Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • MARCIA CRISTINA PINHO SODRE PACHECO
  • CONDICIONANTES DA PRESENÇA DE MÉDICOS NOS MUNICÍPIOS DE PERNAMBUCO: UMA ANÁLISE EMPÍRICA

  • Orientador : RAUL DA MOTA SILVEIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO GUILHERME MOREIRA DE MELO FILHO
  • ROBERTA DE MORAES ROCHA
  • RODRIGO GOMES DE ARRUDA
  • Data: 31/01/2022

  • Mostrar Resumo
  • A má distribuição de médicos associada ao seu reduzido número impõe uma
    desigualdade de acessos aos cidadãos que procuram os serviços de saúde. Apesar do
    Sistema Único de Saúde (SUS) tentar estabelecer uma igualdade, as regiões brasileiras
    continuam a caracterizar-se por resultados insuficientes em relação ao acesso universal,
    financiamento e nos resultados de saúde. O objetivo deste trabalho foi analisar a
    distribuição geográfica dos médicos entre os 184 municípios de Pernambuco, com
    exclusão de Fernando de Noronha e investigar os condicionantes da escolha locacional
    dos médicos nesta região para o ano de 2012. Trata-se de um estudo das características,
    fatores ou variáveis condicionantes que se relacionam com a quantidade de médicos nos
    municípios pernambucanos. O modelo econométrico de Regressão Binomial Negativo
    foi o escolhido e indicou que um número maior de médicos tende a ocorrer nos
    municípios com maior renda, que apresentam baixa densidade demográfica e que são
    sede de Geres. Verificou-se, ainda, que a distância do Recife aos municípios parece não
    influenciar na quantidade de médicos dos municípios.


  • Mostrar Abstract
  • A má distribuição de médicos associada ao seu reduzido número impõe uma
    desigualdade de acessos aos cidadãos que procuram os serviços de saúde. Apesar do
    Sistema Único de Saúde (SUS) tentar estabelecer uma igualdade, as regiões brasileiras
    continuam a caracterizar-se por resultados insuficientes em relação ao acesso universal,
    financiamento e nos resultados de saúde. O objetivo deste trabalho foi analisar a
    distribuição geográfica dos médicos entre os 184 municípios de Pernambuco, com
    exclusão de Fernando de Noronha e investigar os condicionantes da escolha locacional
    dos médicos nesta região para o ano de 2012. Trata-se de um estudo das características,
    fatores ou variáveis condicionantes que se relacionam com a quantidade de médicos nos
    municípios pernambucanos. O modelo econométrico de Regressão Binomial Negativo
    foi o escolhido e indicou que um número maior de médicos tende a ocorrer nos
    municípios com maior renda, que apresentam baixa densidade demográfica e que são
    sede de Geres. Verificou-se, ainda, que a distância do Recife aos municípios parece não
    influenciar na quantidade de médicos dos municípios.

2
  • MARIA CLARA VIEIRA MARQUES
  • ADESÃO AO TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL DE PACIENTES QUE VIVEM COM HIV/AIDS: UM ESTUDO DE TENDÊNCIA TEMPORAL

  • Orientador : ARNALDO DE FRANCA CALDAS JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREIA CRISTINA LEAL FIGUEIREDO
  • CESAR AUGUSTO SOUZA DE ANDRADE
  • ROBERTA DE MORAES ROCHA
  • Data: 21/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • Em 2020, havia 37,6 milhões de pessoas vivendo com HIV (Pvhiv) em todo o mundo, e desde o início da epidemia, 34,7 milhões de pessoas já morreram com a doença.  No Brasil, em 2019, foram diagnosticados 37.308 casos de Aids, sendo registrados um total de 10.565 óbitos pela causa básica Aids. Em 2018, Olinda apresentou coeficiente de mortalidade por Aids superior ao do Estado de Pernambuco – 8,68 e 5,6 óbitos/100.000 hab. respectivamente. O advento da terapia antirretroviral levou à diminuição da morbi-mortalidade relacionada ao HIV/Aids, mas para o sucesso do tratamento, a adesão à terapia antirretroviral assume importância crucial e configura-se num dos maiores desafios no tratamento de Pvhiv. Para responder à pergunta da pesquisa  “Qual o nível de adesão ao tratamento antirretroviral dos pacientes com HIV/Aids atendidos em um serviço de referência no município de Olinda?” o objetivo deste trabalho é analisar a adesão ao tratamento antirretroviral do município. Trata-se de uma pesquisa descritiva e inferencial com abordagem quantitativa, de série temporal, que utilizou dados secundários de 700 usuários, a partir dos registros de dispensação dos antirretrovirais da farmácia por meio do SICLOM, dos anos de 2016 a 2020. Foram obtidos o registro de dispensação mensal de cada paciente, desde a primeira até a última dispensação registrada, esquemas terapêuticos, número de comprimidos dispensados e tempo de tratamento. Foram calculadas a média de dias de atraso na retirada para cada paciente, e a média de dias de atraso de cada ano, obtendo-se um ponto de corte distinto para cada ano. Assim, a média de dias de atraso de cada paciente foi comparada com a média anual de dias de atraso. A adesão foi estabelecida em função da média dos dias de atraso das retiradas, por ano, e foi categorizada adesão suficiente, quando a média de dias de atraso do paciente foi menor que a média anual de dias de atraso e adesão insuficiente, quando a média de dias de atraso do paciente foi maior que a média anual de dias de atraso. Foi utilizado regressão logística para dados em painel para descrever a relação entre a variável que representa a adesão à TARV e as variáveis explicativas. Predominaram indivíduos do sexo masculino (72,8%), idade média de 36,7 anos, cor da pele parda (78,9%), com 12 ou mais anos de escolaridade (31%), residentes de Olinda (92,7%). As variáveis que apresentaram significância estatística com a adesão suficiente foram as variáveis tempo de tratamento, em dias, esquema inicial preferencial (EIP), esquema alternativo (EA) e escolaridade. A taxa de adesão suficiente foi de 67,7%. O registro de dispensação da farmácia tem se mostrado um indicador válido e confiável para medir a adesão, pois permite identificar os usuários com retirada irregular dos ARV e, consequentemente, com risco de não adesão ao TARV. É importante que os serviços de saúde monitorem continuamente a adesão de seus usuários, a fim de que possam intervir precocemente nos casos de descontinuidade do tratamento.  


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  • Em 2020, havia 37,6 milhões de pessoas vivendo com HIV (Pvhiv) em todo o mundo, e desde o início da epidemia, 34,7 milhões de pessoas já morreram com a doença.  No Brasil, em 2019, foram diagnosticados 37.308 casos de Aids, sendo registrados um total de 10.565 óbitos pela causa básica Aids. Em 2018, Olinda apresentou coeficiente de mortalidade por Aids superior ao do Estado de Pernambuco – 8,68 e 5,6 óbitos/100.000 hab. respectivamente. O advento da terapia antirretroviral levou à diminuição da morbi-mortalidade relacionada ao HIV/Aids, mas para o sucesso do tratamento, a adesão à terapia antirretroviral assume importância crucial e configura-se num dos maiores desafios no tratamento de Pvhiv. Para responder à pergunta da pesquisa  “Qual o nível de adesão ao tratamento antirretroviral dos pacientes com HIV/Aids atendidos em um serviço de referência no município de Olinda?” o objetivo deste trabalho é analisar a adesão ao tratamento antirretroviral do município. Trata-se de uma pesquisa descritiva e inferencial com abordagem quantitativa, de série temporal, que utilizou dados secundários de 700 usuários, a partir dos registros de dispensação dos antirretrovirais da farmácia por meio do SICLOM, dos anos de 2016 a 2020. Foram obtidos o registro de dispensação mensal de cada paciente, desde a primeira até a última dispensação registrada, esquemas terapêuticos, número de comprimidos dispensados e tempo de tratamento. Foram calculadas a média de dias de atraso na retirada para cada paciente, e a média de dias de atraso de cada ano, obtendo-se um ponto de corte distinto para cada ano. Assim, a média de dias de atraso de cada paciente foi comparada com a média anual de dias de atraso. A adesão foi estabelecida em função da média dos dias de atraso das retiradas, por ano, e foi categorizada adesão suficiente, quando a média de dias de atraso do paciente foi menor que a média anual de dias de atraso e adesão insuficiente, quando a média de dias de atraso do paciente foi maior que a média anual de dias de atraso. Foi utilizado regressão logística para dados em painel para descrever a relação entre a variável que representa a adesão à TARV e as variáveis explicativas. Predominaram indivíduos do sexo masculino (72,8%), idade média de 36,7 anos, cor da pele parda (78,9%), com 12 ou mais anos de escolaridade (31%), residentes de Olinda (92,7%). As variáveis que apresentaram significância estatística com a adesão suficiente foram as variáveis tempo de tratamento, em dias, esquema inicial preferencial (EIP), esquema alternativo (EA) e escolaridade. A taxa de adesão suficiente foi de 67,7%. O registro de dispensação da farmácia tem se mostrado um indicador válido e confiável para medir a adesão, pois permite identificar os usuários com retirada irregular dos ARV e, consequentemente, com risco de não adesão ao TARV. É importante que os serviços de saúde monitorem continuamente a adesão de seus usuários, a fim de que possam intervir precocemente nos casos de descontinuidade do tratamento.  

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  • CLEONÚSIA BATISTA LEITE DE VASCONCELOS
  • PROJETO SÍFILIS NÃO: EFEITOS NA SÍFILIS CONGÊNITA EM PERNAMBUCO

  • Orientador : ROBERTA DE MORAES ROCHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANO BUENO TAVARES
  • ADRIANA FALANGOLA BENJAMIN BEZERRA
  • MECCIENE MENDES RODRIGUES
  • Data: 23/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • Em pleno século XXI, a sífilis ainda se apresenta como um agravo mundial sem controle, com maiores taxas de incidência em localidades mais pobres. A incidência da sífilis congênita é considerada um importante preditor da qualidade do pré-natal no país. A doença é transmitida sexualmente causando maiores danos às gestantes e seus conceptos, e pode provocar abortos, natimortos, e sequelas nos nascidos vivos. O Brasil e, especialmente o estado de Pernambuco, que possui taxa de incidência da doença acima da média registrada em todo o país, enfrenta uma reemergência da doença. Diante disto, a dissertação contempla um estudo que apresenta a análise da implantação do projeto “Sífilis Não” no estado de Pernambuco nos municípios contemplados (Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Igarassu, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho e Camaragibe). Adicionalmente, também é feita uma análise exploratória e espacial da taxa de incidência de sífilis congênita nestes municípios a curto prazo, antes e após o início do projeto. Através de geoprocessamento foi realizada análise espacial e temporal da incidência de sífilis em todo o estado de Pernambuco dos anos de 2010 a 2019. As taxas de incidência de sífilis foram agrupadas em quartis por municípios. Desta análise, verificou-se que a incidência das taxas de sífilis adquirida, em gestante e congênita estavam em tendência de crescimento no Estado. Entre este período, houve interiorização da doença no Estado, e as maiores taxas de incidência foram registradas nas Macrorregiões Metropolitana, Agreste e Sertão. Existia uma relação inversa de maior detecção da sífilis congênita que em gestantes, fato que só reverteu a partir de 2018. A correlação espacial foi analisada entre os anos de 2017 e 2019 pelo índice de Moran Global e Local e comprovada a dependência espacial entre os municípios. Foram identificados municípios críticos na incidência de sífilis. Foi construído um modelo lógico da intervenção composto de quatro eixos: Cuidado Integral, Educomunicação, Gestão e Vigilância. Todos os municípios foram submetidos a uma matriz avaliativa de pontuações sobre a implantação do projeto, baseada nas estratégias do modelo lógico e elaborada a partir da resposta de questionários aplicados aos apoiadores territoriais do Ministério da Saúde. Os padrões estipulados para cada indicador foram classificados em quatro estágios em intervalos de valores determinados por quartis: adequado (>75%), aceitável (50-74%), insatisfatório (25-49%) e crítico (<25%). Os municípios que obtiveram classificação de grau de implantação adequado foram: Recife (88,04%), Olinda (77,17%), Jaboatão (78,26%), Igarassu (86,95%), São Lourenço da Mata (80,43%) e Cabo (78,26%). Camaragibe foi classificado como aceitável com 72,82%. Somente três municípios obtiveram redução na sífilis congênita à curto prazo de 2017 para 2019, eles foram: Olinda (redução de 41%), São Lourenço da Mata (redução de 6,8%) e Igarassu (redução de 63,2%). O restante teve um aumento: Recife (aumento de 159,2%), Jaboatão (aumento de 3,8%), Cabo (aumento de 14,0%) e Camaragibe (aumento de 31,5%). Dentre os quatro eixos de atenção, o que apresentou menor quantidade de respostas padrão foi o cuidado integral, que traduz a necessidade de envidar esforços na garantia do diagnóstico e tratamento em tempo oportunos. Não foi possível correlacionar os efeitos das ações realizadas com os resultados diretos a curto prazo na redução da sífilis congênita. Ampliar a oferta de diagnóstico através de testagem rápida e tratamento oportuno descentralizados requer um esforço coletivo com planejamento intersetorial das estratégias de enfrentamento para esta doença. Estudos futuros são necessários para melhor identificação das limitações dos serviços de saúde no manejo e controle da sífilis.


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  • Em pleno século XXI, a sífilis ainda se apresenta como um agravo mundial sem controle, com maiores taxas de incidência em localidades mais pobres. A incidência da sífilis congênita é considerada um importante preditor da qualidade do pré-natal no país. A doença é transmitida sexualmente causando maiores danos às gestantes e seus conceptos, e pode provocar abortos, natimortos, e sequelas nos nascidos vivos. O Brasil e, especialmente o estado de Pernambuco, que possui taxa de incidência da doença acima da média registrada em todo o país, enfrenta uma reemergência da doença. Diante disto, a dissertação contempla um estudo que apresenta a análise da implantação do projeto “Sífilis Não” no estado de Pernambuco nos municípios contemplados (Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Igarassu, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho e Camaragibe). Adicionalmente, também é feita uma análise exploratória e espacial da taxa de incidência de sífilis congênita nestes municípios a curto prazo, antes e após o início do projeto. Através de geoprocessamento foi realizada análise espacial e temporal da incidência de sífilis em todo o estado de Pernambuco dos anos de 2010 a 2019. As taxas de incidência de sífilis foram agrupadas em quartis por municípios. Desta análise, verificou-se que a incidência das taxas de sífilis adquirida, em gestante e congênita estavam em tendência de crescimento no Estado. Entre este período, houve interiorização da doença no Estado, e as maiores taxas de incidência foram registradas nas Macrorregiões Metropolitana, Agreste e Sertão. Existia uma relação inversa de maior detecção da sífilis congênita que em gestantes, fato que só reverteu a partir de 2018. A correlação espacial foi analisada entre os anos de 2017 e 2019 pelo índice de Moran Global e Local e comprovada a dependência espacial entre os municípios. Foram identificados municípios críticos na incidência de sífilis. Foi construído um modelo lógico da intervenção composto de quatro eixos: Cuidado Integral, Educomunicação, Gestão e Vigilância. Todos os municípios foram submetidos a uma matriz avaliativa de pontuações sobre a implantação do projeto, baseada nas estratégias do modelo lógico e elaborada a partir da resposta de questionários aplicados aos apoiadores territoriais do Ministério da Saúde. Os padrões estipulados para cada indicador foram classificados em quatro estágios em intervalos de valores determinados por quartis: adequado (>75%), aceitável (50-74%), insatisfatório (25-49%) e crítico (<25%). Os municípios que obtiveram classificação de grau de implantação adequado foram: Recife (88,04%), Olinda (77,17%), Jaboatão (78,26%), Igarassu (86,95%), São Lourenço da Mata (80,43%) e Cabo (78,26%). Camaragibe foi classificado como aceitável com 72,82%. Somente três municípios obtiveram redução na sífilis congênita à curto prazo de 2017 para 2019, eles foram: Olinda (redução de 41%), São Lourenço da Mata (redução de 6,8%) e Igarassu (redução de 63,2%). O restante teve um aumento: Recife (aumento de 159,2%), Jaboatão (aumento de 3,8%), Cabo (aumento de 14,0%) e Camaragibe (aumento de 31,5%). Dentre os quatro eixos de atenção, o que apresentou menor quantidade de respostas padrão foi o cuidado integral, que traduz a necessidade de envidar esforços na garantia do diagnóstico e tratamento em tempo oportunos. Não foi possível correlacionar os efeitos das ações realizadas com os resultados diretos a curto prazo na redução da sífilis congênita. Ampliar a oferta de diagnóstico através de testagem rápida e tratamento oportuno descentralizados requer um esforço coletivo com planejamento intersetorial das estratégias de enfrentamento para esta doença. Estudos futuros são necessários para melhor identificação das limitações dos serviços de saúde no manejo e controle da sífilis.

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  • JOAO LUIZ CAVALCANTI MARANHAO DE ALBUQUERQUE
  • PREGÃO ELETRÔNICO: UMA ANÁLISE DAS LICITAÇÕES DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE PERNAMBUCO

  • Orientador : RAFAEL COUTINHO COSTA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IVANESSA THAIANE DO NASCIMENTO CAVALCANTI
  • RODRIGO GOMES DE ARRUDA
  • UMBELINA CRAVO TEIXEIRA LAGIOIA TORRES
  • Data: 24/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • A promoção de licitação para aquisição de bens pelos Órgãos da Administração
    Pública direta, indireta e suas empresas é uma obrigação imposta pela Constituição
    Federal de 1988. Trata-se de um processo complexo e que requer o emprego de
    volume considerável de recursos financeiros para sua realização. Num Hospital
    Universitário Federal, financiado unicamente com recursos públicos, sua escassez
    torna-se ainda mais evidente frente às necessidades de atendimento das suas
    finalidades institucionais, de assistência à saúde, ensino e pesquisa. Assim, torna-se
    relevante a análise do resultado do processo de compras públicas, através de
    pregão eletrônico. Nessa perspectiva, este trabalho teve o propósito de mensurar os
    custos incorridos pelo Hospital das Clínicas de Pernambuco para se realizar os
    processos licitatórios para aquisição de material médico-hospitalar finalizados no
    ano de 2019 e avaliar o nível de eficiência do processo, entendido como sendo o
    percentual de êxito das licitações. O método utilizado para realização pesquisa foi o
    estudo de caso. A primeira etapa consistiu em realizar o mapeamento do fluxo do
    processo para identificar os diversos setores e atividades da organização
    envolvidos. Em seguida foi realizado o levantamento e classificação dos gastos por
    cada centro de custo. Utilizando-se do método de custeio por absorção pleno, foi
    obtido o valor total estimado para a realização de todos os 53 pregões de material
    médico-hospitalar homologados no ano de 2019, que foi de R$ 582.947,53, e o
    custo médio por processo, que foi de R$ 10.999,01. A partir de pesquisa documental
    foi possível estratificar os fatores intrínsecos e extrínsecos relacionados ao
    insucesso e determinar a taxa percentual de itens fracassados, que representou
    23,56% para os destinados à ampla concorrência e 54,55% para os destinados à
    participação exclusiva para as micro e pequenas empresas, além de estimar a perda
    total pela ineficiência do processo, que foi de R$ 198.435,60. Finalmente foi
    proposto um conjunto de ações com vistas à otimização dos resultados dos pregões
    eletrônicos.


  • Mostrar Abstract
  • A promoção de licitação para aquisição de bens pelos Órgãos da Administração
    Pública direta, indireta e suas empresas é uma obrigação imposta pela Constituição
    Federal de 1988. Trata-se de um processo complexo e que requer o emprego de
    volume considerável de recursos financeiros para sua realização. Num Hospital
    Universitário Federal, financiado unicamente com recursos públicos, sua escassez
    torna-se ainda mais evidente frente às necessidades de atendimento das suas
    finalidades institucionais, de assistência à saúde, ensino e pesquisa. Assim, torna-se
    relevante a análise do resultado do processo de compras públicas, através de
    pregão eletrônico. Nessa perspectiva, este trabalho teve o propósito de mensurar os
    custos incorridos pelo Hospital das Clínicas de Pernambuco para se realizar os
    processos licitatórios para aquisição de material médico-hospitalar finalizados no
    ano de 2019 e avaliar o nível de eficiência do processo, entendido como sendo o
    percentual de êxito das licitações. O método utilizado para realização pesquisa foi o
    estudo de caso. A primeira etapa consistiu em realizar o mapeamento do fluxo do
    processo para identificar os diversos setores e atividades da organização
    envolvidos. Em seguida foi realizado o levantamento e classificação dos gastos por
    cada centro de custo. Utilizando-se do método de custeio por absorção pleno, foi
    obtido o valor total estimado para a realização de todos os 53 pregões de material
    médico-hospitalar homologados no ano de 2019, que foi de R$ 582.947,53, e o
    custo médio por processo, que foi de R$ 10.999,01. A partir de pesquisa documental
    foi possível estratificar os fatores intrínsecos e extrínsecos relacionados ao
    insucesso e determinar a taxa percentual de itens fracassados, que representou
    23,56% para os destinados à ampla concorrência e 54,55% para os destinados à
    participação exclusiva para as micro e pequenas empresas, além de estimar a perda
    total pela ineficiência do processo, que foi de R$ 198.435,60. Finalmente foi
    proposto um conjunto de ações com vistas à otimização dos resultados dos pregões
    eletrônicos.

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  • MAGAIVA ROCHA MARTINS
  • Análise dos custos das unidades de cuidados intermediários neonatais de uma maternidade de recife-
    PE: um estudo comparativo

  • Orientador : RAFAEL COUTINHO COSTA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEFFERSON DA ROCHA TENÓRIO
  • PAULO HENRIQUE PEREIRA DE MENESES VAZ
  • UMBELINA CRAVO TEIXEIRA LAGIOIA TORRES
  • Data: 25/02/2022

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  • Este trabalho teve como objetivo comparar os gastos com internamento de recém-nascidos pré-termos (RNPT) com indicação a segunda etapa do método canguru que ficaram internos na unidade de cuidados intermediários convencional e na canguru (UCINCO e UCINCA) no ano de 2018. O local de estudo foi o Hospital Agamenon Magalhães (HAM), situado na cidade de Recife-PE, estabelecimento mantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) voltado para cuidados de alta complexidade aos RNPT. Usou-se como metodologia o somatório de diárias baseadas no rateio por absorção, levando em consideração ser o método adotado pelo hospital em estudo, para melhor análise foi dividido a amostra em quatro grupos entre os RNPT que ficaram na UCINCO e aos que foram para UCINCA de acordo com o tempo de espera por vaga, o teste para análise estatística aplicado foi o de Kruskal-Wallis estabelecendo um intervalo de confiança de 95%. Os resultados mostraram que quanto mais se espera por vaga na unidade canguru maior os gastos com internamentos de prematuros sendo um custo médio total de R$ 25.996,57 para os RNPT que foram imediatamente quando indicado e R$ 29.945,07 para os que esperaram por mais de 10 dias pela vaga (p < 0,01). Percebeu-se também que os gastos com RNPT internos somente na unidade convencional teve uma média de R$12.858,83, mostrando ser bem menor quando comparado aos que foram para a unidade canguru (p <0,01), ainda foi visto que o tempo de internamento é estatisticamente igual com mediana de 21 dias para os RNs que vão imediatamente pra canguru e os que permanecem somente na UCINCO (p<0,01), o que diverge de estudos anteriores onde encontrou-se que a unidade canguru gera um ônus menor para os serviços e possui um tempo de internamento menor quando comparado aos cuidados convencionais sendo um dos seus benefícios. Ante o exposto sugeriu-se novos estudos com análise de custo individualizada, já que o rateio por absorção distribui os gastos por produção de paciente, não havendo diferenciação de custos relacionando ao tipo de assistência



  • Mostrar Abstract
  • Este trabalho teve como objetivo comparar os gastos com internamento de recém-nascidos pré-termos (RNPT) com indicação a segunda etapa do método canguru que ficaram internos na unidade de cuidados intermediários convencional e na canguru (UCINCO e UCINCA) no ano de 2018. O local de estudo foi o Hospital Agamenon Magalhães (HAM), situado na cidade de Recife-PE, estabelecimento mantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) voltado para cuidados de alta complexidade aos RNPT. Usou-se como metodologia o somatório de diárias baseadas no rateio por absorção, levando em consideração ser o método adotado pelo hospital em estudo, para melhor análise foi dividido a amostra em quatro grupos entre os RNPT que ficaram na UCINCO e aos que foram para UCINCA de acordo com o tempo de espera por vaga, o teste para análise estatística aplicado foi o de Kruskal-Wallis estabelecendo um intervalo de confiança de 95%. Os resultados mostraram que quanto mais se espera por vaga na unidade canguru maior os gastos com internamentos de prematuros sendo um custo médio total de R$ 25.996,57 para os RNPT que foram imediatamente quando indicado e R$ 29.945,07 para os que esperaram por mais de 10 dias pela vaga (p < 0,01). Percebeu-se também que os gastos com RNPT internos somente na unidade convencional teve uma média de R$12.858,83, mostrando ser bem menor quando comparado aos que foram para a unidade canguru (p <0,01), ainda foi visto que o tempo de internamento é estatisticamente igual com mediana de 21 dias para os RNs que vão imediatamente pra canguru e os que permanecem somente na UCINCO (p<0,01), o que diverge de estudos anteriores onde encontrou-se que a unidade canguru gera um ônus menor para os serviços e possui um tempo de internamento menor quando comparado aos cuidados convencionais sendo um dos seus benefícios. Ante o exposto sugeriu-se novos estudos com análise de custo individualizada, já que o rateio por absorção distribui os gastos por produção de paciente, não havendo diferenciação de custos relacionando ao tipo de assistência


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  • ANADÉLIA LOPES DE SOUSA PASSOS
  • ANÁLISE DO IMPACTO ECONÔMICO DO ABSENTEÍSMO EM HOSPITAL PÚBLICO DURANTE PANDEMIA DA COVID-19

  • Orientador : MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDERSON RODRIGUES DE ALMEIDA
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • MICHELLE MELGAREJO DA ROSA
  • Data: 25/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • A pandemia da Covid-19, levou a um número elevado de adoecimento e a afastamentos
    prolongados dos profissionais de saúde. Estimar os custos do absenteísmo da força de trabalho
    é de suma importância para nortear os gestores do SUS na implementação de medidas
    gerenciais a fim de reduzir os gastos, aumentar a produção e melhorar a qualidade dos serviços
    prestados à população, principalmente em situação pandêmica. Esse estudo tem como objetivo
    estimar o custo para o SUS do absentismo por adoecimento no HULW (Hospital Universitário
    Lauro Wanderley) durante a pandemia da Covid-19 e ajudar na identificação das falhas de
    gestão dos processos de trabalho, que levam ao adoecimento dos colaboradores da EBSERH
    (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) no HULW durante a pandemia do novo
    Coronavírus (Covid-19). Trata-se de um estudo de avaliação econômica parcial do tipo
    descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, com base documental, baseado em dados
    secundários, coletados a partir de prontuários médicos, sobre a estimativa dos custos diretos de
    uma coorte retrospectiva de colabores com Covid-19 ou com outras patologias que levaram ao
    absenteísmo. A população potencialmente elegível para o estudo compreendeu a força de
    trabalho do HULW que foram afastadas das atividades laborais por doença de março de 2020
    a dezembro de 2020. Foram excluídos do estudo os profissionais terceirizados, licença gestação
    ou amamentação e funcionários com dados incompletos. Os dados foram coletados nos
    prontuários dos colaboradores, através do SAME, SOST, setor de regulação e folha de
    pagamento. As análises estatísticas foram realizadas com o software estatístico R, versão 4.1.1.
    As variáveis contínuas foram testadas quanto à normalidade da distribuição pelo teste de
    Kolmogorov Smirnov, sendo descritas na forma de média e desvio padrão quando apresentarem
    distribuição normal. Quando o teste de normalidade não forneceram essa evidência, foram
    consideradas também a mediana e o IQR (desvio interquartílico), que é a diferença entre os
    quartis 3 e 1. Verificou-se que, em média, um servidor se afastou por 6,6 dias, que o custo do
    período total de afastamento de um servidor foi de R$ 1.201,76. Já o valor total dos
    afastamentos foi de R$ 2.603.017,95, sendo as doenças virais as que representaram o maior
    custo e, em seguida, os transtornos mentais e comportamentais. Os profissionais que geraram o
    maior custo pelos afastamentos foram os técnicos de enfermagem (27,21%), já o setor, foi a
    Unidade Materno Infantil. Portanto, pode-se concluir que a pesquisa gerou indicadores
    importantes para nortear os gestores na alocação de recursos e na tomada de decisão, durante a
    pandemia da Covid-19.


  • Mostrar Abstract
  • A pandemia da Covid-19, levou a um número elevado de adoecimento e a afastamentos
    prolongados dos profissionais de saúde. Estimar os custos do absenteísmo da força de trabalho
    é de suma importância para nortear os gestores do SUS na implementação de medidas
    gerenciais a fim de reduzir os gastos, aumentar a produção e melhorar a qualidade dos serviços
    prestados à população, principalmente em situação pandêmica. Esse estudo tem como objetivo
    estimar o custo para o SUS do absentismo por adoecimento no HULW (Hospital Universitário
    Lauro Wanderley) durante a pandemia da Covid-19 e ajudar na identificação das falhas de
    gestão dos processos de trabalho, que levam ao adoecimento dos colaboradores da EBSERH
    (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) no HULW durante a pandemia do novo
    Coronavírus (Covid-19). Trata-se de um estudo de avaliação econômica parcial do tipo
    descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, com base documental, baseado em dados
    secundários, coletados a partir de prontuários médicos, sobre a estimativa dos custos diretos de
    uma coorte retrospectiva de colabores com Covid-19 ou com outras patologias que levaram ao
    absenteísmo. A população potencialmente elegível para o estudo compreendeu a força de
    trabalho do HULW que foram afastadas das atividades laborais por doença de março de 2020
    a dezembro de 2020. Foram excluídos do estudo os profissionais terceirizados, licença gestação
    ou amamentação e funcionários com dados incompletos. Os dados foram coletados nos
    prontuários dos colaboradores, através do SAME, SOST, setor de regulação e folha de
    pagamento. As análises estatísticas foram realizadas com o software estatístico R, versão 4.1.1.
    As variáveis contínuas foram testadas quanto à normalidade da distribuição pelo teste de
    Kolmogorov Smirnov, sendo descritas na forma de média e desvio padrão quando apresentarem
    distribuição normal. Quando o teste de normalidade não forneceram essa evidência, foram
    consideradas também a mediana e o IQR (desvio interquartílico), que é a diferença entre os
    quartis 3 e 1. Verificou-se que, em média, um servidor se afastou por 6,6 dias, que o custo do
    período total de afastamento de um servidor foi de R$ 1.201,76. Já o valor total dos
    afastamentos foi de R$ 2.603.017,95, sendo as doenças virais as que representaram o maior
    custo e, em seguida, os transtornos mentais e comportamentais. Os profissionais que geraram o
    maior custo pelos afastamentos foram os técnicos de enfermagem (27,21%), já o setor, foi a
    Unidade Materno Infantil. Portanto, pode-se concluir que a pesquisa gerou indicadores
    importantes para nortear os gestores na alocação de recursos e na tomada de decisão, durante a
    pandemia da Covid-19.

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  • PRISCILA KAROLINA FRANCISCA DA SILVA
  • GASTOS MUNICIPAIS EM SAÚDE: A PRESENÇA DAS GERES IMPORTA? UMA ANÁLISE EMPÍRICA PARA ESTADO DE PERNAMBUCO

  • Orientador : RAUL DA MOTA SILVEIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • NELSON MIGUEL GALINDO NETO
  • UMBELINA CRAVO TEIXEIRA LAGIOIA TORRES
  • Data: 28/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • A execução de um sistema de saúde que garanta a população brasileira acesso gratuito aos serviços de saúde, Como frutos da CF 88, o processo de municipalização da saúde unido ao subfinanciamento, sobrecarregaram os municípios. Partindo do estudo dos municípios do Estado de Pernambuco, busca-se analisar os fatores que interferem na decisão dos gestores municipais em investirem mais ou menos em saúde, e se à proximidade de municípios com as suas respectivas Gerências Regionais de Saúde (GERES) pode influenciar nos gastos municipais de saúde. Se formulou a partir de dados disponibilizados, os dados referentes a 184 municípios pernambucanos, dos anos de 2003, 2010 e 2017, anos com diferentes distribuições das GERES. Para a análise dos dados foi utilizado o modelo de regressão linear, onde a variável dependente é o percentual de gasto municipal direcionado para a despesa com saúde, estando entre os regressores a distância do município à sua GERES. Através dos resultados obtidos, foi possível inferir que sim, a presença da GERES exerce influência no quantitativo de gastos com recursos próprios aplicados na saúde. Não obstante, o PIB municipal não teve efeito relevante nos gastos no setor saúde, dessa forma o porte financeiro possui efeito pequeno quando comparado ao fator distância GERES. Diante da relevancia deste tipo de estudo para o avanço de um sistema de saúde mais equitativo, sugere-se o desenvolvimento de mais estudos sobre o tema.


  • Mostrar Abstract
  • A execução de um sistema de saúde que garanta a população brasileira acesso gratuito aos serviços de saúde, Como frutos da CF 88, o processo de municipalização da saúde unido ao subfinanciamento, sobrecarregaram os municípios. Partindo do estudo dos municípios do Estado de Pernambuco, busca-se analisar os fatores que interferem na decisão dos gestores municipais em investirem mais ou menos em saúde, e se à proximidade de municípios com as suas respectivas Gerências Regionais de Saúde (GERES) pode influenciar nos gastos municipais de saúde. Se formulou a partir de dados disponibilizados, os dados referentes a 184 municípios pernambucanos, dos anos de 2003, 2010 e 2017, anos com diferentes distribuições das GERES. Para a análise dos dados foi utilizado o modelo de regressão linear, onde a variável dependente é o percentual de gasto municipal direcionado para a despesa com saúde, estando entre os regressores a distância do município à sua GERES. Através dos resultados obtidos, foi possível inferir que sim, a presença da GERES exerce influência no quantitativo de gastos com recursos próprios aplicados na saúde. Não obstante, o PIB municipal não teve efeito relevante nos gastos no setor saúde, dessa forma o porte financeiro possui efeito pequeno quando comparado ao fator distância GERES. Diante da relevancia deste tipo de estudo para o avanço de um sistema de saúde mais equitativo, sugere-se o desenvolvimento de mais estudos sobre o tema.

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  • ELISAMA MELQUIADES DE MELO E SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL CLÍNICO - EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM CÂNCER DE PULMÃO EM PERNAMBUCO

  • Orientador : MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIZ ALBERTO REIS MATTOS JUNIOR
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • RODRIGO GOMES DE ARRUDA
  • Data: 31/03/2022

  • Mostrar Resumo
  • Apesar dos avanços no tratamento e a implementação de tecnologias de saúde, o câncer de pulmão
    continua sendo a neoplasia com maior mortalidade no mundo. No Brasil, segundo estimativa do
    INCA, para cada ano do triênio 2020-2022 serão contabilizados 30 mil novos casos de câncer de
    pulmão, 17.760 casos novos de câncer no sexo masculino e 12.440 no sexo feminino. O aumento do
    número de casos de câncer está relacionado às mudanças no perfil sociodemográfico da população,
    como o aumento e o envelhecimento populacional e a fatores de riscos ligados ao desenvolvimento
    socioeconômico. O tabagismo é o principal fator de risco em 71% dos casos diagnosticados. O
    estudo teve como finalidade identificar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com câncer
    de pulmão em Pernambuco entre os anos de 2006 a 2016. Trata-se de um estudo observacional,
    descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, com dados de pacientes adultos diagnosticados
    com câncer de pulmão no estado de Pernambuco. Foram selecionados 2711 pacientes com
    diagnóstico confirmado de câncer de pulmão no período entre 2006 e 2016. O ano com maior
    número de casos foi em 2013(334) e o ano com menor número de casos foi em 2006(90). O
    diagnóstico foi mais frequente na faixa etária entre 50-69 anos, com 59,57%. O sexo masculino foi
    predominante durante os anos estudados, correspondendo a 56,69% do número de casos. Em
    relação à raça, um percentual de 55,46% correspondia à raça preta/parda. Quanto à informação
    sobre tabagismo, mais da metade dos pacientes analisados eram fumantes ou haviam fumado em
    algum momento da vida (59,46%). De acordo com a histologia 35,89% apresentou o subtipo
    adenocarcinoma, que ao longo dos anos avaliados apresentou aumento no número de casos. O
    tratamento predominante nos anos avaliados foi a quimioterapia. Após análise multivariada,
    constatou-se que as variáveis importantes para o desfecho óbito são sexo (p=0,027), sem local exato
    (p=0,000), estadiamento (p=0,000) e alcoolismo (p=0,000). Os dados desse estudo indicam que o
    câncer de pulmão tanto no Brasil como mundialmente tem se mostrado um grave problema de
    saúde pública, sendo necessária intervenção dos órgãos de saúde com ações para cessação do
    tabagismo.


  • Mostrar Abstract
  • Apesar dos avanços no tratamento e a implementação de tecnologias de saúde, o câncer de pulmão
    continua sendo a neoplasia com maior mortalidade no mundo. No Brasil, segundo estimativa do
    INCA, para cada ano do triênio 2020-2022 serão contabilizados 30 mil novos casos de câncer de
    pulmão, 17.760 casos novos de câncer no sexo masculino e 12.440 no sexo feminino. O aumento do
    número de casos de câncer está relacionado às mudanças no perfil sociodemográfico da população,
    como o aumento e o envelhecimento populacional e a fatores de riscos ligados ao desenvolvimento
    socioeconômico. O tabagismo é o principal fator de risco em 71% dos casos diagnosticados. O
    estudo teve como finalidade identificar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com câncer
    de pulmão em Pernambuco entre os anos de 2006 a 2016. Trata-se de um estudo observacional,
    descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, com dados de pacientes adultos diagnosticados
    com câncer de pulmão no estado de Pernambuco. Foram selecionados 2711 pacientes com
    diagnóstico confirmado de câncer de pulmão no período entre 2006 e 2016. O ano com maior
    número de casos foi em 2013(334) e o ano com menor número de casos foi em 2006(90). O
    diagnóstico foi mais frequente na faixa etária entre 50-69 anos, com 59,57%. O sexo masculino foi
    predominante durante os anos estudados, correspondendo a 56,69% do número de casos. Em
    relação à raça, um percentual de 55,46% correspondia à raça preta/parda. Quanto à informação
    sobre tabagismo, mais da metade dos pacientes analisados eram fumantes ou haviam fumado em
    algum momento da vida (59,46%). De acordo com a histologia 35,89% apresentou o subtipo
    adenocarcinoma, que ao longo dos anos avaliados apresentou aumento no número de casos. O
    tratamento predominante nos anos avaliados foi a quimioterapia. Após análise multivariada,
    constatou-se que as variáveis importantes para o desfecho óbito são sexo (p=0,027), sem local exato
    (p=0,000), estadiamento (p=0,000) e alcoolismo (p=0,000). Os dados desse estudo indicam que o
    câncer de pulmão tanto no Brasil como mundialmente tem se mostrado um grave problema de
    saúde pública, sendo necessária intervenção dos órgãos de saúde com ações para cessação do
    tabagismo.

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  • JOSINEIDE PEREIRA DA SILVA
  • Os custos do cuidado aos recém-nascidos pré-termo internados
    em uma UTI Neonatal pública e a importância da assistência pré-natal

  • Orientador : MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ERALDO FONSECA DOS SANTOS JUNIOR
  • MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • SAYONARA MARIA CALADO GONCALVES
  • Data: 28/04/2022

  • Mostrar Resumo
  • O custo do cuidado intensivo a recém-nascidos prematuros tem contribuído para a
    elevação dos gastos com saúde e o que mais onera são os custos com pessoal. A
    prestação do cuidado em saúde representa a parcela de maior custo para as
    instituições de saúde, seguida pelo consumo de insumos médicos e tecnológicos.
    Gerir os sistemas de saúde tem sido um desafio árduo para gestores e
    administradores diante de recursos finitos e escassos. O trabalho procurou analisar
    os custos do cuidado ao Recém-nascido pré-termo internado em UTI Neonatal no
    período de 2016 a 2019 e buscado conhecer onde e como se gasta os recursos
    financeiros nas instituições de saúde. Para tal, realizou um estudo de estimação de
    custos da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, UTIN, nos anos de 2016 a 2019.
    Foram 4.077 prematuros nascidos no período e destes, 931 foram admitidos na UTIN,
    com idade gestacional entre 22 semanas e 36 semanas e seis dias de gestação. A
    permanência variou de um dia a 513 dias, com uma permanecia média de 35,61 dias
    na UTIN e no total foram 35.069 dias de internação, a um custo médio diário de R$
    1.901,65 o que representou um dispêndio de R$ 66.688.963,85 no período. Os valores
    variaram ainda segundo a idade gestacional e o peso dos RNs.
    Este trabalho tem a intenção de possibilitar o conhecimento sobre custos hospitalares
    com o cuidado a recém-nascidos pré-termo internados em UTI neonatal e também
    contribuir com dados que permitam um enriquecimento da discussão do financiamento
    da saúde na perspectiva do uso eficiente dos recursos finitos no hospital.


  • Mostrar Abstract
  • O custo do cuidado intensivo a recém-nascidos prematuros tem contribuído para a
    elevação dos gastos com saúde e o que mais onera são os custos com pessoal. A
    prestação do cuidado em saúde representa a parcela de maior custo para as
    instituições de saúde, seguida pelo consumo de insumos médicos e tecnológicos.
    Gerir os sistemas de saúde tem sido um desafio árduo para gestores e
    administradores diante de recursos finitos e escassos. O trabalho procurou analisar
    os custos do cuidado ao Recém-nascido pré-termo internado em UTI Neonatal no
    período de 2016 a 2019 e buscado conhecer onde e como se gasta os recursos
    financeiros nas instituições de saúde. Para tal, realizou um estudo de estimação de
    custos da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, UTIN, nos anos de 2016 a 2019.
    Foram 4.077 prematuros nascidos no período e destes, 931 foram admitidos na UTIN,
    com idade gestacional entre 22 semanas e 36 semanas e seis dias de gestação. A
    permanência variou de um dia a 513 dias, com uma permanecia média de 35,61 dias
    na UTIN e no total foram 35.069 dias de internação, a um custo médio diário de R$
    1.901,65 o que representou um dispêndio de R$ 66.688.963,85 no período. Os valores
    variaram ainda segundo a idade gestacional e o peso dos RNs.
    Este trabalho tem a intenção de possibilitar o conhecimento sobre custos hospitalares
    com o cuidado a recém-nascidos pré-termo internados em UTI neonatal e também
    contribuir com dados que permitam um enriquecimento da discussão do financiamento
    da saúde na perspectiva do uso eficiente dos recursos finitos no hospital.

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  • JOSE RICARDO FERNANDES DE SOUZA
  • GESTÃO DE CUSTOS GOVERNAMENTAL: uma proposta de modelo conceitual de apuração de custos para o Instituto Aggeu Magalhães.

  • Orientador : UMBELINA CRAVO TEIXEIRA LAGIOIA TORRES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA FALANGOLA BENJAMIN BEZERRA
  • JULIANA GONCALVES DE ARAUJO
  • RAFAEL COUTINHO COSTA LIMA
  • RODRIGO VICENTE DOS PRAZERES
  • Data: 03/05/2022

  • Mostrar Resumo
  • O presente estudo é uma proposta de modelo conceitual de apuração da
    informação de custos para o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz), unidade da
    Fundação Oswaldo Cruz, em Recife – Pernambuco. A proposta do modelo surgiu a
    partir da necessidade da utilização de informações de custos no processo de tomada de
    decisão por parte da gestão do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz). É um de
    estudo de caso, com caráter descritivo, de natureza quantitativa; é uma análise
    retrospectiva com dados referentes ao mês de janeiro do ano de 2021, que possui grande
    relevância para projeções do exercício financeiro.

    O processo de apropriação e apuração dos custos foi realizado através do
    método de custeio por absorção, onde os custos diretos e indiretos são alocados aos
    objetos de custeio relacionados aos centros de custos produtivos. Os dados foram
    coletados por meio de informações registradas no portal da transparência do governo
    federal brasileiro e agrupados em planilhas do programa Microsoft Excel. O modelo
    conceitual proposto, após estudo de caso da execução orçamentária realizada no mês de
    janeiro de 2021, evidenciou que o resultado do período foi superavitário.

    A obrigação de se apurar custos no serviço público vem desde a década de
    1960 com a lei federal 4320/64 e, modernamente, com os normativos da lei
    complementar 101/2000 e com as normas brasileiras de contabilidades aplicadas ao
    setor público; contudo, a adoção de um modelo conceitual para a apuração da
    informação de custos, por si só, não é suficiente; é necessária a utilização da informação
    de custos pelos tomadores de decisão da Instituição. Portanto, o uso da informação de
    custos, no setor saúde, deve ser realizado conforme a necessidade do usuário e com a
    adoção do regime de competência.

    Concluímos o estudo demonstrando a necessidade da informação de custos
    para auxiliar no processo de tomada de decisão. Com efeito, o tema gestão de custos em
    saúde ainda é incipiente, sendo necessários novos estudos, o que possibilitara a
    eficiência e eficácia na gestão pública.


  • Mostrar Abstract
  • O presente estudo é uma proposta de modelo conceitual de apuração da
    informação de custos para o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz), unidade da
    Fundação Oswaldo Cruz, em Recife – Pernambuco. A proposta do modelo surgiu a
    partir da necessidade da utilização de informações de custos no processo de tomada de
    decisão por parte da gestão do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz). É um de
    estudo de caso, com caráter descritivo, de natureza quantitativa; é uma análise
    retrospectiva com dados referentes ao mês de janeiro do ano de 2021, que possui grande
    relevância para projeções do exercício financeiro.

    O processo de apropriação e apuração dos custos foi realizado através do
    método de custeio por absorção, onde os custos diretos e indiretos são alocados aos
    objetos de custeio relacionados aos centros de custos produtivos. Os dados foram
    coletados por meio de informações registradas no portal da transparência do governo
    federal brasileiro e agrupados em planilhas do programa Microsoft Excel. O modelo
    conceitual proposto, após estudo de caso da execução orçamentária realizada no mês de
    janeiro de 2021, evidenciou que o resultado do período foi superavitário.

    A obrigação de se apurar custos no serviço público vem desde a década de
    1960 com a lei federal 4320/64 e, modernamente, com os normativos da lei
    complementar 101/2000 e com as normas brasileiras de contabilidades aplicadas ao
    setor público; contudo, a adoção de um modelo conceitual para a apuração da
    informação de custos, por si só, não é suficiente; é necessária a utilização da informação
    de custos pelos tomadores de decisão da Instituição. Portanto, o uso da informação de
    custos, no setor saúde, deve ser realizado conforme a necessidade do usuário e com a
    adoção do regime de competência.

    Concluímos o estudo demonstrando a necessidade da informação de custos
    para auxiliar no processo de tomada de decisão. Com efeito, o tema gestão de custos em
    saúde ainda é incipiente, sendo necessários novos estudos, o que possibilitara a
    eficiência e eficácia na gestão pública.

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  • ERIKA MICHELLE DO NASCIMENTO FACUNDES
  • UNITARIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS E ADAPTAÇÕES DE FORMAS FARMACÊUTICAS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: UM ESTUDO DE VIABILIDADE BASEADO EM
    VALOR



  • Orientador : MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO CALDAS DE ARAUJO
  • JOSE DE ARIMATEA ROCHA FILHO
  • MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • Data: 13/05/2022

  • Mostrar Resumo
  • O acesso ao medicamento é considerado um direito humano fundamental, mas deve ser promovido
    de forma racional a fim de minimizar os eventos adversos relacionados. Pacientes neonatais e
    pediátricos apresentam características fisiopatológicas específicas que resultam em necessidades
    peculiares em relação à terapêutica farmacológica. Uma das estratégias para tentar minimizar essas
    limitações relacionadas à terapia dos pacientes neonatos e pediátricos, auxiliando na oferta de maior
    segurança ao paciente durante o processo de medicação, é a utilização do sistema de distribuição de
    medicamentos por dose unitária (SDMDU). Diante disso, este trabalho teve como objetivo
    comparar os custos diretos do sistema de dispensação de medicamentos misto (individualizado +
    coletivo) empregado em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTINeo) com uma simulação
    do SDMDU através de uma Farmacotécnica Hospitalar normatizada pela RDC 67/2007. Trata-se
    de um estudo transversal, retrospectivo e analítico, de abordagem qualitativa e quantitativa, a partir
    da coleta de dados no sistema interno (Mastertools) referente às prescrições eletrônicas e ao sistema
    de dispensação de medicamentos dos pacientes internados. As variáveis desse estudo foram obtidas
    através da análise de cada prescrição e dos relatórios de dispensação emitidos pelo sistema interno,
    no período de um ano, e estão relacionadas à terapia farmacológica, e ao consumo e custos
    associados. As informações coletadas foram tabuladas, por data, para análise de demanda diária por
    medicamento na UTINeo. Por meio da sintetização desses dados, no Microsoft Office – Excel 2013,
    foi possível simular o cenário de preparo de doses e dispensação em uma farmacotécnica hospitalar.
    A análise comparativa simples dos custos exclusivos com consumo de medicamentos no modelo de
    dispensação misto e no cenário simulado de SDMDU, demonstrou uma economia de 27,07% (R$
    27.072,66) favorável ao sistema de unitarização de doses. O grupo de medicamentos que contribuiu
    majoritariamente para esta economia, foram o dos medicamentos injetáveis, com aproximadamente
    95,0% (R$ 25.719,97). Apesar de não ser verificada contribuição significativa dos medicamentos
    orais na redução dos custos diretos totais analisados, apenas 5% (R$ 1.245,49) da economia
    proporcionada pela SDMDU, devemos lembrar dos possíveis efeitos positivos para a segurança do
    paciente que não foram mensurados. Este provável impacto positivo na segurança do paciente é
    resultado da possibilidade de minimização dos riscos associados a erros de dose e vias de
    administração, além da redução dos riscos de contaminação microbiológica, da sobrecarga de
    trabalho da equipe de enfermagem e da otimização da integração do profissional farmacêutico à
    equipe multidisciplinar. Porém, avaliações econômicas mais robustas e complexas, que
    possibilitem a mensuração desses e de outros efeitos benéficos, são necessárias para auxiliar
    gestores e especialistas no processo de tomada de decisão para implementação ou não desta
    tecnologia.


  • Mostrar Abstract
  • O acesso ao medicamento é considerado um direito humano fundamental, mas deve ser promovido
    de forma racional a fim de minimizar os eventos adversos relacionados. Pacientes neonatais e
    pediátricos apresentam características fisiopatológicas específicas que resultam em necessidades
    peculiares em relação à terapêutica farmacológica. Uma das estratégias para tentar minimizar essas
    limitações relacionadas à terapia dos pacientes neonatos e pediátricos, auxiliando na oferta de maior
    segurança ao paciente durante o processo de medicação, é a utilização do sistema de distribuição de
    medicamentos por dose unitária (SDMDU). Diante disso, este trabalho teve como objetivo
    comparar os custos diretos do sistema de dispensação de medicamentos misto (individualizado +
    coletivo) empregado em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTINeo) com uma simulação
    do SDMDU através de uma Farmacotécnica Hospitalar normatizada pela RDC 67/2007. Trata-se
    de um estudo transversal, retrospectivo e analítico, de abordagem qualitativa e quantitativa, a partir
    da coleta de dados no sistema interno (Mastertools) referente às prescrições eletrônicas e ao sistema
    de dispensação de medicamentos dos pacientes internados. As variáveis desse estudo foram obtidas
    através da análise de cada prescrição e dos relatórios de dispensação emitidos pelo sistema interno,
    no período de um ano, e estão relacionadas à terapia farmacológica, e ao consumo e custos
    associados. As informações coletadas foram tabuladas, por data, para análise de demanda diária por
    medicamento na UTINeo. Por meio da sintetização desses dados, no Microsoft Office – Excel 2013,
    foi possível simular o cenário de preparo de doses e dispensação em uma farmacotécnica hospitalar.
    A análise comparativa simples dos custos exclusivos com consumo de medicamentos no modelo de
    dispensação misto e no cenário simulado de SDMDU, demonstrou uma economia de 27,07% (R$
    27.072,66) favorável ao sistema de unitarização de doses. O grupo de medicamentos que contribuiu
    majoritariamente para esta economia, foram o dos medicamentos injetáveis, com aproximadamente
    95,0% (R$ 25.719,97). Apesar de não ser verificada contribuição significativa dos medicamentos
    orais na redução dos custos diretos totais analisados, apenas 5% (R$ 1.245,49) da economia
    proporcionada pela SDMDU, devemos lembrar dos possíveis efeitos positivos para a segurança do
    paciente que não foram mensurados. Este provável impacto positivo na segurança do paciente é
    resultado da possibilidade de minimização dos riscos associados a erros de dose e vias de
    administração, além da redução dos riscos de contaminação microbiológica, da sobrecarga de
    trabalho da equipe de enfermagem e da otimização da integração do profissional farmacêutico à
    equipe multidisciplinar. Porém, avaliações econômicas mais robustas e complexas, que
    possibilitem a mensuração desses e de outros efeitos benéficos, são necessárias para auxiliar
    gestores e especialistas no processo de tomada de decisão para implementação ou não desta
    tecnologia.

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  • THIAGO GONÇALVES DO NASCIMENTO PIROPO
  • SERVIÇO DE TELEDIAGNÓSTICO E INTERNAÇÕES POR DOENÇAS CARDIOVASCULARES: UMA ABORDAGEM DE DIFERENÇA-EM-DIFERENÇA PARA MUNICÍPIOS BAIANOS


  • Orientador : FRANCISCO DE SOUSA RAMOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • PAULO AMILTON MAIA LEITE FILHO
  • RODRIGO GOMES DE ARRUDA
  • Data: 31/05/2022

  • Mostrar Resumo
  • Asdoenças cardiovasculares tem sido uma das principais causas do óbito no mundo nos últimos anos, responsáveis pela elevação dos gastos públicos com cuidados em saúde. Ainda, as acentuadas iniquidades em saúde existentes no país, dificultam o acesso a exames e consultas especializadas. Contudo, a incorporação da telecardiologia em ECG tem demonstrado eficácia na ampliação do acesso ao cuidado continuado e melhoria na qualidade de vida. Objetivo: Analisar o impacto da utilização do Telediagnóstico em ECG nas internações por DCV, entre os municípios baianos que implantaram o serviço. Método: Trata-se de um estudo quase-experimental, não randomizado, baseado em pré e pós-intervenção, descritivo e analítico de dados secundários com abordagem quantitativa. Resultados: O grupo tratado conseguiu reduzir em 6 internações por DCV (P> 0,004) a cada ano adicional, sendo 4 internações entre as pessoas autodeclaradas pretas (P> 0,007), redução de 3 na média de dias de internamento (P> 0,000) e de 2,74 no valor médio por internação (P> 0,007) e uma redução de 9,54% na taxa de mortalidade (P> 0,000), por municípios. Discussão: Sugere eficácia na identificação precoce dos sinais de comprometimento do quadro clínico, possibilitando intervenção em tempo e ainda, reduzindo período de tratamento, redução na média dos dias de internamento e custos. Conclusão: Nos municípios onde houve a implantação do serviço, notou-se uma redução nas internações gerais motivadas por doenças cardiovasculares.



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  • Asdoenças cardiovasculares tem sido uma das principais causas do óbito no mundo nos últimos anos, responsáveis pela elevação dos gastos públicos com cuidados em saúde. Ainda, as acentuadas iniquidades em saúde existentes no país, dificultam o acesso a exames e consultas especializadas. Contudo, a incorporação da telecardiologia em ECG tem demonstrado eficácia na ampliação do acesso ao cuidado continuado e melhoria na qualidade de vida. Objetivo: Analisar o impacto da utilização do Telediagnóstico em ECG nas internações por DCV, entre os municípios baianos que implantaram o serviço. Método: Trata-se de um estudo quase-experimental, não randomizado, baseado em pré e pós-intervenção, descritivo e analítico de dados secundários com abordagem quantitativa. Resultados: O grupo tratado conseguiu reduzir em 6 internações por DCV (P> 0,004) a cada ano adicional, sendo 4 internações entre as pessoas autodeclaradas pretas (P> 0,007), redução de 3 na média de dias de internamento (P> 0,000) e de 2,74 no valor médio por internação (P> 0,007) e uma redução de 9,54% na taxa de mortalidade (P> 0,000), por municípios. Discussão: Sugere eficácia na identificação precoce dos sinais de comprometimento do quadro clínico, possibilitando intervenção em tempo e ainda, reduzindo período de tratamento, redução na média dos dias de internamento e custos. Conclusão: Nos municípios onde houve a implantação do serviço, notou-se uma redução nas internações gerais motivadas por doenças cardiovasculares.


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  • TAMIRES DIOGO ALVES
  • ANÁLISE DA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO APICE ON EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO RECIFE

  • Orientador : ROBERTA DE MORAES ROCHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA FALANGOLA BENJAMIN BEZERRA
  • MECCIENE MENDES RODRIGUES
  • ROBERTA DE SOUZA PEREIRA DA SILVA RAMOS
  • Data: 13/06/2022

  • Mostrar Resumo
  • A saúdematerno-infantil no Brasil encontra-se inserida em um contexto de contradição, visto que, apesar do avanço da área ter contribuído com a melhoria nos indicadores de saúde dessa população, as taxas de morbimortalidade ainda persistem em patamares incompatíveis com o nível de desenvolvimento do país. Esse intenso processo de medicalização do parto, fez o país atingir a segunda maior taxa de cesarianas do mundo (55%), além de submeter mulheres e recém-nascidos a intervenções sem evidências científicas, que desrespeitam os aspectos emocionais, físicos e culturais do momento.  Diante desse cenário, ações de mudanças têm sido implementadas no Brasil para promover um modo de nascer, mais seguro e humanizado. Como exemplo, tem-se o Projeto APICE ON, com o objetivo de aprimorar a qualificação e a formação de profissionais da saúde que trabalham nos setores ligados à obstetrícia e neonatologia, através da integração entre formação, atenção e gestão. O projeto foi lançado no ano de 2017 e constituído por 96 hospitais de ensino de todo o país. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar o grau de implantação do Projeto APICE ON no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Para isso, utilizou-se a estratégia do estudo de caso e 3 técnicas de coleta de dados: pesquisa documental, observação sistemática, entrevistas e questionários individuais. Foi construído também o modelo lógico do projeto e uma matriz de análise dos indicadores. O critério que verificou a presença de protocolos, rotinas e normas teve um resultado “aceitável”. A ambiência e a estrutura física tiveram resultados “insatisfatório” e “adequado”, respectivamente. Sobre a avaliação das puérperas quanto ao serviço, 77% relataram sentir “ótimo bem-estar”. Já quanto aos profissionais, 100% tiveram desempenho “ótimo” em suas respostas. O componente atenção obteve 49% da pontuação máxima, sendo considerado “insatisfatório” e os componentes formação e gestão obtiveram  65% e 67%  do total respectivamente, sendo ambos classificados como “aceitável”. A soma das pontuações dos 3 componentes resultou em um percentual atingido de 53%, classificado como “aceitável”. Foram evidenciadas fragilidades de recursos humanos, físicos, estruturais e organizacionais; o hospital também possui diversas deficiências na implantação do projeto, como a dificuldade em vincular a gestante ao serviço, a limitada atuação do enfermeiro obstétrico na assistência direta ao parto, o baixo uso do partograma e a escassa realização de analgesia regional. Os resultados positivos foram: a presença do acompanhante em todo o processo de parto; a construção e implantação de instrumento para quantificar os indicadores; a presença do enfermeiro obstétrico em 100% dos plantões do COB; a criação de protocolos e melhorias nos fluxos assistenciais; o bom resultado de vários indicadores de boas práticas de assistência ao parto e a avaliação positiva por parte das usuárias do serviço. Os resultados dessa pesquisa apresentam elementos que podem contribuir para a reflexão e discussão entre profissionais e gestores, com o intuito de reavaliar e reorganizar o processo de assistência. É preciso, portanto, que as ações exitosas do projeto sejam mantidas e que os processos de trabalho sejam revisitados para o alcance das metas pactuadas.



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  • A saúdematerno-infantil no Brasil encontra-se inserida em um contexto de contradição, visto que, apesar do avanço da área ter contribuído com a melhoria nos indicadores de saúde dessa população, as taxas de morbimortalidade ainda persistem em patamares incompatíveis com o nível de desenvolvimento do país. Esse intenso processo de medicalização do parto, fez o país atingir a segunda maior taxa de cesarianas do mundo (55%), além de submeter mulheres e recém-nascidos a intervenções sem evidências científicas, que desrespeitam os aspectos emocionais, físicos e culturais do momento.  Diante desse cenário, ações de mudanças têm sido implementadas no Brasil para promover um modo de nascer, mais seguro e humanizado. Como exemplo, tem-se o Projeto APICE ON, com o objetivo de aprimorar a qualificação e a formação de profissionais da saúde que trabalham nos setores ligados à obstetrícia e neonatologia, através da integração entre formação, atenção e gestão. O projeto foi lançado no ano de 2017 e constituído por 96 hospitais de ensino de todo o país. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar o grau de implantação do Projeto APICE ON no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Para isso, utilizou-se a estratégia do estudo de caso e 3 técnicas de coleta de dados: pesquisa documental, observação sistemática, entrevistas e questionários individuais. Foi construído também o modelo lógico do projeto e uma matriz de análise dos indicadores. O critério que verificou a presença de protocolos, rotinas e normas teve um resultado “aceitável”. A ambiência e a estrutura física tiveram resultados “insatisfatório” e “adequado”, respectivamente. Sobre a avaliação das puérperas quanto ao serviço, 77% relataram sentir “ótimo bem-estar”. Já quanto aos profissionais, 100% tiveram desempenho “ótimo” em suas respostas. O componente atenção obteve 49% da pontuação máxima, sendo considerado “insatisfatório” e os componentes formação e gestão obtiveram  65% e 67%  do total respectivamente, sendo ambos classificados como “aceitável”. A soma das pontuações dos 3 componentes resultou em um percentual atingido de 53%, classificado como “aceitável”. Foram evidenciadas fragilidades de recursos humanos, físicos, estruturais e organizacionais; o hospital também possui diversas deficiências na implantação do projeto, como a dificuldade em vincular a gestante ao serviço, a limitada atuação do enfermeiro obstétrico na assistência direta ao parto, o baixo uso do partograma e a escassa realização de analgesia regional. Os resultados positivos foram: a presença do acompanhante em todo o processo de parto; a construção e implantação de instrumento para quantificar os indicadores; a presença do enfermeiro obstétrico em 100% dos plantões do COB; a criação de protocolos e melhorias nos fluxos assistenciais; o bom resultado de vários indicadores de boas práticas de assistência ao parto e a avaliação positiva por parte das usuárias do serviço. Os resultados dessa pesquisa apresentam elementos que podem contribuir para a reflexão e discussão entre profissionais e gestores, com o intuito de reavaliar e reorganizar o processo de assistência. É preciso, portanto, que as ações exitosas do projeto sejam mantidas e que os processos de trabalho sejam revisitados para o alcance das metas pactuadas.


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  • CAMILA CLAUDINO DE SOUZA
  • ANÁLISE DOS FATORES ASSOCIADOS À JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE NO ESTADO DE PERNAMBUCO

  • Orientador : PAULO HENRIQUE PEREIRA DE MENESES VAZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MICHELLY CRISTINY PEREIRA
  • TATIANE ALMEIDA DE MENEZES
  • FABIO HENRIQUE CAVALCANTI DE OLIVEIRA
  • Data: 29/06/2022

  • Mostrar Resumo
  • Com a expansão do Direito à Saúde houve o surgimento da judicialização da saúde.
    Esse fenômeno apresenta aspectos políticos, sociais, éticos e sanitários, sendo
    necessário compreender as relações institucionais referentes à judicialização da saúde
    pública no Brasil, bem como dados da judicialização no país e em Pernambuco. O
    objetivo deste trabalho foi analisar fatores associados à judicialização da saúde a partir
    de dados obtidos das ações judiciais propostas contra o Estado de Pernambuco. Foi
    conduzido um estudo quantitativo, descritivo e analítico, com dados da Secretaria
    Estadual de Saúde de Pernambuco, dos anos de 2015 a 2020. Foram selecionadas
    variáveis sobre dados demográficos, territoriais, profissionais envolvidos e dados de
    saúde dos pacientes, e informações sobre os medicamentos solicitados. O percentual de
    deferimento das ações judiciais foi de 91,67%, e o de presença de requerimentos
    administrativos nas ações foi de 26,73%. Há tendência de queda nas ações e nos
    requerimentos administrativos prévios na análise temporal. Pedidos de medicamentos
    corresponderam a 61,61% do total, seguidos de leitos hospitalares (8,7%), sendo este
    com maior percentual de deferimento. Observa-se queda percentual nos pedidos de
    medicamentos. Há concentração de ações judiciais na RMR e nos polos do interior, e
    alta demanda dos serviços vinculados ao SUS (74,48%) e alta participação da advocacia
    pública (53,5%). Ações patrocinadas pelo MPPE e vindas do interior têm mais chances
    de deferimento. Observa-se incidência das doenças crônicas não transmissíveis, no
    entanto doenças do aparelho geniturinário e do aparelho digestivo são as que têm mais
    chances de deferimento. A demanda por medicamentos não incorporados ao SUS é de
    54,36% do total, sendo a maior parte para medicamentos antineoplásicos. Têm mais
    chances de realizar pedido administrativo pacientes do Recife e RMR, patrocinados pela
    DPPE e DPU, e têm menos chances pacientes do interior e assistidos por OSS. Não foi
    identificada influência do status da incorporação dos medicamentos no deferimento das
    ações ou na presença dos requerimentos. Conclui-se que a judicialização da saúde em
    Pernambuco decorre fortemente de problemas relacionados à gestão dos serviços
    públicos, notadamente falta de leitos em UTI, e ainda uma insuficiente política de
    tratamento oncológico.


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  • Com a expansão do Direito à Saúde houve o surgimento da judicialização da saúde.
    Esse fenômeno apresenta aspectos políticos, sociais, éticos e sanitários, sendo
    necessário compreender as relações institucionais referentes à judicialização da saúde
    pública no Brasil, bem como dados da judicialização no país e em Pernambuco. O
    objetivo deste trabalho foi analisar fatores associados à judicialização da saúde a partir
    de dados obtidos das ações judiciais propostas contra o Estado de Pernambuco. Foi
    conduzido um estudo quantitativo, descritivo e analítico, com dados da Secretaria
    Estadual de Saúde de Pernambuco, dos anos de 2015 a 2020. Foram selecionadas
    variáveis sobre dados demográficos, territoriais, profissionais envolvidos e dados de
    saúde dos pacientes, e informações sobre os medicamentos solicitados. O percentual de
    deferimento das ações judiciais foi de 91,67%, e o de presença de requerimentos
    administrativos nas ações foi de 26,73%. Há tendência de queda nas ações e nos
    requerimentos administrativos prévios na análise temporal. Pedidos de medicamentos
    corresponderam a 61,61% do total, seguidos de leitos hospitalares (8,7%), sendo este
    com maior percentual de deferimento. Observa-se queda percentual nos pedidos de
    medicamentos. Há concentração de ações judiciais na RMR e nos polos do interior, e
    alta demanda dos serviços vinculados ao SUS (74,48%) e alta participação da advocacia
    pública (53,5%). Ações patrocinadas pelo MPPE e vindas do interior têm mais chances
    de deferimento. Observa-se incidência das doenças crônicas não transmissíveis, no
    entanto doenças do aparelho geniturinário e do aparelho digestivo são as que têm mais
    chances de deferimento. A demanda por medicamentos não incorporados ao SUS é de
    54,36% do total, sendo a maior parte para medicamentos antineoplásicos. Têm mais
    chances de realizar pedido administrativo pacientes do Recife e RMR, patrocinados pela
    DPPE e DPU, e têm menos chances pacientes do interior e assistidos por OSS. Não foi
    identificada influência do status da incorporação dos medicamentos no deferimento das
    ações ou na presença dos requerimentos. Conclui-se que a judicialização da saúde em
    Pernambuco decorre fortemente de problemas relacionados à gestão dos serviços
    públicos, notadamente falta de leitos em UTI, e ainda uma insuficiente política de
    tratamento oncológico.

15
  • ANDRE FILIPE DAS CHAGAS PESSOA
  • ANÁLISE DE CUSTO DOS ATENDIMENTOS DOMICILIARES JUDICIALIZADOS A PACIENTES DE ALTA COMPLEXIDADE EM PERNAMBUCO

  • Orientador : ADRIANA FALANGOLA BENJAMIN BEZERRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIANA GONCALVES DE ARAUJO
  • KEILA SILENE DE BRITO E SILVA
  • MOACYR JESUS BARRETO DE MELO REGO
  • Data: 05/07/2022

  • Mostrar Resumo
  • O atendimento domiciliar traz vantagens para o paciente frente à assistência hospitalar, por diminuir o risco de contrair infecções nosocomiais e oferecer o aconchego do ambiente doméstico. Nas últimas três décadas, o setor de serviços de saúde domiciliar cresceu significativamente no Brasil. No Sistema Único de Saúde (SUS), a atenção domiciliar é a modalidade mais ampla e envolve ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças, e reabilitação, sendo prestada no âmbito da atenção básica por meio do trabalho multiprofissional na Estratégia de Saúde da Família. O atendimento domiciliar, inserido na atenção domiciliar, é o conjunto de atividades programadas de caráter ambulatorial, enquanto que, a Internação Domiciliar (ID) consiste na atenção em tempo integral a paciente com quadro clínico mais complexo e com necessidade de tecnologia especializada, sendo um tipo de atendimento domiciliar. Os casos de ID, sob gestão da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE), são todos judicializados. Diante da carência de informações, este estudo buscou estimar os custos do serviço de ID prestado pela SES/PE. O estudo traz uma avaliação econômica parcial de caráter quantitativo, retrospectivo e exploratório, a partir do método de Custeio Baseado em Atividades. Os dados foram coletados junto à SES/PE e remetem à prestação do serviço no ano de 2018. Esses dados foram organizados, em planilhas do Excel, segundo atividades realizadas no cuidado ao paciente, as quais foram definidas por meio de consultas a especialistas e análise documental. O valor estimado do serviço de ID, por paciente, foi de R$ 16.114,58 (US$ 4.158,81) ao mês. A análise dos dados evidenciou a realização de 12 atividades no serviço de ID e que a equipe de enfermagem é a categoria que assume a maior parte dessas atividades, correspondendo a 71,5% do total dos custos. Por outro lado, a assistência dos fisioterapeutas motor e respiratório e do fonoaudiólogo são as atividades de mais baixo custo, equivalendo cada uma delas a 2% do total dos custos. Conclui-se que, existe a possibilidade de redução de custos na prestação do serviço, caso assumido pela gestão, sem a utilização da oferta terceirizada. A não inclusão de custos indiretos no cálculo se apresenta como uma limitação do estudo. Por se tratar de um estudo de custos de caráter inédito, espera-se contribuir para o conhecimento no campo da economia da saúde, fomentando a elaboração de novos estudos na área, e auxiliar os gestores na tomada de decisão sobre a prestação deste serviço no SUS.


  • Mostrar Abstract
  • O atendimento domiciliar traz vantagens para o paciente frente à assistência hospitalar, por diminuir o risco de contrair infecções nosocomiais e oferecer o aconchego do ambiente doméstico. Nas últimas três décadas, o setor de serviços de saúde domiciliar cresceu significativamente no Brasil. No Sistema Único de Saúde (SUS), a atenção domiciliar é a modalidade mais ampla e envolve ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças, e reabilitação, sendo prestada no âmbito da atenção básica por meio do trabalho multiprofissional na Estratégia de Saúde da Família. O atendimento domiciliar, inserido na atenção domiciliar, é o conjunto de atividades programadas de caráter ambulatorial, enquanto que, a Internação Domiciliar (ID) consiste na atenção em tempo integral a paciente com quadro clínico mais complexo e com necessidade de tecnologia especializada, sendo um tipo de atendimento domiciliar. Os casos de ID, sob gestão da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE), são todos judicializados. Diante da carência de informações, este estudo buscou estimar os custos do serviço de ID prestado pela SES/PE. O estudo traz uma avaliação econômica parcial de caráter quantitativo, retrospectivo e exploratório, a partir do método de Custeio Baseado em Atividades. Os dados foram coletados junto à SES/PE e remetem à prestação do serviço no ano de 2018. Esses dados foram organizados, em planilhas do Excel, segundo atividades realizadas no cuidado ao paciente, as quais foram definidas por meio de consultas a especialistas e análise documental. O valor estimado do serviço de ID, por paciente, foi de R$ 16.114,58 (US$ 4.158,81) ao mês. A análise dos dados evidenciou a realização de 12 atividades no serviço de ID e que a equipe de enfermagem é a categoria que assume a maior parte dessas atividades, correspondendo a 71,5% do total dos custos. Por outro lado, a assistência dos fisioterapeutas motor e respiratório e do fonoaudiólogo são as atividades de mais baixo custo, equivalendo cada uma delas a 2% do total dos custos. Conclui-se que, existe a possibilidade de redução de custos na prestação do serviço, caso assumido pela gestão, sem a utilização da oferta terceirizada. A não inclusão de custos indiretos no cálculo se apresenta como uma limitação do estudo. Por se tratar de um estudo de custos de caráter inédito, espera-se contribuir para o conhecimento no campo da economia da saúde, fomentando a elaboração de novos estudos na área, e auxiliar os gestores na tomada de decisão sobre a prestação deste serviço no SUS.

2021
Dissertações
1
  • MICHELE ROSE DO NASCIMENTO
  • MORTALIDADE DE MULHERES EM IDADE FÉRTIL POR AGRESSÕES NO

    BRASIL NO PERÍODO DE 2002 A 2012

  • Orientador : TATIANE ALMEIDA DE MENEZES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CESAR AUGUSTO SOUZA DE ANDRADE
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • RODRIGO GOMES DE ARRUDA
  • Data: 15/01/2021

  • Mostrar Resumo
  • A violência contra as mulheres, denominada “violência de gênero”, é uma violação dos direitos
    humanos, ocorre através de agressões e do homicídio/feminicídio, envolve toda ação de
    discriminação em relação ao gênero que ocasione dano ou sofrimento a mulher. Presente na
    história humana, ela foi naturalizada pelo patriarcado, ao colocar o feminino como inferior
    numa hierarquia de papeis e espaços de acordo com o sexo biológico. Para quebrar esse
    paradigma, aparece a questão de gênero, explicando-a como uma construção social de
    subordinação da mulher, podendo ser modificada. Essa violência, além de afetar a vítima, seus
    familiares e amigos, também impacta na área de saúde, na economia e no Estado. Diante dessa
    realidade o objetivo dessa dissertação foi analisar a mortalidade de mulheres em idade fértil no
    Brasil por agressões, no período de 2002 a 2012, de acordo com fatores sociodemográficos. A
    pesquisa foi realizada através de estudo descritivo, analisando as informações sobre os óbitos
    de mulheres em idade fértil através de variáveis sociodemográficos, temporais, regionais e
    macroeconômicas, disponíveis por meio do banco de dados do TABNET, no Sistema de
    Informação sobre Mortalidade (SIM) do Sistema Único de Saúde (SUS), e do Instituto
    Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Departamento de Informática do SUS
    (DATASUS) e do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD/IPEA e FJP).
    Observou-se que a agressão é uma das cinco primeiras causas de óbitos feminino e apresentando
    crescimento no período. Verificou-se que a maioria das mulheres assassinadas são solteiras
    (estado civil/informalidade conjugal), têm, em sua maioria, de 30 a 49 anos, com baixa
    escolaridade (ensino fundamental), são negras e residentes das Regiões Norte, Nordeste e parte
    do Centro-oeste do Brasil, locais que apresentam maior nível de vulnerabilidade
    sociodemográfica, conforme visto através de dados do Produto Interno Bruto - PIB Per Capita,
    Índice de Gini e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Além disso o principal meio de
    assassinato foi a arma de fogo. Já o local de óbito foi constatado tanto o domicílio quanto a via
    pública, mostrando que a residência não é um local seguro para a mulher, bem como incorpora
    o debate quanto à classificação de óbito feminino quanto a ser ou não um feminicídio resultante
    de violência de gênero (morte da mulher, por ser mulher), além de impactar na saúde, pois um
    número significativo de óbitos aconteceu num hospital (local de acesso a serviços
    especializados em urgência/emergência que são de alto custo). Percebeu-se que o país tem uma
    alta taxa de mortalidade da população feminina em idade reprodutiva, sendo a maioria dos
    óbitos decorrentes de causa/doenças consideradas evitáveis, mostrando um indicativo de

    ocorrência de falhas em políticas públicas de prevenção, atendimento e acesso da mulher. A
    realidade em relação aos óbitos por agressões encontrado na pesquisa pode ser considerada
    gravíssima, além constatar que ela estar em expansão por todo território do Brasil,
    principalmente em grupos e áreas de vulnerabilidade social, evidenciando a ligação com as
    questões de desigualdade social em todos os aspectos sociodemográficos.


  • Mostrar Abstract
  • A violência contra as mulheres, denominada “violência de gênero”, é uma violação dos direitos
    humanos, ocorre através de agressões e do homicídio/feminicídio, envolve toda ação de
    discriminação em relação ao gênero que ocasione dano ou sofrimento a mulher. Presente na
    história humana, ela foi naturalizada pelo patriarcado, ao colocar o feminino como inferior
    numa hierarquia de papeis e espaços de acordo com o sexo biológico. Para quebrar esse
    paradigma, aparece a questão de gênero, explicando-a como uma construção social de
    subordinação da mulher, podendo ser modificada. Essa violência, além de afetar a vítima, seus
    familiares e amigos, também impacta na área de saúde, na economia e no Estado. Diante dessa
    realidade o objetivo dessa dissertação foi analisar a mortalidade de mulheres em idade fértil no
    Brasil por agressões, no período de 2002 a 2012, de acordo com fatores sociodemográficos. A
    pesquisa foi realizada através de estudo descritivo, analisando as informações sobre os óbitos
    de mulheres em idade fértil através de variáveis sociodemográficos, temporais, regionais e
    macroeconômicas, disponíveis por meio do banco de dados do TABNET, no Sistema de
    Informação sobre Mortalidade (SIM) do Sistema Único de Saúde (SUS), e do Instituto
    Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Departamento de Informática do SUS
    (DATASUS) e do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD/IPEA e FJP).
    Observou-se que a agressão é uma das cinco primeiras causas de óbitos feminino e apresentando
    crescimento no período. Verificou-se que a maioria das mulheres assassinadas são solteiras
    (estado civil/informalidade conjugal), têm, em sua maioria, de 30 a 49 anos, com baixa
    escolaridade (ensino fundamental), são negras e residentes das Regiões Norte, Nordeste e parte
    do Centro-oeste do Brasil, locais que apresentam maior nível de vulnerabilidade
    sociodemográfica, conforme visto através de dados do Produto Interno Bruto - PIB Per Capita,
    Índice de Gini e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Além disso o principal meio de
    assassinato foi a arma de fogo. Já o local de óbito foi constatado tanto o domicílio quanto a via
    pública, mostrando que a residência não é um local seguro para a mulher, bem como incorpora
    o debate quanto à classificação de óbito feminino quanto a ser ou não um feminicídio resultante
    de violência de gênero (morte da mulher, por ser mulher), além de impactar na saúde, pois um
    número significativo de óbitos aconteceu num hospital (local de acesso a serviços
    especializados em urgência/emergência que são de alto custo). Percebeu-se que o país tem uma
    alta taxa de mortalidade da população feminina em idade reprodutiva, sendo a maioria dos
    óbitos decorrentes de causa/doenças consideradas evitáveis, mostrando um indicativo de

    ocorrência de falhas em políticas públicas de prevenção, atendimento e acesso da mulher. A
    realidade em relação aos óbitos por agressões encontrado na pesquisa pode ser considerada
    gravíssima, além constatar que ela estar em expansão por todo território do Brasil,
    principalmente em grupos e áreas de vulnerabilidade social, evidenciando a ligação com as
    questões de desigualdade social em todos os aspectos sociodemográficos.

2
  • SHEILA CRISTINA SILVA DE MELO
  • RESULTADOS DO EIXO ATENÇÃO À SAÚDE DO PLANO VIVER SEM LIMITE: UMA AVALIAÇÃO FOCADA NAS AÇÕES DESTINADAS À PROMOÇÃO DA SAÚDE AUDITIVA (2012 A 2019)

  • Orientador : FABIOLA SULPINO VIEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CLÁUDIA FIGUEIRÓ
  • MARIA LUIZA LOPES TIMOTEO DE LIMA
  • ROBERTA DE MORAES ROCHA
  • Data: 02/09/2021

  • Mostrar Resumo
  • A deficiência auditiva é o terceiro tipo de deficiência mais prevalente no Brasil. No País, o Plano Viver sem Limite (PVSL) é a mais relevante política pública voltada à inclusão social das pessoas com deficiência (PcD). Ele foi dividido em quatro eixos estratégicos, dentre eles, o de atenção à saúde (EAS). O objetivo do estudo foi avaliar o EAS-PVSL, especialmente em relação aos resultados das ações destinadas à promoção da saúde auditiva, implementadas no período de 2012 a 2019. Adicionalmente, identificar os critérios mais utilizados para o diagnóstico da deficiência auditiva na literatura científica. Realizou-se uma avaliação ex-post, do tipo avaliação de resultados do EAS-PVSL, e uma revisão de escopo da literatura científica. Verificou-se que os gastos com o EAS-PVSL sofreram reduções significativas a partir de 2017 e que parte das metas físicas previstas para serem atingidas até 2014 não foram alcançadas. Quanto ao diagnóstico da perda auditiva, observou-se que não há consenso na literatura sobre qual é o melhor critério a ser utilizado, embora haja predominância de um deles, que não é o previsto na legislação brasileira. Conclui-se que houve ampliação e qualificação da rede de atenção à saúde voltada às PcD com a implementação do EAS-PVSL, mas que os avanços obtidos ficaram aquém do planejado. Ademais, que o programa sofre um preocupante processo de esvaziamento progressivo, considerando que nenhuma outra iniciativa foi implantada em seu lugar.


  • Mostrar Abstract
  • A deficiência auditiva é o terceiro tipo de deficiência mais prevalente no Brasil. No País, o Plano Viver sem Limite (PVSL) é a mais relevante política pública voltada à inclusão social das pessoas com deficiência (PcD). Ele foi dividido em quatro eixos estratégicos, dentre eles, o de atenção à saúde (EAS). O objetivo do estudo foi avaliar o EAS-PVSL, especialmente em relação aos resultados das ações destinadas à promoção da saúde auditiva, implementadas no período de 2012 a 2019. Adicionalmente, identificar os critérios mais utilizados para o diagnóstico da deficiência auditiva na literatura científica. Realizou-se uma avaliação ex-post, do tipo avaliação de resultados do EAS-PVSL, e uma revisão de escopo da literatura científica. Verificou-se que os gastos com o EAS-PVSL sofreram reduções significativas a partir de 2017 e que parte das metas físicas previstas para serem atingidas até 2014 não foram alcançadas. Quanto ao diagnóstico da perda auditiva, observou-se que não há consenso na literatura sobre qual é o melhor critério a ser utilizado, embora haja predominância de um deles, que não é o previsto na legislação brasileira. Conclui-se que houve ampliação e qualificação da rede de atenção à saúde voltada às PcD com a implementação do EAS-PVSL, mas que os avanços obtidos ficaram aquém do planejado. Ademais, que o programa sofre um preocupante processo de esvaziamento progressivo, considerando que nenhuma outra iniciativa foi implantada em seu lugar.

3
  • JÉSSICA VASCONCELOS DE LACERDA MACÊDO
  • ACURÁCIA DE TESTES RÁPIDOS COMERCIAIS PARA O DIAGNÓSTICO DA DENGUE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

  • Orientador : CESAR AUGUSTO SOUZA DE ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MAIRA GALDINO DA ROCHA PITTA
  • ROBERTA DE MORAES ROCHA
  • MARDONNY BRUNO DE OLIVEIRA CHAGAS
  • Data: 26/11/2021

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  • O diagnóstico laboratorial da dengue desempenha um papel fundamental no manejo clínica da doença. Os testes imunocromatográficos rápidos são frequentemente utilizados pela sua rapidez e simplicidade. Com isso, surgiu a necessidade de verificação da precisão desses testes para subsidiar sua utilização em larga escala. Esta revisão sistemática objetiva avaliar a acurácia de testes rápidos comerciais para o diagnóstico da dengue. A pesquisa foi realizada nas bases: LILACS, Medline (Pubmed), CRD, The Cochrane Library, Trip Medical Database e Google Scholar. O diagnóstico sorológico através de ELISA foi adotado como teste de referência. Foram incluídos 17 artigos científicos, totalizando 6.837 indivíduos participantes. Foram gerados gráficos Forest Plot e curvas ROC através do Meta-DiSc 1.4. O QUADAS-2 foi utilizado para avaliar o risco de viés dos estudos. A qualidade da evidência foi avaliada usando o GRADE. A sensibilidade do IgM nos testes variou de 13,8% a 90%, enquanto a do NS1 variou de 14,7% a 100% (IC 95%). Quando houve associação na detecção dos anticorpos com o NS1, a sensibilidade aumentou. Os três analitos juntos obtiveram sensibilidade que variou entre 77.3% a 98.7%. A detecção da proteína NS1 nos testes imunocromatográficos, principalmente se associada à detecção de anticorpos, aumentou a acurácia e tornou sua aplicação mais segura e confiável.


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  • O diagnóstico laboratorial da dengue desempenha um papel fundamental no manejo clínica da doença. Os testes imunocromatográficos rápidos são frequentemente utilizados pela sua rapidez e simplicidade. Com isso, surgiu a necessidade de verificação da precisão desses testes para subsidiar sua utilização em larga escala. Esta revisão sistemática objetiva avaliar a acurácia de testes rápidos comerciais para o diagnóstico da dengue. A pesquisa foi realizada nas bases: LILACS, Medline (Pubmed), CRD, The Cochrane Library, Trip Medical Database e Google Scholar. O diagnóstico sorológico através de ELISA foi adotado como teste de referência. Foram incluídos 17 artigos científicos, totalizando 6.837 indivíduos participantes. Foram gerados gráficos Forest Plot e curvas ROC através do Meta-DiSc 1.4. O QUADAS-2 foi utilizado para avaliar o risco de viés dos estudos. A qualidade da evidência foi avaliada usando o GRADE. A sensibilidade do IgM nos testes variou de 13,8% a 90%, enquanto a do NS1 variou de 14,7% a 100% (IC 95%). Quando houve associação na detecção dos anticorpos com o NS1, a sensibilidade aumentou. Os três analitos juntos obtiveram sensibilidade que variou entre 77.3% a 98.7%. A detecção da proteína NS1 nos testes imunocromatográficos, principalmente se associada à detecção de anticorpos, aumentou a acurácia e tornou sua aplicação mais segura e confiável.

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  • FABIANA DE OLIVEIRA BARROS
  • UMA PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE MODELO CONCEITUAL DE GERENCIAMENTO MATRICIAL DE DESPESAS EM UMA UNIDADE DE SAÚDE GERIDA POR ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE.

  • Orientador : UMBELINA CRAVO TEIXEIRA LAGIOIA TORRES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JULIANA GONCALVES DE ARAUJO
  • ROBERTA DE MORAES ROCHA
  • RODRIGO VICENTE DOS PRAZERES
  • Data: 01/12/2021

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  • A presente pesquisa apresenta uma Proposta de Implantação de um Modelo
    Conceitual de Gerenciamento Matricial de Despesas em Unidades de Saúde
    geridas por uma Organização Social de Saúde (OSS) do Estado de Pernambuco,
    mediante Contrato de Gestão, considerando a necessidade de um melhor
    gerenciamento, monitoramento e controle orçamentário dos recursos públicos,
    com vistas a uma melhor aplicabilidade desses recursos e redução de
    desperdícios. Nesse sentido, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o tema
    com o objetivo de identificar na literatura o que era necessário para a
    implantação dessa metodologia. Em seguida apresentou-se uma proposta de
    implantação de GMD adaptada ao modelo de Unidades de Saúde geridas por
    OSS. Posteriormente, realizou-se um questionário no intuito de verificar a
    viabilidade de aplicação do GMD, pelos responsáveis por tomadas de decisão
    da Secretaria Estadual de Saúde, pelos gestores das OSS e pelos gestores das
    Unidades de Saúde geridas por OSS. Como principais resultados observou-se
    que: a) 93,5% dos entrevistados acham interessante a implantação do GMD nas
    Unidades de Saúde geridas por OSS; b) o Gerenciamento Matricial de Despesa
    é uma ferramenta que apoia o planejamento e o controle das despesas, auxilia
    as instituições a manterem-se competitivas e potencializa o seu controle e
    gerenciamento econômico; e c) é importante ter uma Controladoria forte, com
    seus papéis bem definidos para facilitar a implantação do GMD, como área de
    apoio e desenvolvimento de estudos e que o acompanhamento por parte do
    gestor da área é de fundamental importância no gerenciamento matricial de
    despesa.


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  • A presente pesquisa apresenta uma Proposta de Implantação de um Modelo
    Conceitual de Gerenciamento Matricial de Despesas em Unidades de Saúde
    geridas por uma Organização Social de Saúde (OSS) do Estado de Pernambuco,
    mediante Contrato de Gestão, considerando a necessidade de um melhor
    gerenciamento, monitoramento e controle orçamentário dos recursos públicos,
    com vistas a uma melhor aplicabilidade desses recursos e redução de
    desperdícios. Nesse sentido, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o tema
    com o objetivo de identificar na literatura o que era necessário para a
    implantação dessa metodologia. Em seguida apresentou-se uma proposta de
    implantação de GMD adaptada ao modelo de Unidades de Saúde geridas por
    OSS. Posteriormente, realizou-se um questionário no intuito de verificar a
    viabilidade de aplicação do GMD, pelos responsáveis por tomadas de decisão
    da Secretaria Estadual de Saúde, pelos gestores das OSS e pelos gestores das
    Unidades de Saúde geridas por OSS. Como principais resultados observou-se
    que: a) 93,5% dos entrevistados acham interessante a implantação do GMD nas
    Unidades de Saúde geridas por OSS; b) o Gerenciamento Matricial de Despesa
    é uma ferramenta que apoia o planejamento e o controle das despesas, auxilia
    as instituições a manterem-se competitivas e potencializa o seu controle e
    gerenciamento econômico; e c) é importante ter uma Controladoria forte, com
    seus papéis bem definidos para facilitar a implantação do GMD, como área de
    apoio e desenvolvimento de estudos e que o acompanhamento por parte do
    gestor da área é de fundamental importância no gerenciamento matricial de
    despesa.

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