Banca de DEFESA: BRUNO DE SOUSA TETI

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNO DE SOUSA TETI
DATA : 23/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Programa de Pós-Graduação em Ciência de Materiais
TÍTULO:

INCORPORAÇÃO DE RESÍDUO DE SOLDAGEM A ARCO SUBMERSO EM ARGAMASSAS MISTAS: INVESTIGAÇÃO DAS PROPRIEDADES FÍSICAS, QUÍMICAS, MICROESTRUTURAIS E MECÂNICAS


PALAVRAS-CHAVES:

Argamassa de emboço, escória de arco submerso, resistência mecânica.


PÁGINAS: 138
RESUMO:

Este trabalho investiga os efeitos da incorporação da escória de arco submerso (EAS), um subproduto da indústria metalmecânica, nas propriedades físicas, químicas, microestruturais e mecânicas de argamassas mistas. O programa experimental avaliou composições de referência (traço 1:1:6 e relação água/cimento de 1,4) e mistura contendo teor de 10% de EAS, incorporadas sob duas modalidades distintas: adição à mistura e substituição parcial do cimento Portland. O comportamento macroscópico foi avaliado por ensaios de consistência, densidade, capilaridade e resistência mecânica (compressão axial e tração na flexão) aos 7, 14 e 28 dias. Simultaneamente, a fundamentação dos fenômenos de hidratação foi realizada mediante técnicas avançadas de caracterização: DRX, FRX, MEV/EDS, FTIR, TGA, DTA e DSC. Os resultados físicos e mecânicos evidenciaram desempenhos contrastantes dependendo da modalidade de incorporação. A adição de 10% de EAS demonstrou atuar favoravelmente no empacotamento da matriz, reduzindo a absorção de água por capilaridade e promovendo um ganho de 13,5% na resistência à tração na flexão aos 28 dias de cura. Por outro lado, a substituição parcial de 10% do cimento pela EAS resultou em decréscimo generalizado de desempenho: a resistência à compressão axial sofreu reduções de 9,1%, 19,2% e 23,1% aos 7, 14 e 28 dias, respectivamente, acompanhada por perdas de 16,8% e 3,4% na tração na flexão para os mesmos períodos iniciais e finais. A elucidação dessas perdas e ganhos mecânicos foi estabelecida pela correlação com a microestrutura. A técnica de FRX indicou que a substituição do cimento causou uma expressiva redução de 19,2% no teor de SiO₂, comprometendo diretamente a formação do gel de silicato de cálcio hidratado (C-S-H), composto essencial para a coesão da matriz. As difrações de raios-X e as imagens por MEV/EDS confirmaram a cristalização de fases inertes e estáveis inerentes à escória (espinélio, forsterita e fluorita), integradas aos produtos de hidratação tradicionais (Portlandita e etringita). Adicionalmente, o monitoramento por FTIR e pelas análises térmicas (TGA/DTA/DSC) comprovou que a presença da EAS alterou a cinética de hidratação e a taxa de carbonatação, evidenciado pelas modificações nas bandas vibracionais O-H e CO₃²⁻ e pela menor perda de massa nas transições térmicas. Conclui-se que a reciclagem da EAS atinge sua viabilidade técnica na modalidade de adição, operando como material de preenchimento, enquanto sua aplicação como substituto aglomerante mostra-se deficiente devido ao impacto inibitório na formação de produtos hidratados de alta resistência.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ESDRAS CARVALHO DA COSTA - UFPB
Externo ao Programa - 1810494 - KLEBER GONCALVES BEZERRA ALVES - nullInterna - ***.468.484-** - LILIAN KÁSSIA CAVALCANTE DA SILVA DE ASSIS - UEPE
Presidente - ***.468.484-** - LILIAN KÁSSIA CAVALCANTE DA SILVA DE ASSIS - null
Interna - 3199308 - PATRICIA MARIA ALBUQUERQUE DE FARIAS
Notícia cadastrada em: 09/07/2026 15:33
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