“Viemos o Alto do da Bela Vista”: quadrilha junina Rosa Linda, Linda Rosa a mais antiga de Pernambuco resistindo ao tempo
figurino; memória coletiva; quadrilha junina; cultura popular; fotografia
A pesquisa investiga os figurinos da quadrilha junina Rosa Linda, Linda Rosa, fundada em 20 de maio de 1976 em Paudalho, Zona da Mata Norte de Pernambuco, a partir da experiência do pesquisador como integrante do grupo durante a infância. Mais que um grupo artístico, a Rosa Linda representa um modo de existir em Paudalho, costurando memórias, afetos e história com retalhos, paetês e saias rodadas. O estudo analisa os figurinos produzidos nos anos de 2007, 2010, 2019, 2023 e 2025, compreendendo-os como documentos vivos que atravessam tempo e corpos, revelando aspectos sociais, políticos e culturais da cidade, ao mesmo tempo em que constroem uma estética própria marcada pela oralidade, improviso, memória e gesto coletivo. Metodologicamente, a pesquisa articula análise de arquivos fotográficos, relatos de integrantes da quadrilha, revisão bibliográfica sobre memória, figurino e cultura popular, fundamentando-se em conceitos de memória coletiva (Halbwachs, 2003) e na teoria do figurino como dispositivo estético e performativo (Stallybrass, 2023; Menezes, 2018; Monteiro, 2013). Espera-se que o estudo contribua para compreender o figurino enquanto linguagem estética que condensa experiências individuais e coletivas, garantindo a transmissão e ressignificação da memória e da tradição da cultura popular nordestina.