A MATERIALIDADE DA INFORMAÇÃO MEDIADA POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA: impactos da disputa entre homem e máquina por futuro
materialidade da informação; inteligência artificial generativa; mediação da informação; sustentabilidade; Nordeste brasileiro
Esta dissertação analisa como a materialidade da informação mediada por Inteligência Artificial Generativa (IAG) repercute no contexto ambiental contemporâneo, com atenção especial ao Nordeste brasileiro. Parte-se do entendimento de que a informação não é apenas significado ou conhecimento, mas também coisa, suporte e infraestrutura, cuja circulação depende de arranjos materiais historicamente situados. A pesquisa reconstrói a evolução dos suportes informacionais, do analógico ao digital, para demonstrar que cada transição ampliou a escala de consumo de recursos naturais, energia e água. Em seguida, examina a IAG como mediadora informacional de novo tipo, capaz não apenas de selecionar e organizar conteúdos, mas também de produzi-los em larga escala, intensificando a demanda por data centers, eletricidade e sistemas de resfriamento. O estudo também discute os impactos socioambientais dessa dinâmica em territórios vulneráveis, destacando o caso brasileiro e, de modo particular, o Nordeste, região marcada por desigualdades hídricas, vulnerabilidade climática e crescente atração por infraestruturas digitais. A pesquisa evidencia ainda lacunas de transparência, governança e planejamento territorial, apontando a necessidade de políticas públicas e critérios de sustentabilidade capazes de conciliar inovação tecnológica, justiça socioambiental e preservação dos recursos finitos.