Banca de DEFESA: MICHELE ROSE DO NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MICHELE ROSE DO NASCIMENTO
DATA : 17/05/2022
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

MORTALIDADE DE MULHERES EM IDADE FÉRTIL POR AGRESSÕES NO

BRASIL NO PERÍODO DE 2002 A 2012


PALAVRAS-CHAVES:

violência contra a mulher. Mortalidade. Agressão. Mulheres. Feminicídio.
Dados socioeconômicos.


PÁGINAS: 60
RESUMO:

A violência contra as mulheres, denominada “violência de gênero”, é uma violação dos direitos
humanos, ocorre através de agressões e do homicídio/feminicídio, envolve toda ação de
discriminação em relação ao gênero que ocasione dano ou sofrimento a mulher. Presente na
história humana, ela foi naturalizada pelo patriarcado, ao colocar o feminino como inferior
numa hierarquia de papeis e espaços de acordo com o sexo biológico. Para quebrar esse
paradigma, aparece a questão de gênero, explicando-a como uma construção social de
subordinação da mulher, podendo ser modificada. Essa violência, além de afetar a vítima, seus
familiares e amigos, também impacta na área de saúde, na economia e no Estado. Diante dessa
realidade o objetivo dessa dissertação foi analisar a mortalidade de mulheres em idade fértil no
Brasil por agressões, no período de 2002 a 2012, de acordo com fatores sociodemográficos. A
pesquisa foi realizada através de estudo descritivo, analisando as informações sobre os óbitos
de mulheres em idade fértil através de variáveis sociodemográficos, temporais, regionais e
macroeconômicas, disponíveis por meio do banco de dados do TABNET, no Sistema de
Informação sobre Mortalidade (SIM) do Sistema Único de Saúde (SUS), e do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Departamento de Informática do SUS
(DATASUS) e do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD/IPEA e FJP).
Observou-se que a agressão é uma das cinco primeiras causas de óbitos feminino e apresentando
crescimento no período. Verificou-se que a maioria das mulheres assassinadas são solteiras
(estado civil/informalidade conjugal), têm, em sua maioria, de 30 a 49 anos, com baixa
escolaridade (ensino fundamental), são negras e residentes das Regiões Norte, Nordeste e parte
do Centro-oeste do Brasil, locais que apresentam maior nível de vulnerabilidade
sociodemográfica, conforme visto através de dados do Produto Interno Bruto - PIB Per Capita,
Índice de Gini e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Além disso o principal meio de
assassinato foi a arma de fogo. Já o local de óbito foi constatado tanto o domicílio quanto a via
pública, mostrando que a residência não é um local seguro para a mulher, bem como incorpora
o debate quanto à classificação de óbito feminino quanto a ser ou não um feminicídio resultante
de violência de gênero (morte da mulher, por ser mulher), além de impactar na saúde, pois um
número significativo de óbitos aconteceu num hospital (local de acesso a serviços
especializados em urgência/emergência que são de alto custo). Percebeu-se que o país tem uma
alta taxa de mortalidade da população feminina em idade reprodutiva, sendo a maioria dos
óbitos decorrentes de causa/doenças consideradas evitáveis, mostrando um indicativo de

ocorrência de falhas em políticas públicas de prevenção, atendimento e acesso da mulher. A
realidade em relação aos óbitos por agressões encontrado na pesquisa pode ser considerada
gravíssima, além constatar que ela estar em expansão por todo território do Brasil,
principalmente em grupos e áreas de vulnerabilidade social, evidenciando a ligação com as
questões de desigualdade social em todos os aspectos sociodemográficos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2540603 - CESAR AUGUSTO SOUZA DE ANDRADE
Interna - 1796964 - MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
Externo à Instituição - RODRIGO GOMES DE ARRUDA - UFPE
Notícia cadastrada em: 16/05/2022 09:39
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