Banca de QUALIFICAÇÃO: SARA BEATRIZ DE SANTANA ALVES MAIA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SARA BEATRIZ DE SANTANA ALVES MAIA
DATA : 24/11/2025
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

MOBILIDADE E CONFIGURAÇÃO ESPACIAL NO ENTORNO IMEDIATO DA ESTAÇÃO DO RECIFE: UMA ABORDAGEM INTEGRADA ENTRE SINTAXE ESPACIAL E OBSERVAÇÃO EMPÍRICA.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Mobilidade Ativa. Sintaxe Espacial. Produção do Espaço. Caminhabilidade.


PÁGINAS: 90
RESUMO:

A presente dissertação, inscrita no campo da Geografia Urbana Crítica, examina o modo como a configuração espacial do entorno imediato da Estação do Recife influencia os padrões de deslocamento e a experiência da mobilidade ativa. O estudo aborda a crise da mobilidade humana em metrópoles como o Recife, onde o planejamento historicamente priorizou o transporte motorizado individual e o Valor de Troca, em detrimento do Valor de Uso e da experiência do pedestre, gerando uma hostilidade estrutural ao corpo vulnerável. A questão central é: Como a configuração espacial desse entorno, um nó de fluxos e interface modal, atua como mecanismo de interdição da mobilidade a pé e da permanência? Parte-se da hipótese de que a morfologia urbana, estruturada para o fluxo acelerado e a segregação, cria barreiras morfológicas que restringem a apropriação cotidiana do espaço, evidenciando o predomínio do Espaço Concebido sobre o Espaço Vivido. O arcabouço teórico está na Produção Social do Espaço, de Henri Lefebvre (Espaço Concebido, Percebido e Vivido), e a metodologia adota o Estudo de Caso Explicativo com abordagem mista (quali-quantitativa) e a técnica de Comparação de Padrões (Pattern Matching). A análise integra ferramentas de Sintaxe Espacial (DepthmapX) para mapear o potencial configuracional (Espaço Concebido) com observação empírica (fluxos e tracking - Espaço Percebido) e análise da percepção dos usuários (Espaço Vivido). Os objetivos específicos incluem mapear fluxos, aplicar métricas configuracionais (Integração, Choice, Conectividade e Controle), correlacionar dados e produzir subsídios para o planejamento. A expectativa é que a análise revele que a insegurança percebida é um efeito direto do fracasso do planejamento territorial em lidar com a desordem e o abandono, e que a centralidade da área se converte em um lugar de passagem tensa por falta de conforto e atratividade, demandando intervenções integradas que priorizem a qualidade do espaço público e a zeladoria para reverter o binômio aversivo de medo e insegurança.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1131263 - CIRCE MARIA GAMA MONTEIRO
Interno - 275694 - FLAVIO ANTONIO MIRANDA DE SOUZA
Externo à Instituição - JOSE JULIO FERREIRA LIMA - UFPA
Notícia cadastrada em: 24/11/2025 11:08
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