Banca de DEFESA: MANOEL RAYMUNDO DE CARVALHO NETO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MANOEL RAYMUNDO DE CARVALHO NETO
DATA : 06/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Remota
TÍTULO:

LONGEVIDADE NO ESPAÇO URBANO DO RECIFE-PE: diagnóstico para uma cidade acolhedora a pessoa idosa


PALAVRAS-CHAVES:

Envelhecimento Ativo. Cidade Amiga do Idoso. Política Pública. Desigualdades Socioespaciais. Recife. Pesquisa Diagnóstica.


PÁGINAS: 226
RESUMO:

A presente tese, intitulada LONGEVIDADE NO ESPAÇO URBANO DO RECIFE-PE: diagnóstico para uma cidade acolhedora à pessoa idosa, investiga a interseção entre o acelerado envelhecimento populacional e a urbanização em um contexto de desigualdade social, com ênfase nas políticas públicas municipais do Recife. Adota-se uma abordagem diagnóstica e exploratória, de caráter quantitativo, ancorada nos oito domínios da Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa (EBAPI): ambiente físico, transporte, moradia, participação social, respeito e inclusão social, comunicação e informação, oportunidades de aprendizagem, e apoio, saúde e cuidado. A questão central indaga como os idosos residentes no Recife percebem as ações municipais de acolhimento à luz desses domínios. Parte-se da premissa de que a eficácia das políticas urbanas é limitada por falhas no planejamento e desigualdades históricas, criando um hiato entre as normas legais e a percepção dos senescentes. A hipótese principal afirma a existência de um distanciamento significativo entre a efetivação legal e a percepção idosa, com benefícios desigualmente distribuídos. A metodologia fundamenta-se no método hipotético-dedutivo, utilizando questionários em escala Likert aplicados a uma amostra de 163 idosos (selecionados de um universo de 336 participantes após filtragem de consistência). A análise estatística, via IBM SPSS Statistics®, abrangeu testes descritivos e inferenciais: correlação de Spearman, teste t de Student e ANOVA one-way. Os resultados classificaram os domínios por nível de insatisfação, revelando melhor desempenho em “Respeito e Inclusão Social” (mediana 2,80) e falhas graves em “Transporte” e “Ambiente Físico” (notas mínimas de 1,00 em segurança no transporte e 1,33 em banheiros públicos). A escolaridade emergiu como determinante-chave (ANOVA: p<0,001 em “Comunicação e Informação”), enquanto a renda não apresentou influência significativa (p>0,05), indicando uma percepção de precariedade universal. As análises por Regiões Político-Administrativas (RPAs) confirmam desigualdades socioespaciais: a RPA 3 apresentou índices críticos em “Ambiente Físico”, enquanto as RPAs 1 e 2 percebem melhor a dimensão “Moradia”. O perfil predominante da amostra — 81% mulheres, com longa residência no município e restrições de mobilidade — reforça a demanda por infraestrutura acessível. Conclui-se pela confirmação do hiato entre políticas e percepção, limitando a universalidade do acolhimento. A contribuição central é a hierarquização de indicadores para o monitoramento e reordenamento das prioridades do planejamento urbano rumo a um Recife amigável ao envelhecimento.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - FABIA MARIA DE LIMA
Externo ao Programa - 2200373 - HUGO MOURA DE ALBUQUERQUE MELO - nullInterna - 2066688 - IANA LUDERMIR BERNARDINO
Presidente - 1212679 - LUCIA LEITAO SANTOS
Externa à Instituição - MARCIA CARRERA CAMPOS LEAL
Notícia cadastrada em: 30/01/2026 13:45
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