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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA CONCEIÇÃO DOMINIQUE GOMES PAULO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA CONCEIÇÃO DOMINIQUE GOMES PAULO
DATA : 25/03/2026
LOCAL: A DEFINIR (14:30h)
TÍTULO:

AFORMAÇÃOHUMANACOMOOBREUDOMUNDO:APOÉTICAMBYÁ GUARANI COMO UM SABER ESPIRITUAL QUE HESITA NA EXPERIÊNCIA


PALAVRAS-CHAVES:

Formação humana; poéticas Guarani; filosofia educação; saberes da experiência


PÁGINAS: 28
RESUMO:

A pesquisa objetiva agenciar uma interlocução teórica com bases filosóficas não ocidentais e, em específico, com a filosofia presente na cosmovisão dos povos Mbyá Guarani. Busca-se um modo de desler a ideia de formação humana derivada do projeto pedagógico da modernidade, reivindicando nesse percurso a dimensão selvagem constituinte dos saberes e da espiritualidade tecida por esses povos. Com base nesses indicativos, defende-se que a filosofia Guarani, ao mesmo tempo em que rexiste aos processos de colonização, silenciamento e apagamento, afirma outros conceitos de formação humana. Nesse sentido, admite-se como ponto de partida que a filosofia dos povos Mbyá Guarani é articulada por meio de suas poéticas. As suas poéticas se entrelaçam e conceitualizam em uma perspectiva pragmática-existencial com uma teias de forças que atravessam seu cotidiano e afetam suas formas de pensar o mundo e a educação. Assim, é por esse caminho (poético) que esta pesquisa (filosófico-educacional) pretende trilhar a fim de colocar em cena outra compreensão do gesto de formar o humano em nossa atualidade. Em nossos termos, apreendidas enquanto uma experiência de pensamento, as poéticas ameríndias, em geral, e as poéticas Guarani, em particular, sinalizam a acontecência dos processos de formação humana em um lugar singularizante: o breu do mundo. Mas, atente-se ao fato de que o breu não opera aqui como signo de uma mera escuridão, não diz de uma parte do mundo afetada pela ausência de luz. Nesse contexto, a pergunta que guia o projeto de pesquisa é: como a poética Mbyá Guarani presente nas suas tradições míticas pode contribuir para vislumbrarmos uma formação humana aquém e além dos limites impostos pela filosofia educacional moderna? Para responder a esse questionamento, adotamos como pressuposto que, através da força das narrativas mítico-poéticas dos povos orignários, é possível mobilizar conceitos que permitem reimaginar a filosofia da educação e consequentemente a ideia de formação humana que opera como uma ancoragem de suas teorizações e de suas práticas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2331083 - ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS
Interna - 1134531 - ROSANGELA TENORIO DE CARVALHO
Externa ao Programa - ***.073.344-** - ADALGISA LEAO FERREIRA - OUTRA
Notícia cadastrada em: 23/02/2026 11:29
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