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Banca de DEFESA: MAIARA KAROLINE RAMALHO VIANA DE MELO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MAIARA KAROLINE RAMALHO VIANA DE MELO
DATA : 26/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Online
TÍTULO:

“O ‘V’ É DE ‘VIADO’... E O ‘M’ É DE ‘MULHER’”: CARTOGRAFIAS DE CORPOS, GÊNEROS SEXUALIDADES NA CULTURA TORCEDORA DA ARQUIBANCADA DO FUTEBOL PERNAMBUCANO

 


PALAVRAS-CHAVES:

gênero; cultura torcedora; arquibancada de futebol; educação não formal; performatividade.

 


PÁGINAS: 135
RESUMO:

Esta dissertação tem como objeto a cultura torcedora da arquibancada de futebol, com ênfase nas relações de gênero, sexualidade e poder que atravessam as práticas, discursos e performances legitimadas nesse espaço. O problema de pesquisa consiste em compreender como determinados corpos são autorizados a pertencer à arquibancada enquanto outros são regulados, precarizados ou tornados abjetos, mesmo em contextos que se autodeclaram inclusivos e populares. O objetivo geral é analisar como se produzem, se reproduzem e se tensionam normas de gênero e sexualidade na arquibancada do Santa Cruz Futebol Clube, tomando como foco empírico o Movimento Coralinas, coletivo feminista formado por torcedoras do clube. A discussão teórica ancora-se na perspectiva pós-estruturalista em educação, mobilizando contribuições de Michel Foucault sobre poder, discurso e governamentalidade; Judith Butler, especialmente os conceitos de performatividade, precariedade e corpos em aliança; Gilles Deleuze e Félix Guattari, a partir da cartografia como gesto teórico-metodológico; além de autoras e autores dos estudos de gênero, educação e futebol, como Guacira Lopes Louro, Lélia Gonzalez, Soraya Barreto Januário e Gustavo Andrada Bandeira. Metodologicamente, o estudo adota a cartografia como atitude de pesquisa, articulada à observação participante, registros em cadernos de campo, análise cultural de cantos, rituais e práticas torcedoras, registros fotográficos e aporte autobiográfico, considerando a implicação da pesquisadora como torcedora e liderança do Movimento Coralinas desde sua fundação. Os resultados evidenciam que a arquibancada opera como um espaço pedagógico informal de produção de subjetividades, no qual se ensinam e se regulam modos de ser torcedor/a a partir de hierarquias de gênero e sexualidade. Embora o discurso do “Clube do Povo” e da inclusão esteja presente, persistem microviolências e práticas discursivas excludentes que recaem sobre mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e sujeitos racializados. Ao mesmo tempo, o trabalho do Movimento Coralinas revela a potência das alianças políticas e afetivas na produção de fissuras nas normas hegemônicas, ampliando as possibilidades de pertencimento, cuidado, resistência e transformação da cultura torcedora.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2331197 - ANNA LUIZA ARAUJO RAMOS MARTINS DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - FRANKLIN KAIC DUTRA-PEREIRA
Externa à Instituição - RAFAELA SOARES CELESTINO
Presidente - ***.711.474-** - ROBSON GUEDES DA SILVA - UFPE
Notícia cadastrada em: 29/01/2026 13:27
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