas multifuncionais e PANC, gerando informações que possam ser utilizadas para melhorar a qualidade de vida na comunidade Castainho (Garanhuns, Pernambuco). Foram aplicadas entrevistas semiestruturadas e turnês-guiadas para coleta das plantas. Os dados foram analisados com os índices de Valor de Uso das espécies e Riqueza do conhecimento do informante. Os entrevistados foram representados por 20 homens e 43 mulheres. Um total de 52 famílias, 117 gêneros e 136 espécies foi catalogado, sendo 12 nativas do Brasil, 11 naturalizadas e 20 exóticas cultivadas. A maioria das espécies tem uso unicamente medicinal, 21% têm uso estritamente alimentício e 32% são multifuncionais Anacardium occidentale e Eugenia brasiliensis (nativas), Persea americana e Psidium guajava  (naturalizadas), Citrus × limon e Citrus sinensis (cultivadas) foram as espécies mais valorizadas pelos entrevistados. A inclusão de espécies nativas do Brasil e naturalizadas ou exóticas não africanas na dieta alimentar e flora medicinal  testemunham o ajuste cultural e ambiental que adquiriram para sobreviver e diversificar suas tradições.


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  • ZILDA ELLEN BAIAO NEVES
  • O impacto da Agricultura de Corte e Queima em atributos ecofisiológicos de espécies lenhosas da Caatinga.

  • Orientador : MAURO GUIDA DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDA MARIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • HIRAM MARINHO FALCAO
  • MAURO GUIDA DOS SANTOS
  • Data: 28/04/2022

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  • Em florestas tropicais sazonalmente secas (FTSS) como a Caatinga, algumas espécies lenhosas utilizam da capacidade de rebrota para tolerar estresses antropogênicos. Isto se faz importante em relação à agricultura de corte e queima (ACQ), prática de cunho histórico, conhecida por gerar impactos severos no solo e comunidade vegetal de FTSS. Neste sentido, analisar como estas espécies modulam ecofisiologicamente suas respostas perante este estresse se faz importante para compreender padrões e dinâmicas atuais e futuras para as FTSS. Assim, o presente estudo teve como objetivo compreender as relações entre a agricultura de corte e queima (A.C.Q.) e três traços funcionais foliares em 6 espécies lenhosas da Caatinga com capacidade de rebrota, sendo elas Pityrocarpa moniliformis, Senna cana, Eugenia brejoensis, Campomanesia eugenioides, Handroanthus impetiginosus e Z. stelligerum. Para tal, analisou-se 1. a dinâmica de Carboidratos não estruturais (CNE) e seus constituintes (Açúcares solúveis - AS e Amido), 2. de nutrientes (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) e 3. Custo de Construção Foliar (CCF) em três períodos em relação à A.C.Q.: pré, pós 3 meses e pós 6 meses. Em nossos resultados, observamos  para 4 das 6 espécies, a redução de CNE total e Açúcares solúveis pós 3 meses, enquanto que os valores para o período 6 meses pós A.C.Q. continuaram reduzindo ou sofreram leve aumento a níveis similares ao pré A.C.Q. Para o amido, observou-se aumento nos dois períodos de coleta em relação ao pré A.C.Q. Em relação ao CCF, observou-se queda nos valores pós 3 meses e aumento pós 6 meses para 4 das 6 espécies. Para a maioria das espécies, os níveis de N e P foliares aumentaram pós 3 meses, apresentando maior variação entre as espécies pós 6 meses. Em suma, a queda dos valores de CNE e AS, juntamente aos menores valores de CCF quando comparado com o pré A.C.Q. apontam para os efeitos do estresse em questão mesmo tratando-se de espécies tolerantes. O aumento de N e P logo após o estresse pode estar ligado à adubagem derivada das cinzas, enquanto que a variação posterior nos valores pós 6 meses pode estar ligada à perda desses elementos no ambiente por processos como os de lixiviação e erosão. Nosso estudo evidencia o impacto da A.C.Q. nos traços funcionais de espécies lenhosas de FTSS e reforça o alerta quanto à continuidade desta prática em áreas já vulneráveis pelas mudanças climáticas. 


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  • Em florestas tropicais sazonalmente secas (FTSS) como a Caatinga, algumas espécies lenhosas utilizam da capacidade de rebrota para tolerar estresses antropogênicos. Isto se faz importante em relação à agricultura de corte e queima (ACQ), prática de cunho histórico, conhecida por gerar impactos severos no solo e comunidade vegetal de FTSS. Neste sentido, analisar como estas espécies modulam ecofisiologicamente suas respostas perante este estresse se faz importante para compreender padrões e dinâmicas atuais e futuras para as FTSS. Assim, o presente estudo teve como objetivo compreender as relações entre a agricultura de corte e queima (A.C.Q.) e três traços funcionais foliares em 6 espécies lenhosas da Caatinga com capacidade de rebrota, sendo elas Pityrocarpa moniliformis, Senna cana, Eugenia brejoensis, Campomanesia eugenioides, Handroanthus impetiginosus e Z. stelligerum. Para tal, analisou-se 1. a dinâmica de Carboidratos não estruturais (CNE) e seus constituintes (Açúcares solúveis - AS e Amido), 2. de nutrientes (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) e 3. Custo de Construção Foliar (CCF) em três períodos em relação à A.C.Q.: pré, pós 3 meses e pós 6 meses. Em nossos resultados, observamos  para 4 das 6 espécies, a redução de CNE total e Açúcares solúveis pós 3 meses, enquanto que os valores para o período 6 meses pós A.C.Q. continuaram reduzindo ou sofreram leve aumento a níveis similares ao pré A.C.Q. Para o amido, observou-se aumento nos dois períodos de coleta em relação ao pré A.C.Q. Em relação ao CCF, observou-se queda nos valores pós 3 meses e aumento pós 6 meses para 4 das 6 espécies. Para a maioria das espécies, os níveis de N e P foliares aumentaram pós 3 meses, apresentando maior variação entre as espécies pós 6 meses. Em suma, a queda dos valores de CNE e AS, juntamente aos menores valores de CCF quando comparado com o pré A.C.Q. apontam para os efeitos do estresse em questão mesmo tratando-se de espécies tolerantes. O aumento de N e P logo após o estresse pode estar ligado à adubagem derivada das cinzas, enquanto que a variação posterior nos valores pós 6 meses pode estar ligada à perda desses elementos no ambiente por processos como os de lixiviação e erosão. Nosso estudo evidencia o impacto da A.C.Q. nos traços funcionais de espécies lenhosas de FTSS e reforça o alerta quanto à continuidade desta prática em áreas já vulneráveis pelas mudanças climáticas. 

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  • ARYANE DO NASCIMENTO ACCIOLY
  • Estudos morfoanatômicos em folhas de espécies do semiárido brasileiro: uma visão ecológica.

  • Orientador : EMILIA CRISTINA PEREIRA DE ARRUDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIA ULISSES DE CARVALHO SILVA
  • EMILIA CRISTINA PEREIRA DE ARRUDA
  • JARCILENE SILVA DE ALMEIDA
  • Data: 31/05/2022

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  • Alta intensidade luminosa, altas temperaturas e períodos de déficit hídrico são os principais fatores abióticos capazes de promover ajustes estruturais nas plantas. Por vezes, espécies vegetais que coexistem em ambientes estressantes como a Caatinga tendem a desenvolver estratégias adaptativas semelhantes, gerando uma convergência adaptativa. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo principal realização de uma revisão sistemática sob a ótica da anatomia foliar, visando traçar o conjunto de caracteres morfoanatômicos e o possível estabelecimento de correlações dentre esses caracteres para as plantas na Caatinga. Para isso foram realizadas buscas sistemáticas em bases de dados e a construção de matrizes. Foram coletados dados de 64 espécies, distribuídas em 23 famílias botânicas. Nossos resultados demonstraram que caracteres morfoanatômicas como epiderme unisseriada (96,6%), tricomas (81%), parênquima lacunoso multiestratificado (76,7%), cristais (76,2%), cutícula (74,6%), mesofilo do tipo dorsiventral (72,9%), folha anfiestomática (62,7%) e parênquima paliçádico uniestratificado (40,4%) são os mais reportados para a Caatinga dentre as espécies analisadas. Correlações positivas entre a espessura dos tecidos do mesofilo, epiderme e cutícula foram observadas. A análise de ordenação demonstrou grande parte das espécies avaliadas compartilham do mesmo conjunto de caracteres morfoanatômicos, o que caracteriza uma possível convergência adaptativa. A partir dessa revisão foi possível traçar o conjunto de estratégias mais compartilhadas entre as espécies analisadas e qual a relevância desses caracteres para um ambiente semiárido.


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  • Alta intensidade luminosa, altas temperaturas e períodos de déficit hídrico são os principais fatores abióticos capazes de promover ajustes estruturais nas plantas. Por vezes, espécies vegetais que coexistem em ambientes estressantes como a Caatinga tendem a desenvolver estratégias adaptativas semelhantes, gerando uma convergência adaptativa. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo principal realização de uma revisão sistemática sob a ótica da anatomia foliar, visando traçar o conjunto de caracteres morfoanatômicos e o possível estabelecimento de correlações dentre esses caracteres para as plantas na Caatinga. Para isso foram realizadas buscas sistemáticas em bases de dados e a construção de matrizes. Foram coletados dados de 64 espécies, distribuídas em 23 famílias botânicas. Nossos resultados demonstraram que caracteres morfoanatômicas como epiderme unisseriada (96,6%), tricomas (81%), parênquima lacunoso multiestratificado (76,7%), cristais (76,2%), cutícula (74,6%), mesofilo do tipo dorsiventral (72,9%), folha anfiestomática (62,7%) e parênquima paliçádico uniestratificado (40,4%) são os mais reportados para a Caatinga dentre as espécies analisadas. Correlações positivas entre a espessura dos tecidos do mesofilo, epiderme e cutícula foram observadas. A análise de ordenação demonstrou grande parte das espécies avaliadas compartilham do mesmo conjunto de caracteres morfoanatômicos, o que caracteriza uma possível convergência adaptativa. A partir dessa revisão foi possível traçar o conjunto de estratégias mais compartilhadas entre as espécies analisadas e qual a relevância desses caracteres para um ambiente semiárido.

Teses
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  • AMÁLIA IBIAPINO MOURA
  • EVOLUÇÃO CARIOTÍPICA EM Cuscuta L. (CONVOLVULACEAE)

  • Orientador : ANDREA PEDROSA HARAND
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CHRISTINA BRASILEIRO VIDAL
  • ANDREA PEDROSA HARAND
  • LUIZ GUSTAVO RODRIGUES SOUZA
  • MARIELA ANALÍA SADER
  • REGINALDO DE CARVALHO
  • Data: 21/02/2022

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  • O gênero Cuscuta L. é bastante variado citogeneticamente, apresenta ampla variação de número e tamanho cromossômico e tamanhos do genoma, além de espécies com cariótipos bimodais, e cromossomos monocentricos e holocêntricos. Estudos recentes sugerem a influência do DNA repetitivo na evolução cariotípica do gênero. Para entender o papel das sequências repetitivas no surgimento de cariótipos bimodais em Cuscuta, foi utilizado o sequenciamento de baixa cobertura do genoma de C. nitida (subgênero Pachystigma). Também foram avaliadas a distribuição de bandas CMA/DAPI nessa e em outras duas espécies do mesmo subgênero. Os dados demonstram que o acúmulo de DNA repetitivo nos dois maiores pares cromossômicos de C. nitida, foi o principal responsável pelo surgimento do cariótipo bimodal dessa espécie. No segundo capítulo, foram realizadas reconstruções de caracteres ancestrais de número cromossômico, tamanho do genoma e distribuição de sítios de DNAr 5S e 35S, para entender os mecanismos envolvidos na evolução cariotípica do gênero Cuscuta. Os dados suportam n = 15 como número básico ancestral em Cuscuta e as mudanças numéricas ocorreram principalmente por poliploidias e disploidias. Além disso, houve uma expansão do tamanho do genoma em Cuscuta em relação as outras Convolvulaceaes. Por fim, os sítios de DNAr em Cuscuta apresenta grande variação de número e posição. Cuscuta apresenta uma excepcional diversidade cariotípica dentro das angiospermas. Diferentes mecanismos evolutivos são preponderantes na diversidade encontrada nos diferentes subgêneros de Cuscuta.


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  • O gênero Cuscuta L. é bastante variado citogeneticamente, apresenta ampla variação de número e tamanho cromossômico e tamanhos do genoma, além de espécies com cariótipos bimodais, e cromossomos monocentricos e holocêntricos. Estudos recentes sugerem a influência do DNA repetitivo na evolução cariotípica do gênero. Para entender o papel das sequências repetitivas no surgimento de cariótipos bimodais em Cuscuta, foi utilizado o sequenciamento de baixa cobertura do genoma de C. nitida (subgênero Pachystigma). Também foram avaliadas a distribuição de bandas CMA/DAPI nessa e em outras duas espécies do mesmo subgênero. Os dados demonstram que o acúmulo de DNA repetitivo nos dois maiores pares cromossômicos de C. nitida, foi o principal responsável pelo surgimento do cariótipo bimodal dessa espécie. No segundo capítulo, foram realizadas reconstruções de caracteres ancestrais de número cromossômico, tamanho do genoma e distribuição de sítios de DNAr 5S e 35S, para entender os mecanismos envolvidos na evolução cariotípica do gênero Cuscuta. Os dados suportam n = 15 como número básico ancestral em Cuscuta e as mudanças numéricas ocorreram principalmente por poliploidias e disploidias. Além disso, houve uma expansão do tamanho do genoma em Cuscuta em relação as outras Convolvulaceaes. Por fim, os sítios de DNAr em Cuscuta apresenta grande variação de número e posição. Cuscuta apresenta uma excepcional diversidade cariotípica dentro das angiospermas. Diferentes mecanismos evolutivos são preponderantes na diversidade encontrada nos diferentes subgêneros de Cuscuta.

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  • JOÃO BOSCO DA SILVA JÚNIOR
  • Variação sazonal no teor de óleo e perfil de ácidos graxos de sementes de Tarenaya longicarpa Soares Neto & Roalson (Cleomaceae) e Cynophalla flexuosa J. Presl. (Capparaceae)


  • Orientador : ANTONIO FERNANDO MORAIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEBORAH YARA ALVES CURSINO DOS SANTOS
  • ANTONIO FERNANDO MORAIS DE OLIVEIRA
  • LAISE DE HOLANDA CAVALCANTI ANDRADE
  • LUIZ OLIVEIRA DA COSTA FILHO
  • MARCIEL TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 22/02/2022

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  • O Brasil possui uma elevada biodiversidade, com diferentes espécies com potencial oleaginoso; algumas delas já são amplamente usadas; outras são negligenciadas. Visando a aplicação industrial do óleo de sementes e a busca de novas fontes de óleo vegetal, o presente estudo objetivou avaliar o efeito de parâmetros climáticos sobre o teor de óleo e composição química de sementes de Tarenaya longicarpa e Cynophalla flexuosa, duas espécies encontradas em floresta atlântica e sazonalmente seca, do Nordeste do Brasil. A temperatura e a precipitação influenciaram no teor de óleo e perfil de ácidos graxos de T. longicarpa; contudo o perfil de óleo foi marcadamente insaturado; o teor de óleo variou de 15,4- 42,9%, e a estação chuvosa obteve os maiores teores de óleo e percentuais de ácido linolênico, oleico, palmítico e esteárico, os ácidos graxos majoritários para a espécie.  Para C. flexuosa, a latitude, altitude, temperatura e precipitação influenciaram no perfil de ácidos graxos. Os ácidos palmítico, oleico, esteárico e linoleico também foram os majoritários. Assim, o óleo das sementes de T.longicarpa pode ser usado na indústria alimentícia e de biocombustíveis; enquanto que o óleo de sementes de C. flexuosa pode ter aplicação na indústria de sabão e detergente


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  • O propósito deste estudo foi avaliar a influência de alguns fatores geoclimáticos no teor de óleo e no perfil de ácidos graxos de Tarenaya longicarpa (Cleomaceae) e Cynophalla flexuosa (Capparaceae). O teor de óleo de sementes de T. longicarpa variou de 15,4% a 42,9% entre as localidades de Recife, Caruaru e Serra Talhada, e, nestas, entre os períodos seco e chuvoso de coleta. Dez ácidos graxos foram identificados, sendo o ácido linoleico o principal ácido graxo identificado. Análises de correlação e multivariadas (PCA e UPGMA) mostraram que o teor de óleo e o perfil de ácidos graxos foram correlacionados apenas com a temperatura. O teor de ácido palmítico, por exemplo, foi positivamente correlacionado com este parâmetro, enquanto que o conteúdo do ácido oleico, um ácido graxo insaturado, foi negativamente correlacionado. Para as sementes de C. flexuosa, prevenientes de áreas de Restinga e Caatinga, o teor médio de óleo variou de 15,59% a 22,74%, mas não foram diferentes estatisticamente. O perfil de ácidos graxos foi predominantemente saturado nas sementes ocorrentes na Restinga e levemente insaturado nas sementes oriundas da Caatinga. Análises multivariadas indicaram que altitude, temperatura, longitude e latitude influenciaram a composição de ácidos graxos. Assim como T. longicarpa, o óleo de sementes de C. flexuosa possui uma composição para indústria alimentícia e de biodiesel, em adição ao seu potencial para a indústria de sabão e detergente.

3
  • MAYARA MAGNA SILVA
  • Aspectos populacionais de Cyatheaceae na Floresta Atlântica Nordestina

  • Orientador : IVA CARNEIRO LEAO BARROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IVA CARNEIRO LEAO BARROS
  • JAIRO LIZANDRO SCHMITT
  • KATIA CAVALCANTI PORTO
  • MERCIA PATRICIA PEREIRA SILVA
  • RAFAEL DE PAIVA FARIAS
  • Data: 22/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • Os estudos populacionais fornecem informações essenciais sobre os fatores que regulam a sobrevivência das espécies. Assim, o objetivo dessa pesquisa foi investigar o status de regeneração e a influência dos fatores ambientais sobre os aspectos populacionais de espécies de Cyatheaceae ocorrentes na Floresta Atlântica Nordestina. Além disso, foi analisada a demografia de duas populações de Cyatheaceae pertencentes a duas espécies endêmicas da Floresta Atlântica brasileira. Variações dos aspectos populacionais em relação aos fatores ambientais foram avaliadas em populações distribuídas em cinco áreas, assim como a dinâmica de Cyathea abreviata e C. praecincta em duas populações ocorrentes em um dos cinco remanescentes. As relações entre o microambiente e os aspectos populacionais foram avaliadas através de Modelos Lineares Generalizados Mistos e para a demografia foi aplicada a análise de modelos populacionais matriciais. No geral, as populações apresentaram regeneração moderada, baixa densidade e forte influência do microambiente na estrutura populacional, indicando o determinismo ambiental como um fator atuante na estruturação das populações. Os modelos matriciais mostraram uma taxa de crescimento finita (λ) menor que um, indicando declínio populacional das duas populações, com a sobrevivência/permanência no estágio juvenil sendo considerado como o estágio chave da história de vida das espécies. Os resultados obtidos reforçam a necessidade de ações de conservação que possibilitem o estabelecimento e crescimento de indivíduos juvenis com o objetivo de reduzir os riscos de extinção local destas populações.



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  • Os estudos populacionais fornecem informações vitais sobre fatores que regulam a sobrevivência das espécies de plantas, sendo importantes ferramentas para a implementação de planos de conservação de populações naturais, principalmente no que diz respeito a populações em paisagens fragmentadas como a Floresta Atlântica brasileira. Desta forma, foi investigado a influência dos fatores microambientais na estrutura, densidade e tamanho de populações de Cyatheaceae na Floresta Atlântica nordestina, bem como determinado a dinâmica de uma população de Cyathea abreviata (Cyatheaceae), espécie endêmica com distribuição restrita para o Nordeste do Brasil. As variáveis ambientais analisadas mostraram uma forte influência na estrutura populacional, indicando que a variação na estrutura das populações estudadas pode ser parcialmente atribuída às diferenças nos fatores microambientais. A única população de C. abreviata encontrada no primeiro estudo foi demarcada em uma parcela permanente de 400 m2, onde o crescimento, sobrevivência e fecundidade dos indivíduos foram registrados.  Os dados demográficos foram analisados com o uso de modelos matriciais para avaliar a taxa de crescimento populacional e detectar os principais estágios de desenvolvimento que influência nesse parâmetro. Com base nas projeções anuais, a população se encontrou estável, podendo apresentar um crescimento moderado nos próximos 10 anos. Plântulas tem a maior taxa de mortalidade e poucos indivíduos foram recrutados. Os resultados obtidos reforçam a necessidade de conservação das áreas de estudo com o objetivo de reduzir os riscos de extinção local destas populações.

4
  • RONALD NOUTCHEU
  • Efeito das perturbações antrópicas crônicas e fatores ambientais na regeneração natural na floresta seca da caatinga


  • Orientador : INARA ROBERTA LEAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAINER MATTHIAS WIRTH
  • CARINE EMER
  • FERNANDA MARIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • INARA ROBERTA LEAL
  • MARCELO TABARELLI
  • Data: 23/02/2022

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  • A regeneração natural é um processo ecológico complexo e importante que envolve vários fatores que contribuem para a recuperação dos ecossistemas florestais. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar os efeitos de perturbações antrópicas crônicas (PAC) e fatores ambientais sobre os mecanismos de regeneração (Capítulo 1) e avaliar como rebrotas do tamanho de plântulas respondem à poda experimental ao longo de gradientes de perturbações e ambientais (Capítulo 2) em uma floresta seca da Caatinga. Os dados de estrutura, riqueza, diversidade e composição de regeneração foram coletados em 18 0.1 há parcelas e o corte experimental em 15 dessas 18 parcelas no Parque Nacional do Catimbau. Encontramos assembleias sementes e regenerantes pouco densas e empobrecidas. A rebrota foi o mecanismo de regeneração mais importante, principalmente a partir do caule. Efeitos contrastantes de PAC e fatores ambientais foram observados nas assembleias em regeneração. Observamos uma alta capacidade de rebrota ao corte, com marcantes variações interespecíficas. O número de brotos foi negativamente influenciado pela aridez e fertilidade do solo. Além disso, considerando as espécies mais amplamente distribuídas nos gradientes, efeitos negativos e positivos das PAC, índice de área foliar e aridez foram observados no comprimento do brotos, diâmetro do brotos e índices de capacidade de rebrota dessas espécies. Esses resultados demonstram o efeito negativo das PAC sobre as assembleias em regeneração e mostram a capacidade das rebrotas de plântulas de persistir na área perturbada.



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  • A regeneração natural é um processo ecológico complexo e importante que envolve vários fatores que contribuem para a recuperação dos ecossistemas florestais. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar os efeitos de perturbações antrópicas crônicas (PAC) e fatores ambientais sobre os mecanismos de regeneração (Capítulo 1) e avaliar como rebrotas do tamanho de plântulas respondem à poda experimental ao longo de gradientes de perturbações e ambientais (Capítulo 2) em uma floresta seca da Caatinga. Os dados de estrutura, riqueza, diversidade e composição de regeneração foram coletados em 18 0.1 há parcelas e o corte experimental em 15 dessas 18 parcelas no Parque Nacional do Catimbau. Encontramos assembleias sementes e regenerantes pouco densas e empobrecidas. A rebrota foi o mecanismo de regeneração mais importante, principalmente a partir do caule. Efeitos contrastantes de PAC e fatores ambientais foram observados nas assembleias em regeneração. Observamos uma alta capacidade de rebrota ao corte, com marcantes variações interespecíficas. O número de brotos foi negativamente influenciado pela aridez e fertilidade do solo. Além disso, considerando as espécies mais amplamente distribuídas nos gradientes, efeitos negativos e positivos das PAC, índice de área foliar e aridez foram observados no comprimento do brotos, diâmetro do brotos e índices de capacidade de rebrota dessas espécies. Esses resultados demonstram o efeito negativo das PAC sobre as assembleias em regeneração e mostram a capacidade das rebrotas de plântulas de persistir na área perturbada.

5
  • LUCAS ALEXANDRE DE SOUZA COSTA
  • DIVERSIFICAÇÃO GENÔMICA EM RHYNCHOSPORA VAHL. (CYPERACEAE), UM GÊNERO COM CROMOSSOMOS HOLOCÊNTRICOS

  • Orientador : LUIZ GUSTAVO RODRIGUES SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRÉ LUÍS LAFORGA VANZELA
  • GIOVANA AUGUSTA TORRES
  • DIOGO CAVALCANTI CABRAL DE MELLO
  • LUIZ GUSTAVO RODRIGUES SOUZA
  • LYDERSON FACIO VICCINI
  • Data: 24/02/2022

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  • Com os avanços nas técnicas de sequenciamento genômico, foi descoberto que a maior parte do genoma das plantas é composto por DNA repetitivo, especialmente DNAs Satélite e retroelementos-LTR. Apesar de não codificarem proteínas essenciais para o hospedeiro, estas sequências podem alterar o espaço genético/epigenético e promover funções estruturais para determinadas regiões cromossômicas. Além disso, a variabilidade na abundância de diferentes tipos de DNA repetitivo pode estar ligada a respostas naturais destes a estresses ambientais. Nesta tese, buscamos investigar o impacto de diferentes DNAs repetitivos na evolução genômica e diversificação do gênero holocêntrico Rhynchospora Vahl (Cyperaceae). No primeiro capítulo, nós validamos o uso do subproduto de sequenciamento por captura de alvo para a identificação, localização cromossômica e filogenômica comparativa de DNA repetitivo. No segundo capítulo, estudamos a evolução do DNASat Tyba em uma ampla amostragem do gênero, mostrando alta conservação de sequência do satélite, provavelmente ligada à uma possível vantagem estrutural promovida aos holocentrômeros. No terceiro capítulo, investigamos diferentes fatores que possam ter influenciado a abundância de retroelementos-LTR nos genomas de Rhynchospora. Foi visto que a abundância desses elementos é impactada por uma combinação de fatores genômicos, temporais, ambientais e, principalmente, filogenéticos. No geral, nossos resultados contribuem para um maior conhecimento do impacto de Tyba e de retroelementos LTR na evolução genômica de Rhynchospora, além de demonstrar o potencial do estudo de elementos repetitivos num contexto macroevolutivo.


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  • Com os avanços nas técnicas de sequenciamento genômico, foi descoberto que a maior parte do genoma das plantas é composto por DNA repetitivo, especialmente DNAs Satélite e retroelementos-LTR. Apesar de não codificarem proteínas essenciais para o hospedeiro, estas sequências podem alterar o espaço genético/epigenético e promover funções estruturais para determinadas regiões cromossômicas. Além disso, a variabilidade na abundância de diferentes tipos de DNA repetitivo pode estar ligada a respostas naturais destes a estresses ambientais. Nesta tese, buscamos investigar o impacto de diferentes DNAs repetitivos na evolução genômica e diversificação do gênero holocêntrico Rhynchospora Vahl (Cyperaceae). No primeiro capítulo, nós validamos o uso do subproduto de sequenciamento por captura de alvo para a identificação, localização cromossômica e filogenômica comparativa de DNA repetitivo. No segundo capítulo, estudamos a evolução do DNASat Tyba em uma ampla amostragem do gênero, mostrando alta conservação de sequência do satélite, provavelmente ligada à uma possível vantagem estrutural promovida aos holocentrômeros. No terceiro capítulo, investigamos diferentes fatores que possam ter influenciado a abundância de retroelementos-LTR nos genomas de Rhynchospora. Foi visto que a abundância desses elementos é impactada por uma combinação de fatores genômicos, temporais, ambientais e, principalmente, filogenéticos. No geral, nossos resultados contribuem para um maior conhecimento do impacto de Tyba e de retroelementos LTR na evolução genômica de Rhynchospora, além de demonstrar o potencial do estudo de elementos repetitivos num contexto macroevolutivo.

6
  • LAYS KLÉCIA SILVA LINS
  • Influência de caprinos na regeneração da Caatinga


  • Orientador : INARA ROBERTA LEAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARINE EMER
  • FERNANDA MARIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • INARA ROBERTA LEAL
  • MARCELO TABARELLI
  • RAINER MATTHIAS WIRTH
  • Data: 24/02/2022

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  • As práticas da pecuária extensiva nos ecossistemas naturais podem reduzir a capacidade de regeneração da vegetação e induzir ecossistemas a estados permanentes de degradação, especialmente em áreas de florestas secas onde essas práticas são constantes e garantem a subsistência de populações humanas. Sendo necessários estudos de como o pastejo de grandes herbívoros impacta mecanismos de regeneração que garantem a resiliência dessas florestas (i.e., banco de sementes e banco de plântulas), esta tese aborda o efeito de caprinos criados extensivamente na Caatinga, o maior bloco de florestas secas da América do Sul, através de um experimento de exclusão. O banco de sementes nessa região é pouco abundante (56 sementes/m²), empobrecido (24 espécies) e de curta duração e não há efeito de caprinos nesse mecanismo de regeneração quanto à proporção de sementes viáveis, riqueza ou beta diversidade. A sobrevivência observada de plântulas adicionadas experimentalmente é maior em áreas de exclusão (68.4%) quem em áreas de pastejo (39%). Observações da dinâmica natural de plântulas ao longo de 05 anos indicam que caprinos impactam negativamente a diversidade de plântulas, através do aumento da mortalidade (2.3 vezes maior que em áreas de exclusão) e diminuição da diversidade alfa e beta, embora mudanças no recrutamento não tenham sido observadas. Esses resultados indicam que caprinos podem alterar processos de regeneração em florestas secas, diminuindo a capacidade de resiliência principalmente associada ao estabelecimento de plântulas.


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  • As florestas tropicais representam um meio de subsistência para milhões de habitantes no mundo através de práticas como pecuária. No entanto, os impactos dessas atividades podem levar os ecossistemas à estados permanentes de degradação, podendo afetar o processo de regeneração, ameaçando então a manutenção da biodiversidade. Esse cenário é observado em muitas florestas tropicais secas como na Caatinga brasileira, onde estima-se que 93% de toda criação nacional de caprinos esteja concentrada e há evidência de que tal atividade contribua para desertificação do ecossistema. Esta tese tem como objetivo entender os efeitos de caprinos nos mecanismos de regeneração natural em comunidades de plantas lenhosas na Caatinga. Parcelas de livre acesso aos caprinos e a outras onde os caprinos foram excluídos através de cercas foram utilizadas para avaliar os efeitos desses animais no banco de sementes e na dinâmica de plântulas. Nossos resultados indicam que o banco de sementes na Caatinga é pouco persistente e não há efeito de caprinos nesse mecanismo de regeneração. Foram observados impactos negativos na diversidade de espécies de plântulas, através do aumento da mortalidade e diminuição da diversidade alfa e beta, embora mudanças no recrutamento não tenham sido observadas. Esses resultados podem fornecer subsídios para recomendações de práticas de gestão que protegem e fomentam a biodiversidade das florestas secas, ao mesmo tempo que sustentam os meios de subsistência locais.

7
  • MILENA NUNES BERNARDES GOETZ
  • EFEITOS DA FRAGMENTAÇÃO E ATRASO DE RESPOSTA NA DIVERSIDADE FUNCIONAL E TAXONÔMICA DAS SAMAMBAIAS EM FLORESTA ATLÂNTICA


  • Orientador : IVA CARNEIRO LEAO BARROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IVA CARNEIRO LEAO BARROS
  • JAIRO LIZANDRO SCHMITT
  • KATIA CAVALCANTI PORTO
  • MERCIA PATRICIA PEREIRA SILVA
  • RAFAEL DE PAIVA FARIAS
  • Data: 24/02/2022

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  • A fragmentação é uma das principais ameaças a biodiversidade, causando alterações na riqueza, composição, estrutura e funcionamento dos ecossistemas. Os objetivos é investigar a influência dos efeitos gerados pela fragmentação florestal na diversidade funcional e taxonômica das samambaias (Cap. I) e verificar se ocorre atraso de resposta das samambaias frente a fragmentação florestal (Cap. II). Foi desenvolvido a partir de uma revisão de literatura (Cap. I) e de coletas em sete fragmentos florestais de Floresta Atlântica (Cap. I e II). Foi registradas 170 espécies (Cap. I) e 77 espécies (Cap. II). Ocorreu uma elevada sobreposição dos traços funcionais entre borda/interior, porém presença de tricomas e escamas e textura cartácea relacionaram-se com o interior e textura papirácea e rizoma ereto com a borda dos fragmentos. As características espaciais das manchas não influenciaram a diversidade taxonômica e funcional. Os fragmentos florestais sofreram com a fragmentação ao longo do tempo, alguns perderam mais habitat e outros ficaram mais isolados. As samambaias apresentaram relações com a paisagem do passado, configurando em uma dívida de extinção. Além disso, as espécies especialistas tiveram um tempo de resposta mais rápido que as generalistas. Concluímos que as samambaias apresentaram limitações funcionais, filtragem de traços funcionais e dívida de extinção frente a fragmentação. Isso ilustra a importância de se conservar e restaurar áreas já impactadas garantindo a manutenção da diversidade de samambaias e evitar a extinção de espécies futuramente.  


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  • A fragmentação é uma das principais ameaças a biodiversidade, causando alterações na riqueza, composição, estrutura e funcionamento dos ecossistemas. Os objetivos principais deste estudo é investigar a influência dos efeitos gerados pela fragmentação florestal na diversidade funcional e taxonômica das samambaias (Cap. I) e verificar se ocorre atraso de resposta das samambaias frente a fragmentação florestal (Cap. II). Foi desenvolvido a partir de uma revisão de literatura (Cap. I) e de coletas em sete fragmentos florestais de Floresta Atlântica (Cap. I e II). Foi encontrada 170 espécies (Cap. I) e 77 espécies (Cap. II). Foi observada uma elevada sobreposição dos traços funcionais entre borda/interior, o efeito de borda selecionou rizoma ereto (borda) e cartácea (interior) e a borda afetou negativamente a diversidade taxonômica e funcional. As características espaciais das manchas não influenciaram a diversidade taxonômica e funcional. Os fragmentos florestais sofreram com a fragmentação ao longo do tempo, alguns perderam mais habitat e outros ficaram mais isolados. Foi observada dívida de extinção, isso porque a comunidade de samambaias obteve relações com a paisagem do passado e as espécies especialistas tiveram um tempo de resposta mais rápido. Concluímos que as samambaias apresentaram limitações funcionais, filtragem de traços funcionais e dívida de extinção frente a fragmentação. Isso ilustra a importância de se conservar e restaurar áreas já impactadas garantindo a manutenção da diversidade de samambaias e evitar a extinção de espécies futuramente

8
  • MARIANA SANTOS DE SOUZA GONCALVES
  • DISTRIBUIÇÃO DOS AÇÚCARES E DESEMPENHO ECOFISIOLÓGICO DE ESPÉCIES LENHOSAS EM RESPOSTA A DISPONIBILIDADE HÍDRICA

  • Orientador : MAURO GUIDA DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE LUIZ ALVES DE LIMA
  • CAMILA DIAS BARROS MEDEIROS
  • EVERARDO VALADARES DE SA BARRETTO SAMPAIO
  • MARIA FABIOLA GOMES DA SILVA DE BARROS
  • MAURO GUIDA DOS SANTOS
  • Data: 30/05/2022

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  • O investimento eficiente em carbono (C) pode determinar o desempenho de espécies lenhosas em ambientes com recursos limitados, como a disponibilidade de água em Florestas Tropicais Secas (FTS). A habilidade de particionar e armazenar os compostos de C pode ser crítica para o sucesso de plantas decíduas de regiões como a Caatinga, que experienciam eventos seca ao longo de sua história de vida. Dessa forma, o presente estudo avaliou a variação no particionamento de carboidratos não estruturais (CNE) e Custo de Construção Foliar (CC), em onze espécies lenhosas nativas da Caatinga que apresentam diferentes distribuições em áreas com média de precipitação anual (MPA) extremas: (1) maior distribuição sob alto MPA (+AU); (2) maior distribuição sob baixa MPA (+AS) e distribuição semelhante em ambas as áreas (AM), bem como, os aspectos ecofisiológicos de uma dessas espécies submetidas a ciclos recorrentes de déficit hídrico. Foram avaliados os parâmetros de trocas gasosas, conteúdo hídrico foliar (CHR), conteúdo de CNE e seus componentes (açúcares solúveis (AST) e amido) em folha, caule e raiz e CC foliar. Sob ciclo recorrente de déficit hídrico a espécie Cenostigma micrphyllum, escolhida devido a sua ampla distribuição na Caatinga, apresentou estratégias distintas nos dois ciclos. No ciclo 1, o CHR foi mantido à custa de uma rápida queda nas trocas gasosas e leve acúmulo de AST no caule e raízes, em detrimento do crescimento em altura e diâmetro do caule. No ciclo 2, o CHR permaneceu 40% superior ao menor nível medido no primeiro déficit hídrico, e a assimilação de CO2 permaneceu duas vezes maior nas plantas previamente estressadas. O conteúdo de AST dos caules e raízes foi fortemente correlacionado com o CHR antes do amanhecer. Em campo, a partição de CNE nas plantas variou de acordo os grupos de espécies, mas não diferiu entre as áreas. +AU apresentou 60% do conteúdo de CNE nas folhas, enquanto AM e +AS apresentaram investimentos de 30 % e 40% respctiavamente, também em raiz. O AST foi o componente principal dos CNE em todos os grupos. +AS apresentaram maiores concentrações de AST em caule e raiz em locais de baixa MPA. Os resultados indicam que em espécies de FTS a dinâmica de CNE varia de acordo com a capacidade de tolerar a seca e que eventos recorrentes melhoraram as respostas ao estresse, mas as plantas serão cada vez menores. Caules e raízes são os principais órgãos de acúmulo de CNE, melhorando o status hídrico e permitindo melhor segurança hidráulica. Os resultados ajudam a entender os riscos e ameaças na sobrevivência dessas espécies, tendo em vista que, em cenários futuros, passarão períodos cada vez maiores sem folhas.


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  • O fenômeno de seca é um importante fator na estruturação e diversidade das Florestas Tropicais Sazonalmente Secas. Entretanto, a depender da sua intensidade e severidade, a seca pode afetar diretamente a produção e disponibilidade de carbono (C) nas plantas. A habilidade de particionar e armazenar os compostos de C pode ser crítica para o sucesso de plantas lenhosas decíduas de regiões como a Caatinga, que experienciam eventos recorrentes de seca ao longo de sua história de vida. Dessa forma, o presente estudo avaliou a variação no particionamento de carboidratos não estruturais (CNE) e Custo de Construção Foliar (CC), duas principais vias de investimento de C, em onze espécies lenhosas nativas dessa região que apresentam diferentes distribuição, em dois extremos de precipitação. Bem como, os aspectos ecofisiológicos de uma dessas espécies submetidas a ciclos recorrentes de déficit hídrico. Os resultados indicam que a dinâmica de CNE varia de acordo com a capacidade das espécies em tolerar locais mais secos e que eventos recorrentes de seca podem melhorar as respostas em estresses subsequentes, mas as plantas serão cada vez menores. Caules e raízes são os principais órgãos de acúmulo e reserva de CNE, melhorando o status hídrico e permitindo melhor segurança hidráulica. Os resultados ajudam a entender os riscos de conservação dessas espécies, tendo em vista que, em cenários futuros, passarão períodos cada vez maiores sem folhas.

2021
Dissertações
1
  • FRANCISCA MAIARA BATISTA GOMES
  • Revisão Taxonômica e Anatomia Foliar de Lychnocephalus Mart. ex DC.

  • Orientador : BENOIT FRANCIS PATRICE LOEUILLE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MAKELI GARIBOTTI LUSA
  • CAETANO TRONCOSO OLIVEIRA
  • BENOIT FRANCIS PATRICE LOEUILLE
  • Data: 22/06/2021

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  • Lychnocephalus Mart. ex DC. é um pequeno gênero da subtribo Lychnophorinae (Asteraceae, Vernonieae) recentemente restabelecido, eanteriormente considerado um sinônimo de Lychnophora Mart.. Na última classificação realizada, o gênero apresentava quatro espécies, endêmicas da Serra do Cipó e Cadeia do Espinhaço, Lychnocephalus humillimus, L. mellobarretoi, L. sellovii e L. tomentosus. Apesar do recente restabelecimento do gênero e esclarecimento de sua delimitação, os limites de algumas espécies permaneciam duvidosos, além de algumas que ainda não haviam sido publicadas. Nesse contexto, era necessário uma reavaliação dos conceitos das espécies descritas bem como da distribuição geográfica das mesmas. Considerando os aspectos apresentados objetivou-se realizar uma evisão taxonômica integrativa do gênero Lychnocephalus, complementando os dados morfológicos e geográficos com o estudo da anatomia foliar das espécies. Foram realizadas expedições na Serra do Cipó, estado de Minas Gerais na porção Sul da Cadeia do Espinhaço, além de coletas de folhas para o estudo anatômico. A análise morfológica foi realizada através do estudo dos tipos nomenclaturais, exemplares depositados em herbários, além dos novos materiais botânicos coletados durante as expedições de campo. Foram revistos os nomes publicados para o gênero e espécies. No estudo da anatomia foliar das espécies foram analisados aspectos tanto referentes à arquitetura quanto ao mesofilo das folhas. No presente estudo, são reconhecidas oito espécies de Lychnocephalus (L. canus, L. cipoensis, L. grazielae, L. humillimus, L. jolyanus, L. mellobarretoi, L. selloviieL. tomentosus), sendo seis delas restritas à Serra do Cipó e duas ocorrendo ao longo da Cadeia do Espinhaço. Em relação à anatomia, foram observadas características que incluem um novo tipo de tricoma não glandular, diferenças na disposição de fibras esclerenquimáticas que circundamos feixes vasculares, nervuras intermediárias entre as nervuras principais e traqueídesterminais localizados nas vênulas das espécies, que corrobora com a taxonomia de Lychnocephalus


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  • Lychnocephalus Mart. ex DC. é um pequeno gênero da subtribo Lychnophorinae (Asteraceae, Vernonieae) recentemente restabelecido, eanteriormente considerado um sinônimo de Lychnophora Mart.. Na última classificação realizada, o gênero apresentava quatro espécies, endêmicas da Serra do Cipó e Cadeia do Espinhaço, Lychnocephalus humillimus, L. mellobarretoi, L. sellovii e L. tomentosus. Apesar do recente restabelecimento do gênero e esclarecimento de sua delimitação, os limites de algumas espécies permaneciam duvidosos, além de algumas que ainda não haviam sido publicadas. Nesse contexto, era necessário uma reavaliação dos conceitos das espécies descritas bem como da distribuição geográfica das mesmas. Considerando os aspectos apresentados objetivou-se realizar uma evisão taxonômica integrativa do gênero Lychnocephalus, complementando os dados morfológicos e geográficos com o estudo da anatomia foliar das espécies. Foram realizadas expedições na Serra do Cipó, estado de Minas Gerais na porção Sul da Cadeia do Espinhaço, além de coletas de folhas para o estudo anatômico. A análise morfológica foi realizada através do estudo dos tipos nomenclaturais, exemplares depositados em herbários, além dos novos materiais botânicos coletados durante as expedições de campo. Foram revistos os nomes publicados para o gênero e espécies. No estudo da anatomia foliar das espécies foram analisados aspectos tanto referentes à arquitetura quanto ao mesofilo das folhas. No presente estudo, são reconhecidas oito espécies de Lychnocephalus (L. canus, L. cipoensis, L. grazielae, L. humillimus, L. jolyanus, L. mellobarretoi, L. selloviieL. tomentosus), sendo seis delas restritas à Serra do Cipó e duas ocorrendo ao longo da Cadeia do Espinhaço. Em relação à anatomia, foram observadas características que incluem um novo tipo de tricoma não glandular, diferenças na disposição de fibras esclerenquimáticas que circundamos feixes vasculares, nervuras intermediárias entre as nervuras principais e traqueídesterminais localizados nas vênulas das espécies, que corrobora com a taxonomia de Lychnocephalus

2
  • JOSÉLIA OLIVEIRA COSTA
  • COMMELINACEAE Mirb. NO CENTRO DE ENDEMISMO PERNAMBUCO

  • Orientador : RAFAEL BATISTA LOUZADA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO SOARES SANTOS FILHO
  • MARCCUS VINICIUS DA SILVA ALVES
  • RAFAEL BATISTA LOUZADA
  • Data: 30/06/2021

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  • Commelinaceae possui ca. de 750 espécies e 42 gêneros. A família pertence a ordem Commelinales, juntamente com Haemodoraceae, Hanguanaceae, Philydraceae e Pontederiaceae. Possui distribuição nas regiões tropicais, subtropicais e temperadas. Caracterizada por apresentar, frequentemente, caule suculentos, dividido em nós e entrenós, folhas alternas dísticas ou espiraladas, bainha fechada, inflorescências compostas ou solitárias, flores actinomorfas ou zigomorfas, geralmente, deliquescentes. Para o Brasil são citados 15 gêneros e 116 espécies. Destas, 59 são endêmicas do país, ocorrendo em todas as regiões, em destaque para região Sul (80 ssp.). No Nordeste, ocorrem 14 gêneros e 53 espécies distribuídas, principalmente, no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica. O objetivo desse estudo foi apresentar uma sinopse da família Commelinaceae no Centro de Endemismo Pernambuco e o levantamento da flora da Usina São José, fornecendo informações sobre caracteres morfológicos, mapa distribuição geográfica, chave de identificação e ilustrações. A área de estudo fica localizado no Domínio Fitogeográfico da Mata Atlântica, ao Norte do Rio São Francisco, distribuído entre os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As coletas foram realizadas no período de abril 2019 a janeiro de 2020. O material coletado foi depositado no Herbário UFP e duplicatas foram enviadas aos herbários HURB e MAC. O estudo taxonômico foi baseado em análise morfológica de espécimes coletados em campo, materiais depositados nos herbários e consultas a bibliografias especializadas. Foram registradas 17 espécies distribuídas em seis gêneros e uma subespécie, sendo Dichorisandra (sete spp.) e Commelina (cinco spp.) os gêneros mais representativos.  Commelina erecta e Dichorisandra procera apresentaram maiores números de registros em herbários. Além disso, são apresentadas duas espécies endêmicas para o Nordeste, Dichorisandra bahiensis e Dichorisandra sagittata, com novas ocorrências para Pernambuco, Alagoas e Paraíba. São apresentadas chaves de identificação, comentários taxonômicos das espécies, distribuição geográfica e mapas de distribuição, juntamente com ilustrações das espécies. 


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  • Commelinaceae possui ca. de 750 espécies e 42 gêneros. A família pertence a ordem Commelinales, juntamente com Haemodoraceae, Hanguanaceae, Philydraceae e Pontederiaceae. Possui distribuição nas regiões tropicais, subtropicais e temperadas. Caracterizada por apresentar, frequentemente, caule suculentos, dividido em nós e entrenós, folhas alternas dísticas ou espiraladas, bainha fechada, inflorescências compostas ou solitárias, flores actinomorfas ou zigomorfas, geralmente, deliquescentes. Para o Brasil são citados 15 gêneros e 116 espécies. Destas, 59 são endêmicas do país, ocorrendo em todas as regiões, em destaque para região Sul (80 ssp.). No Nordeste, ocorrem 14 gêneros e 53 espécies distribuídas, principalmente, no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica. O objetivo desse estudo foi apresentar uma sinopse da família Commelinaceae no Centro de Endemismo Pernambuco e o levantamento da flora da Usina São José, fornecendo informações sobre caracteres morfológicos, mapa distribuição geográfica, chave de identificação e ilustrações. A área de estudo fica localizado no Domínio Fitogeográfico da Mata Atlântica, ao Norte do Rio São Francisco, distribuído entre os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As coletas foram realizadas no período de abril 2019 a janeiro de 2020. O material coletado foi depositado no Herbário UFP e duplicatas foram enviadas aos herbários HURB e MAC. O estudo taxonômico foi baseado em análise morfológica de espécimes coletados em campo, materiais depositados nos herbários e consultas a bibliografias especializadas. Foram registradas 17 espécies distribuídas em seis gêneros e uma subespécie, sendo Dichorisandra (sete spp.) e Commelina (cinco spp.) os gêneros mais representativos.  Commelina erecta e Dichorisandra procera apresentaram maiores números de registros em herbários. Além disso, são apresentadas duas espécies endêmicas para o Nordeste, Dichorisandra bahiensis e Dichorisandra sagittata, com novas ocorrências para Pernambuco, Alagoas e Paraíba. São apresentadas chaves de identificação, comentários taxonômicos das espécies, distribuição geográfica e mapas de distribuição, juntamente com ilustrações das espécies. 

3
  • PAULO AECYO FRANCISCO DA SILVA
  • ELUCIDAÇÃO DAS RELAÇÕES FILOGENÉTICAS E DETECÇÃO DE HÍBRIDOS NO GRUPO CAESALPINIA (Caesalpinioideae, Leguminosae)

  • Orientador : ANDREA PEDROSA HARAND
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA PEDROSA HARAND
  • CICERO CARLOS DE SOUZA ALMEIDA
  • CLARISSE PALMA DA SILVA
  • Data: 19/07/2021

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  • O grupo Caesalpinia (Leguminosae) apresenta distribuição pantropical, compreendendo 26 gêneros monofiléticos e 225 espécies. O grupo tem sido utilizado como modelo em estudos correlacionando variáveis ambientais e citogenéticas/genômicas. Por outro lado, as relações inter e intragenéricas não estão totalmente elucidadas e a ocorrência de híbridos interespecíficos é hipotetizada. Dessa forma, este trabalho visou avançar na compreensão dos processos evolutivos atuantes no grupo Caesalpinia. Para isso, 13 plastomas foram montados e comparados a outros 13 já disponíveis, representando 54% dos gêneros do grupo. Foi observada uma alta conservação desses plastomas, apesar da idade antiga do grupo (~56 Ma). Uma abordagem filogenômica recuperou dois clados bem suportados, com uma boa congruência com filogenias prévias. Entretanto, foram observadas incongruências, como a relação mal resolvida entre Cenostigma microphyllum e C. pyramidale. A existência de indivíduos com morfologia intermediária entre essas espécies sugeria a existência de hibridação natural. Analisando populações destas espécies com marcadores microssatélites desenvolvidos no presente trabalho e morfometria geométrica, foi observado que há fluxo gênico interespecífico intenso com a formação de híbridos que podem ser identificados pela morfologia foliar intermediaria. Esse fluxo gênico foi relacionado a ocorrência dessas espécies em simpatria e sobreposição das mesmas em tipos de solo e formação geológica similares. Dessa forma, a hibridação natural parece ter um papel importante na evolução do gênero Cenostigma, contribuindo para relações filogenéticas e taxonômicas mal resolvidas.


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  • O grupo Caesalpinia (Leguminosae) apresenta distribuição pantropical, compreendendo 26 gêneros monofiléticos e 225 espécies. O grupo tem sido utilizado como modelo em estudos correlacionando variáveis ambientais e citogenéticas/genômicas. Por outro lado, as relações inter e intragenéricas não estão totalmente elucidadas e a ocorrência de híbridos interespecíficos é hipotetizada. Dessa forma, este trabalho visou avançar na compreensão dos processos evolutivos atuantes no grupo Caesalpinia. Para isso, 13 plastomas foram montados e comparados a outros 13 já disponíveis, representando 54% dos gêneros do grupo. Foi observada uma alta conservação desses plastomas, apesar da idade antiga do grupo (~56 Ma). Uma abordagem filogenômica recuperou dois clados bem suportados, com uma boa congruência com filogenias prévias. Entretanto, foram observadas incongruências, como a relação mal resolvida entre Cenostigma microphyllum e C. pyramidale. A existência de indivíduos com morfologia intermediária entre essas espécies sugeria a existência de hibridação natural. Analisando populações destas espécies com marcadores microssatélites desenvolvidos no presente trabalho e morfometria geométrica, foi observado que há fluxo gênico interespecífico intenso com a formação de híbridos que podem ser identificados pela morfologia foliar intermediaria. Esse fluxo gênico foi relacionado a ocorrência dessas espécies em simpatria e sobreposição das mesmas em tipos de solo e formação geológica similares. Dessa forma, a hibridação natural parece ter um papel importante na evolução do gênero Cenostigma, contribuindo para relações filogenéticas e taxonômicas mal resolvidas.

4
  • FELLIPE ALVES OZORIO DO NASCIMENTO
  • EFEITO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS SOBRE PADRÕES DE DIVERSIDADE DE PLANTAS DA CAATINGA

  • Orientador : BRAULIO ALMEIDA SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDSON GOMES DE MOURA JÚNIOR
  • DANIEL PAIVA SILVA
  • RAFAEL BATISTA LOUZADA
  • Data: 30/07/2021

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  • Devido às mudanças climáticas, a distribuição geográfica das espécies pode ser ampliada, reduzida ou deslocada, resultando em mudanças na composição das assembleias locais. Aqui, avaliamos os impactos das mudanças climáticas na distribuição das angiospermas da Caatinga e seus efeitos nos padrões espaciais de diversidade-beta. Descobrimos que a maioria das espécies irão sofrer contração da distribuição e, que aproximadamente 16% das espécies pode não ser capaz de rastrear suas condições ambientais preferidas e se extinguir na Caatinga. Espera-se que essas mudanças causem efeitos idiossincráticos, com potencial homogeneização biótica em mais de 2/3 das assembleias de plantas e, uma possível heterogeneização biótica nas assembleias caracterizadas por maior riqueza de espécies, ao sul da Caatinga. Em ambos os processos bióticos as mudanças se deram predominantemente pela perca/extinção de espécies (ou seja, processos subtrativos de espécies). Nossos resultados sugerem que as assembleias com tendência a homogeneização biótica são impulsionadas principalmente pelo aumento da proporção de espécies não-lenhosas e generalistas em função da perda exacerbada de espécies lenhosas de baixo generalismo. Em contraste, a heterogeneidade biótica é explicada pelo aumento de assembleias dominadas por espécies não-lenhosas e de baixo generalismo. A redução da diversidade de plantas da Caatinga associado às mudanças na dominância da forma de crescimento dessas espécies, representam um iminente risco ao funcionamento do ecossistema.


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  • Devido às mudanças climáticas, a distribuição geográfica das espécies pode ser ampliada, reduzida ou deslocada, resultando em mudanças na composição das assembleias locais. Aqui, avaliamos os impactos das mudanças climáticas na distribuição das angiospermas da Caatinga e seus efeitos nos padrões espaciais de diversidade-beta. Descobrimos que a maioria das espécies irão sofrer contração da distribuição e, que aproximadamente 16% das espécies pode não ser capaz de rastrear suas condições ambientais preferidas e se extinguir na Caatinga. Espera-se que essas mudanças causem efeitos idiossincráticos, com potencial homogeneização biótica em mais de 2/3 das assembleias de plantas e, uma possível heterogeneização biótica nas assembleias caracterizadas por maior riqueza de espécies, ao sul da Caatinga. Em ambos os processos bióticos as mudanças se deram predominantemente pela perca/extinção de espécies (ou seja, processos subtrativos de espécies). Nossos resultados sugerem que as assembleias com tendência a homogeneização biótica são impulsionadas principalmente pelo aumento da proporção de espécies não-lenhosas e generalistas em função da perda exacerbada de espécies lenhosas de baixo generalismo. Em contraste, a heterogeneidade biótica é explicada pelo aumento de assembleias dominadas por espécies não-lenhosas e de baixo generalismo. A redução da diversidade de plantas da Caatinga associado às mudanças na dominância da forma de crescimento dessas espécies, representam um iminente risco ao funcionamento do ecossistema.

5
  • MAYARA SOUZA DA SILVA
  • TRAÇOS MORFOANATÔMICOS EM SISTEMA SUBTERRÂNEO DE Dasyphyllum sprengelianum (GARDNER) CABRERA (ASTERACEAE): IMPORTÂNCIA DIAGNÓSTICA E ECOLÓGICA

  • Orientador : EMILIA CRISTINA PEREIRA DE ARRUDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NATÁLIA MARIA CORTE REAL DE CASTRO
  • CLAUDIA ULISSES DE CARVALHO SILVA
  • EMILIA CRISTINA PEREIRA DE ARRUDA
  • Data: 23/11/2021

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  • Em domínios fitogeográficos brasileiros como o Cerrado e a Caatinga, a ocorrência de plantas com sistemas subterrâneos espessados ou intumescidos é frequente. Esses sistemas atuam no armazenamento de água e reservas, possibilitando às plantas realizarem diversos processos fisiológicos (e.g. regeneração de ramos aéreos e propagação vegetativa), garantindo sua sobrevivência em períodos desfavoráveis. Asteraceae, uma das famílias de maior representatividade e distribuição mundial, possui ampla diversidade de sistemas subterrâneos ainda pouco explorados sob vários aspectos da biologia, inclusive quanto à sua tipificação. Neste estudo, apresenta-se a descrição morfoanatômica do sistema subterrâneo de Dasyphyllum sprengelianum ocorrente na Caatinga, buscado identificá-lo quanto ao seu morfotipo, além de avaliar aspectos diagnósticos e implicações ecológicas nesse domínio. A coleta do material botânico foi realizada no Parque Nacional do Catimbau, Pernambuco, Brasil. As amostras foram submetidas à técnicas usuais em anatomia vegetal  para análises em microscopia óptica. Os cortes realizados revelaram a maturação do xilema primário como centrípeta, além de não terem sido observadas gemas adicionais ou reparativas, caracterizando assim o sistema subterrâneo de D. sprengelianum como uma raiz.. O espessamento da raiz está relacionado a alta proliferação de células do parênquima cortical com sucessivas divisões peri e anticlinais. Foi possível registrar ainda canais secretores, uma característica diagnóstica de Asteraceae. As características morfoanatômicas do sistema subterrâneo de D. sprengelianum evidenciram uma potencialidade para o armanezamento de água e reservas, um importante traço morfofisiológico para asobrevivência da espécie em áreas como a Caatinga


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  • Em domínios fitogeográficos brasileiros como o Cerrado e a Caatinga, a ocorrência de plantas com sistemas subterrâneos espessados ou intumescidos é frequente. Esses sistemas atuam no armazenamento de água e reservas, possibilitando às plantas realizarem diversos processos fisiológicos (e.g. regeneração de ramos aéreos e propagação vegetativa), garantindo sua sobrevivência em períodos desfavoráveis. Asteraceae, uma das famílias de maior representatividade e distribuição mundial, possui ampla diversidade de sistemas subterrâneos ainda pouco explorados sob vários aspectos da biologia, inclusive quanto à sua tipificação. Neste estudo, apresenta-se a descrição morfoanatômica do sistema subterrâneo de Dasyphyllum sprengelianum ocorrente na Caatinga, buscado identificá-lo quanto ao seu morfotipo, além de avaliar aspectos diagnósticos e implicações ecológicas nesse domínio. A coleta do material botânico foi realizada no Parque Nacional do Catimbau, Pernambuco, Brasil. As amostras foram submetidas à técnicas usuais em anatomia vegetal  para análises em microscopia óptica. Os cortes realizados revelaram a maturação do xilema primário como centrípeta, além de não terem sido observadas gemas adicionais ou reparativas, caracterizando assim o sistema subterrâneo de D. sprengelianum como uma raiz.. O espessamento da raiz está relacionado a alta proliferação de células do parênquima cortical com sucessivas divisões peri e anticlinais. Foi possível registrar ainda canais secretores, uma característica diagnóstica de Asteraceae. As características morfoanatômicas do sistema subterrâneo de D. sprengelianum evidenciram uma potencialidade para o armanezamento de água e reservas, um importante traço morfofisiológico para asobrevivência da espécie em áreas como a Caatinga

Teses
1
  • DAVI JAMELLI SANTOS
  • Uso da terra, funcionamento ecossistêmico e degradação na Caatinga: O papel do clima e fatores socioeconômicos

  • Orientador : MARCELO TABARELLI
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRAULIO ALMEIDA SANTOS
  • BRUNO KAROL CORDEIRO FILGUEIRAS
  • CRISTINA BALDAUF
  • INARA ROBERTA LEAL
  • MARCELO TABARELLI
  • Data: 23/07/2021

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  • Globalmente, ecossistemas terrestres são ameaçados por duas forças resultantes de atividades humanas: mudança do uso e cobertura do solo e mudanças climáticas, que juntos agem sobre diversos níveis biológicos. Consequentemente, o funcionamento ecossistêmico, provisão de serviços e bem-estar humano são afetados. Isso é especialmente verdadeiro em drylands em regiões em desenvolvimento. Visamos aqui, através de ferramentas de SIG (Sistema de Informação Geográfica) avaliar na Caatinga (1) os drivers de uso e cobertura do solo e produtividade primária e (2) as tendências espaço-temporais da produtividade e o papel de clima e perturbação antrópica. Encontramos que (1) o uso da terra ainda é fortemente associado às variáveis ambientais e menos às socioeconômicas; (2) áreas de pasto  apresentam menor produtividade que Caatinga tipo savânica e floresta; (3) de 2001 a 2019, a Caatinga apresentou padrão majoritário de degradação, mas esse efeito é potencializado pela seca, ocorrendo em maior intensidade e área em regiões específicas; (4) a produtividade é principalmente influenciada pela chuva; e (5) existe um padrão espacial indicando que uma significativa área da dinâmica da produtividade Caatinga não é explicada pela chuva, mas atividades humanas parecem explicar menos de 10% da Caatinga. Em síntese, como em outras drylands, fatores climáticos parecem ser drivers mais importantes da vegetação, mas atividades humanas não são desprezíveis, especialmente considerando o cenário de aumento de pecuária intensiva na região e mudanças climáticas.


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  • Globalmente, ecossistemas terrestres são ameaçados por duas forças resultantes de atividades humanas: mudança do uso e cobertura do solo e mudanças climáticas, que juntos agem sobre diversos níveis biológicos. Consequentemente, o funcionamento ecossistêmico, provisão de serviços e bem-estar humano são afetados. Isso é especialmente verdadeiro em drylands em regiões em desenvolvimento. Visamos aqui, através de ferramentas de SIG (Sistema de Informação Geográfica) avaliar na Caatinga (1) os drivers de uso e cobertura do solo e produtividade primária e (2) as tendências espaço-temporais da produtividade e o papel de clima e perturbação antrópica. Encontramos que (1) o uso da terra ainda é fortemente associado às variáveis ambientais e menos às socioeconômicas; (2) áreas de pasto  apresentam menor produtividade que Caatinga tipo savânica e floresta; (3) de 2001 a 2019, a Caatinga apresentou padrão majoritário de degradação, mas esse efeito é potencializado pela seca, ocorrendo em maior intensidade e área em regiões específicas; (4) a produtividade é principalmente influenciada pela chuva; e (5) existe um padrão espacial indicando que uma significativa área da dinâmica da produtividade Caatinga não é explicada pela chuva, mas atividades humanas parecem explicar menos de 10% da Caatinga. Em síntese, como em outras drylands, fatores climáticos parecem ser drivers mais importantes da vegetação, mas atividades humanas não são desprezíveis, especialmente considerando o cenário de aumento de pecuária intensiva na região e mudanças climáticas.

2
  • DEBORA MARIA CAVALCANTI FERREIRA
  • SISTEMÁTICA E EVOLUÇÃO DE CRYPTANTHUS Otto & A. Dietr. (BROMELIOIDEAE, BROMELIACEAE)

  • Orientador : RAFAEL BATISTA LOUZADA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BEATRIZ NEVES FERREIRA DA SILVA
  • CLARISSE PALMA DA SILVA
  • GEYNER ALVES DOS SANTOS CRUZ
  • JEFFERSON RODRIGUES MACIEL
  • RAFAEL BATISTA LOUZADA
  • Data: 29/07/2021

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  • Cryptanthus é um gênero da família Bromeliaceae que apresenta 64 espécies que estão distribuídas na parte leste do Brasil nas regiões nordeste e sudeste, ocorrendo nos domínios fitogeográficos da Floresta Atlântica e Caatinga. As relações filogenéticas do gênero não são completamente entendidas. Já os estudos taxonômicos feitos para o gênero estão desatualizados visto que nos últimos anos houve um grande incremento de espécies novas publicadas. Assim, o objetivo geral desta tese foi realizar o estudo sistemático e evolutivo de Cryptanthus. Para a reconstrução filogenética foram usados 44 acessos pertencentes a 29 espécies, sendo 22 do gênero Cryptanthus. As análises foram realizadas utilizando 69 genes codificantes de proteína do cloroplasto. O estudo revela que Cryptanthus é monofilético e que os clados foram formados pela proximidade geográfica das espécies. Os clados não estão de acordo com a classificação infra-genérica anteriormente proposta para o gênero. A reconstrução de estado de caráter ancestral sugere que a coloração das pétalas alvas com ápice verde ou esverdeado e a presença de pecíolos surgiram múltiplas vezes na história evolutiva do gênero.  Na parte taxonômica, cinco espécies novas são descritas para o gênero: Cryptanthus apiculatantherus, C. brevibracteatus, C. cinereus, C. pirambuensis e C. vinosibracteatus. A flora do estado de Alagoas é apresentada e inclui seis espécies: C. alagoanus, C. bahianus, C. cinereus, C. dianae, C. felixii e C. zonatus. O estudo conta com chave de identificação das espécies para o estado, descrição detalhadas das espécies, dados sobre distribuição e comentários taxonômicos. Além da flora de Alagoas, uma sinopse taxonômica de Cryptanthus para a região nordeste do Brasil é apresentada e inclui 39 espécies. O estudo conta com uma chave de identificação do gênero para a região e inclui ilustrações e fotografias, bem como mapas de distribuição geográfica e análise do status de conservação das espécies. Além disso, dois complexos de espécies são reconhecidos para Cryptanthus, o complexo Cryptanthus pickelii que engloba as espécies Cryptanthus alagoanus e Cryptanthus pickelii, e o complexo Cryptanthus zonatus que inclui as espécies Cryptanthus dianae, Cryptanthus reptans e Cryptanthus zonatus. Uma nova sinonimização é proposta onde C. heimenii  é sinonimizado em C. bahianus. Por fim, um guia de campo incluindo fotografias de 29 espécies é apresentado para facilitar a identificação das espécies do gênero. As plantas utilizadas no estudo serão doadas para o Jardim Botânico do Recife para estabelecer uma coleção de plantas vivas para conservação ex situ.


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  • Cryptanthus é um gênero da família Bromeliaceae que apresenta 64 espécies que estão distribuídas na parte leste do Brasil nas regiões nordeste e sudeste, ocorrendo nos domínios fitogeográficos da Floresta Atlântica e Caatinga. As relações filogenéticas do gênero não são completamente entendidas. Já os estudos taxonômicos feitos para o gênero estão desatualizados visto que nos últimos anos houve um grande incremento de espécies novas publicadas. Assim, o objetivo geral desta tese foi realizar o estudo sistemático e evolutivo de Cryptanthus. Para a reconstrução filogenética foram usados 44 acessos pertencentes a 29 espécies, sendo 22 do gênero Cryptanthus. As análises foram realizadas utilizando 69 genes codificantes de proteína do cloroplasto. O estudo revela que Cryptanthus é monofilético e que os clados foram formados pela proximidade geográfica das espécies. Os clados não estão de acordo com a classificação infra-genérica anteriormente proposta para o gênero. A reconstrução de estado de caráter ancestral sugere que a coloração das pétalas alvas com ápice verde ou esverdeado e a presença de pecíolos surgiram múltiplas vezes na história evolutiva do gênero.  Na parte taxonômica, cinco espécies novas são descritas para o gênero: Cryptanthus apiculatantherus, C. brevibracteatus, C. cinereus, C. pirambuensis e C. vinosibracteatus. A flora do estado de Alagoas é apresentada e inclui seis espécies: C. alagoanus, C. bahianus, C. cinereus, C. dianae, C. felixii e C. zonatus. O estudo conta com chave de identificação das espécies para o estado, descrição detalhadas das espécies, dados sobre distribuição e comentários taxonômicos. Além da flora de Alagoas, uma sinopse taxonômica de Cryptanthus para a região nordeste do Brasil é apresentada e inclui 39 espécies. O estudo conta com uma chave de identificação do gênero para a região e inclui ilustrações e fotografias, bem como mapas de distribuição geográfica e análise do status de conservação das espécies. Além disso, dois complexos de espécies são reconhecidos para Cryptanthus, o complexo Cryptanthus pickelii que engloba as espécies Cryptanthus alagoanus e Cryptanthus pickelii, e o complexo Cryptanthus zonatus que inclui as espécies Cryptanthus dianae, Cryptanthus reptans e Cryptanthus zonatus. Uma nova sinonimização é proposta onde C. heimenii  é sinonimizado em C. bahianus. Por fim, um guia de campo incluindo fotografias de 29 espécies é apresentado para facilitar a identificação das espécies do gênero. As plantas utilizadas no estudo serão doadas para o Jardim Botânico do Recife para estabelecer uma coleção de plantas vivas para conservação ex situ.

3
  • PEDRO ELIAS SANTOS NETO
  • Efeito de perturbações antrópicas e aridez  nas populações de formigas cortadeiras e no seu papel nos estoques de nutrientes no solo e no desenvolvimento vegetal na Caatinga

  • Orientador : INARA ROBERTA LEAL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SILVIA RAFAELA MACHADO LINS
  • FELIPE FERNANDO DA SILVA SIQUEIRA
  • FERNANDA MARIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • INARA ROBERTA LEAL
  • MARCELO TABARELLI
  • Data: 25/08/2021

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  • As perturbações antrópicas e mudanças climáticas causam depleção de nutrientes nos solos e atraso na regeneração florestal. Apesar disso, organismos como as formigas cortadeiras (LCA) conseguem se beneficiar desse fatores e aumentar suas populações. Esses organismos promovem aumento da disponibilidade de nutrientes no solo através das atividades da colônia. Como em outros ambientes, as LCA têm aumentado suas populações em áreas de Caatinga, uma floresta seca da América do Sul que sofre tanto com regimes de perturbações humanas como tem previsões climáticas apontando para um aumento de aridez. Investigamos o efeito das perturbações antrópicas e da aridez sobre as populações de LCA, sua influência nos solos e no estabelecimento e desenvolvimento de plantas através do acompanhamento ninhos, quantificação de nutrientes nos solos desses ninhos e do cultivo de plantas nesses solos. Nossos resultados indicam que a diferença entre ninho e controle na concentração e estoque de nutrientes é maior nas áreas perturbadas e áridas, com solos do ninho apresentando até duas vezes mais nutrientes que o controle. As plantas crescendo em solos de ninhos acumulam biomassa mais rapidamente, mas isso não se deve a uma maior concentração de nutrientes em seus tecidos. Essas alterações indicam que embora as plantas se beneficiem dos ninhos de LCA, a perturbação e aridez podem potencializar os efeitos dos ninhos e aumentar o grau de depleção de matéria orgânica na matriz do solo, afetando a capacidade de retenção de água e nutrientes, e segregando nutrientes mineralizados para árvores adultas, inviabilizando o solo para indivíduos juvenis.


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  • As perturbações antrópicas e mudanças climáticas causam depleção de nutrientes nos solos e atraso na regeneração florestal. Apesar disso, organismos como as formigas cortadeiras (LCA) conseguem se beneficiar desse fatores e aumentar suas populações. Esses organismos promovem aumento da disponibilidade de nutrientes no solo através das atividades da colônia. Como em outros ambientes, as LCA têm aumentado suas populações em áreas de Caatinga, uma floresta seca da América do Sul que sofre tanto com regimes de perturbações humanas como tem previsões climáticas apontando para um aumento de aridez. Investigamos o efeito das perturbações antrópicas e da aridez sobre as populações de LCA, sua influência nos solos e no estabelecimento e desenvolvimento de plantas através do acompanhamento ninhos, quantificação de nutrientes nos solos desses ninhos e do cultivo de plantas nesses solos. Nossos resultados indicam que a diferença entre ninho e controle na concentração e estoque de nutrientes é maior nas áreas perturbadas e áridas, com solos do ninho apresentando até duas vezes mais nutrientes que o controle. As plantas crescendo em solos de ninhos acumulam biomassa mais rapidamente, mas isso não se deve a uma maior concentração de nutrientes em seus tecidos. Essas alterações indicam que embora as plantas se beneficiem dos ninhos de LCA, a perturbação e aridez podem potencializar os efeitos dos ninhos e aumentar o grau de depleção de matéria orgânica na matriz do solo, afetando a capacidade de retenção de água e nutrientes, e segregando nutrientes mineralizados para árvores adultas, inviabilizando o solo para indivíduos juvenis.

4
  • NAYARA SILVA LINS DE ALBUQUERQUE
  • SINAIS VISUAIS E OLFATIVOS NA ATRAÇÃO DOS POLINIZADORES FLORES DE ÓLEO

  • Orientador : ISABEL CRISTINA SOBREIRA MACHADO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRÉ RODRIGO RECH
  • GUDRYAN JACKSON BARÔNIO
  • ANA CAROLINA GALINDO DA COSTA
  • ELISANGELA LUCIA DE SANTANA BEZERRA
  • ISABEL CRISTINA SOBREIRA MACHADO
  • Data: 31/08/2021

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  • Os sinais visuais e olfativos florais atuam na atração dos polinizadores. A presença de determinados traços pode definir qual espécie vai ser atraida pela flor. Usamos como modelo plantas que produzem óleo como recurso floral. Os objetivos do primeiro artigo foram caracterizar os sinais visuais e olfativos de flores neotropicais de espécies de flores de óleo. As espécies estudadas mostram grande diversidade de padrões de cores e odores florais, sendo a composição dos odores florais espécie específica. Essa diversidade de padrões visuais e olfativos pode refletir na diferença de composição das abelhas visitantes. Os objetivos do segundo artigo foram comparar os sinais visuais e olfativos de morfos com e sem glândulas de óleo de Byrsonima sericea e comparar a composição dos visitantes florais e o sucesso reprodutivo dos dois morfos. O padrão de cor e o perfil dos odores florais são semelhantes nos dois morfos, mas existem compostos mais pesados, apenas identificados nos extratos de odores florais das flores com glândulas. Esses compostos são ligados à presença de óleo que podem ser percebidos pelas abelhas à curta distância. Não há diferença na composição dos visitantes florais e nem diferença no sucesso reprodutivo entre os morfos. Portanto, os sinais visuais e olfativos à longa distância parecem enganar os polinizadores e garantir o sucesso reprodutivo também do morfo sem glândulas de óleo.


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  • Os sinais visuais e olfativos florais atuam na atração dos polinizadores. A presença de determinados traços pode definir qual espécie vai ser atraida pela flor. Usamos como modelo plantas que produzem óleo como recurso floral. Os objetivos do primeiro artigo foram caracterizar os sinais visuais e olfativos de flores neotropicais de espécies de flores de óleo. As espécies estudadas mostram grande diversidade de padrões de cores e odores florais, sendo a composição dos odores florais espécie específica. Essa diversidade de padrões visuais e olfativos pode refletir na diferença de composição das abelhas visitantes. Os objetivos do segundo artigo foram comparar os sinais visuais e olfativos de morfos com e sem glândulas de óleo de Byrsonima sericea e comparar a composição dos visitantes florais e o sucesso reprodutivo dos dois morfos. O padrão de cor e o perfil dos odores florais são semelhantes nos dois morfos, mas existem compostos mais pesados, apenas identificados nos extratos de odores florais das flores com glândulas. Esses compostos são ligados à presença de óleo que podem ser percebidos pelas abelhas à curta distância. Não há diferença na composição dos visitantes florais e nem diferença no sucesso reprodutivo entre os morfos. Portanto, os sinais visuais e olfativos à longa distância parecem enganar os polinizadores e garantir o sucesso reprodutivo também do morfo sem glândulas de óleo.

5
  • PEDRO HENRIQUE ALBUQUERQUE SENA
  • REFLEXOS DAS MUDANÇAS AMBIENTAIS NA MANUTENÇÃO DE SISTEMAS SOCIOECOLÓGICOS EM FLORESTAS SECAS

  • Orientador : FELIPE PIMENTEL LOPES DE MELO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PABLO AUGUSTO POLETO ANTIQUEIRA
  • LEONARDO DA SILVA CHAVES
  • SÉRGIO DE FARIA LOPES
  • CRISTINA BALDAUF
  • FELIPE PIMENTEL LOPES DE MELO
  • Data: 31/08/2021

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  • A ecologia tem se dedicado a explorar dimensões alternativas à diversidade taxonômica, como as diversidades funcional e filogenética. Porém, a integração de abordagens funcionais e filogenéticas para responder perguntas ecológicas e aplicadas ainda precisa de suporte. Nesse sentido, esta tese se propôs a i) integrar diversidade funcional e filogenética de plantas lenhosas da Caatinga para entender seus efeitos na decomposição de serrapilheira em locais com diferentes níveis de precipitação e perturbação antrópica crônica; e ii) selecionar e caracterizar espécies de plantas que fornecem múltiplos serviços de provisão, utilizando abordagens funcionais e filogenéticas para informar a restauração biocultural da Caatinga. No primeiro capítulo, nossos resultados indicam que comunidades com maior diversidade funcional possuem decompõem mais rápido, inclusive em locais com menor precipitação e maior perturbação. Nesse sentido, as estratégias funcionais das plantas possivelmente desempenham um papel fundamental na ciclagem de nutrientes. No segundo capítulo, encontramos que poucas espécies, aqui chamadas de core biocultural, são desproporcionalmente importantes para populações humanas locais da Caatinga. Interessantemente, tais espécies possuem baixa diversidade filogenética, porém compartilham uma história evolutiva similar a de todas as plantas utilizadas por pessoas na Caatinga. Por fim, propomos que iniciativas de restauração socialmente inclusivas precisam incluir os usos das plantas pelas pessoas. De forma geral, os resultados desta tese ressaltam o potencial de múltiplas dimensões da diversidade para explicar questões ecológicas e prover soluções aplicadas em sistemas socioecológicos.


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  • Traços funcionais da planta e história evolutiva potencialmente impulsionam o funcionamento do ecossistema. No entanto, muitos experimentos falham em incorporar a diversidade funcional e filogenética para explicar a decomposição foliar, especialmente quando consideramos fatores exógenos, como distúrbios e precipitação induzidas pelo homem. Aqui, combinamos espécies com altos e baixos níveis de diversidade funcional e filogenética com base em características funcionais e parentesco entre as espécies, compreendendo um experimento fatorial completo. Em seguida, criamos um experimento de decomposição de diversidade usando litterbags para monitorar a decomposição de folhas em gradientes de distúrbio antrópico crônico (extração de árvores e pastejo de gado) e precipitação em uma floresta seca sazonalmente tropical. Nossos resultados mostraram que a maior diversidade funcional aumentou fortemente a decomposição das folhas e esses efeitos foram mediados por distúrbios crônicos e precipitação. Em contraste, o aumento da diversidade filogenética determinou o antagonismo nos efeitos da mistura, mas esses efeitos negativos não foram traduzidos no processo de decomposição geral. Os efeitos de identidade das monoculturas foram coordenados com estratégias funcionais e fortemente determinados por distúrbios, com menores efeitos significativos de precipitação. Nossos resultados indicam que as misturas de espécies podem superar os efeitos de perturbação e precipitação apenas quando plantas com características funcionais divergentes estão presentes. Além disso, nossos resultados experimentais lançam luz sobre a importância dos efeitos negativos da perturbação crônica em sistemas sócio-ecológicos, especialmente aqueles limitados pela disponibilidade de água. Portanto, as mudanças na diversidade funcional da planta têm efeitos desproporcionais no funcionamento do ecossistema do que contabilizar linhagens relacionadas à distância, determinando o papel potencial da biodiversidade como um amortecedor para impactos induzidos pelo homem e clima em ecossistemas secos.

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