Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCIO JOSE DE LIMA REZENDE FILHO
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCIO JOSE DE LIMA REZENDE FILHO
DATA : 02/04/2026
LOCAL: UFPE
TÍTULO: IMPLICAÇÕES EPISTÊMICAS DE ANÁLISE PSICOSSIMBÓLICA DA IDENTIDADE SOCIORRACIAL DE CIENTISTAS-DOCENTES NEGRO/A(S) NO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO DA UFPE
PALAVRAS-CHAVES: Branquitude; Docentes negros; Epistemicídio; PPGEdu/UFPE; Análise Psicossimbólica
PÁGINAS: 142
RESUMO: Esta dissertação investiga as implicações epistêmicas e psicossimbólicas da identidade sociorracial de docentes negros e negras vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco (PPGEdu/UFPE). O estudo problematiza a hegemonia da branquitude no campo científico, compreendendo-a como um regime de poder e norma invisível que estrutura o habitus acadêmico e perpetua a colonialidade do saber através do epistemicídio. Do ponto de vista metodológico, a investigação fundamenta-se na análise de conteúdo, conforme
sistematizada por Bardin (2016), articulada a uma abordagem psicossimbólica e de "escrevivência em dados"(Evaristo, 2017). O corpus empírico é constituído pelos perfis digitais públicos da Plataforma Lattes, concebidos simultaneamente arquivos de memória institucional
materialidades documentais das trajetórias intelectuais negras. Tal procedimento permite tratar esses registros não apenas inventários curriculares, mas como inscrições biográficas atravessadas por disputas de reconhecimento, pertencimento e legitimidade científica, no recorte temporal compreendido entre 2010 e 2025. A estratégia analítica concebe esses registros como inscrições biográficas atravessadas por disputas de reconhecimento, pertencimento e legitimidade científica, permitindo mapear regularidades, silenciamentos e zonas de visibilidade no interior do campo acadêmico. A arquitetura teórica articula criticamente a sociogênese do sujeito negro formulada por Frantz Fanon (2008; 2005) à teoria do campo científico de Pierre Bourdieu
(2004), tensionadas pela leitura psicopolítica e decolonial da racialização e o inconsciente negro (Nogueira 1998; Bicudo,2010; Souza, 1983). Tal articulação visa enfrentar os limites da racionalidade eurocentrada na explicação das desigualdades raciais no interior da ciência, ao evidenciar que a produção do conhecimento é atravessada por mecanismos simbólicos de exclusão que operam segundo uma linha abissal da raça. Os resultados parciais indicam que a presença de docentes negros(as) na pós-graduação não se configura apenas como dado estatístico de diversidade institucional, mas como acontecimento político-epistêmico que tensiona as formas tradicionais de legitimação do saber. Sendo assim, a presença negra no campo opera como modalidade de insubordinação epistêmica frente às tecnologias contemporâneas dominação universitária, ao reinscrever no espaço científico trajetórias historicamente subalternizadas, e disputar os critérios de validade, neutralidade e universalidade que sustentam a hegemonia branca no espaço acadêmico.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2147781 - ERNANI NUNES RIBEIRO
Interno - 2331083 - ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
Interna - 1836356 - KATIA SILVA CUNHA
Externa à Instituição - ANDRÉIA DA SILVA QUINTANILHA SOUSA - UFRN
Notícia cadastrada em: 02/04/2026 10:04