Antes de envelhecer: subjetivação, envelhecimento e precariedade.
Envelhecimento; Velhice; Discurso; Biopolítica; Redes sociais.
Esta pesquisa, em sua movimentação teórico-analítica, abraçou o ensaio como possibilidade metodológica e de escrita, buscando tensionar os modos instituídos de produção do conhecimento acadêmico. Ao trabalhar com discursividades que circulam nas redes sociais, especialmente no Instagram, investigou-se como o envelhecimento, a velhice e os sujeitos velhos vêm sendo produzidos no tempo presente. A partir de uma perspectiva pós-estruturalista, a tese se organiza em ensaios teórico-conceituais que mobilizam os eixos da biopolítica, da precariedade, da subjetivação e do envelhecimento, e em uma análise discursiva estruturada em três movimentos: envelhecimento e estética; envelhecimento e gestão do corpo e da saúde; e envelhecimento produtivo, articulado ao trabalho e ao estudo. No entrelaçar dessas discursividades, evidencia-se que o envelhecimento não se inicia apenas com o avançar da idade, mas é produzido discursivamente antes mesmo de envelhecer.