Banca de DEFESA: THAIS BARROS BARBOZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THAIS BARROS BARBOZA
DATA : 19/12/2025
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/brr-txzy-rhk
TÍTULO:

SEMENTES DE RESISTÊNCIA: A PRÁTICA DE SI ATRAVÉS DAS ENCRUZILHADAS


PALAVRAS-CHAVES:

Decolonialidade; Pedagogia das Encruzilhadas; Corpo-Território; Autoetnografia; Narrativa.


PÁGINAS: 173
RESUMO:

Esta dissertação investiga duas experiências de educação emancipadora, utilizando a metodologia autoetnográfica e a observação participante. O percurso começa com as memórias das vivências do Ocupe UFPE – Centro de Artes e Comunicação (CAC), em 2016, apresentadas de forma autoetnográfica, e se aprofunda com os apontamentos resultantes da vivência no 4o Ciclo do Terreirada em Cena, realizado no terreiro Ìlé Àṣẹṣ Ọmọ Omi Sagbà – Casa das Águas (maio, 2025). O objetivo central é analisar como as práticas de si e as narrativas de encruzilhadas do Corpo-Território, ancoradas na Pedagogia das Encruzilhadas, se configuram como epistemologias de resistência que influenciam a crítica decolonial no campo acadêmico. Na Introdução, apresentamos a trajetória da pesquisadora, denunciando o epistemicídio e a sensação de não-pertencimento vivenciados na academia, ao passo que anunciamos o problema, os objetivos e a estrutura do trabalho. O Capítulo Um delineia o panorama da crítica decolonial, distinguindo colonialismo e colonialidade, e estabelece as âncoras conceituais da pesquisa: a Pedagogia das Encruzilhadas e o Corpo-Território, assumindo o Terreiro como matriz de saberes em contraponto à lógica acadêmica. O Capítulo Dois apresenta o relato de memória do Ocupe UFPE, revisitando-o como catalisador que, ao revelar a violência institucional, impulsionou a busca por resistência. O Capítulo Três foca na ontologia da reexistência, onde o Ìlé Àṣẹṣ Ọmọ Omi Sagbà é apresentado como o Corpo-Território que materializa a Pedagogia da Encruzilhada, servindo como lócus da vivência etnográfica do Terreirada em Cena. O Capítulo Quatro se dedica à análise etnográfica das vivências do 4o Ciclo do Terreirada em Cena, desvendando como a Pedagogia da Encruzilhada se manifesta em estratégias concretas de reexistência e combate à violência epistêmica, seguindo o referencial da prática de si. Por fim, nas Considerações Finais, apresentamos, em tom ensaístico, princípios subjetivos e territoriais para o campo do saber, que valorizam o ser, o estar e o sentir como atos de fortalecimento identitário e produção de conhecimento.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDUARDO ANTONIO BARBOSA DE MOURA SOUZA - IFPE
Presidente - ***.426.594-** - EVA ROLIM MIRANDA - UFAL
Interna - ***.305.704-** - RENATA AMORIM CADENA - IFPE
Externa à Instituição - SÂMIA BATISTA E SILVA - UFPA
Notícia cadastrada em: 16/12/2025 12:16
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