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Banca de DEFESA: ADRIANO JOSE PERES BEZERRA FILHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ADRIANO JOSE PERES BEZERRA FILHO
DATA : 24/08/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Online
TÍTULO:

O PARADOXO DO AFETO NA FORMAÇÃO DOCENTE: PERCURSOS EMOCIONAIS DE EGRESSOS DA LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

 


PALAVRAS-CHAVES:

Formação de Professores. Educação Emocional. Ensino de Ciências. Coerência Cardíaca. Empatia.

 


PÁGINAS: 137
RESUMO:

Esta dissertação investiga o "Paradoxo do Afeto" na formação docente, analisando de que
modo as vivências emocionais durante a graduação em Licenciatura em Ciências
Biológicas influenciam a estruturação da identidade profissional e a prática pedagógica de
seus egressos. O desenho metodológico assume caráter exploratório e qualitativo com
complemento quantitativo, integrando a realização de entrevistas semiestruturadas com o
monitoramento da Coerência Cardíaca (CC) via sistema CardioEmotion. A triangulação
de dados foi sincronizada em tempo real por meio de gravação multimodal no software
OBS Studio, permitindo correlacionar os relatos verbais com oscilações biofisiológicas. A
fundamentação teórica de fundo apoia-se na sociologia dos capitais de Bourdieu, no capital emocional em Diane Reay e Michalinos Zembylas, e nas teorias de empatia de

Edith Stein, Carl Rogers e Martin Hoffman. Os resultados qualitativos indicam que o
ambiente universitário tradicional tende a se configurar como um campo de violências
simbólicas, choques de habitus e bloqueios empáticos, punindo de maneira velada
estudantes de classes populares pela ausência de capital cultural prévio. Fisiologicamente,
identificaram-se indícios de desregulação autonômica e episódios de incoerência cardíaca
nos momentos em que os egressos acessaram memórias de alta carga afetiva, como o
estresse extremo em exames, a exaustão por sobrecarga de cuidado familiar e episódios
de assédio institucional. Em contrapartida, observaram-se indícios de autorregulação e
transições para o estado de coerência cardíaca nos relatos associados ao suporte social
entre pares e à identificação com professores âncoras. Os egressos demonstraram agência
ao subverterem o modelo acadêmico antiemocional, convertendo suas cicatrizes
formativas em um capital emocional docente de caráter reparador. Conclui-se que mente
e corpo operam de forma integrada no aprendizado e que o acolhimento afetivo e a empatia
positiva atuam como tecnologias de resistência pedagógica na escola básica pública, sendo
urgente a institucionalização das emoções nos currículos de licenciatura para resguardar a
saúde mental e a prática profissional docente.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2147781 - ERNANI NUNES RIBEIRO
Interna - 1836356 - KATIA SILVA CUNHA
Externa ao Programa - 3442098 - MARIA CAROLINA DE ANDRADE FREITAS - nullExterna à Instituição - MARILIA MARINHO DE LUCENA - UFPE
Notícia cadastrada em: 31/07/2026 10:26
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