Banca de QUALIFICAÇÃO: FELIPE CAVALCANTI FRANCA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FELIPE CAVALCANTI FRANCA
DATA : 01/09/2026
LOCAL: Sala de aula do PPGDU
TÍTULO:

SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA PARA A PREVENÇÃO E MITIGAÇÃO DE RISCO DE DESASTRES NAS PERIFERIAS


PALAVRAS-CHAVES:

Risco; Periferias; cidade


PÁGINAS: 65
RESUMO:

No Brasil, assim como em toda a América Latina, a reorganização capitalista sob o neoliberalismo associada ao avanço tecnológico causou grande impacto sobre as cidades e também sobre os espaços rurais. O atual momento histórico marcado pela desindustrialização do país em benefício do papel de exportador de produtos primários, especialmente de origem agropecuários e minerais, deu força a grande propriedade rural. Nas cidades o Estado não se tornou mínimo como prometido pela receita neoliberal, assumindo papel enquanto fonte de financiamento para a ampliação dos mercados através da criação de infraestrutura e transferência direta de recursos por meio do pagamento dos juros da dívida pública, enquanto os investimentos em políticas essenciais como transporte, habitação, saneamento e outros sofrem cortes sucessivos (Maricato, 2017). O meio ambiente como meio onde a vida se realiza, sob o capitalismo como organizador da vida social, possui relações sociais desiguais, assimétricas e injustas. Essas características apontam para uma frágil coesão das relações sociais com o ambiente, sobretudo urbano. A Ecologia Política propõe um giro epistemológico para pensarmos os domínios da natureza e da cidade interligados, considerando politicamente como a urbanização da natureza configura relações sócio ecológicas. Um conceito central para essa reflexão e crítica é o de sustentabilidade urbana, que é sustentado por três princípios: busca por um estilo de vida compatível com a capacidade ecológica do planeta; desenvolvimento que equacione as necessidades do presente sem comprometimento das condições de vida das gerações futuras; e a realização do desenvolvimento econômico, da justiça social e da preservação do meio ambiente, concomitantemente (Swyngedouw & Cook, 2017). Para atingir esse objetivo a sustentabilidade pretende proporcionar a coesão sócio ecológica por meio da combinação de tecnologias ecologicamente orientadas, bons princípios de administração governamental, arranjos institucionais capazes de operar negociações participativas e mudanças culturais de consumo e hábitos individuais. Embora possam fazer sentido ao leitor desavisado, o problema está no pano de fundo. Esse discurso é estruturado e estruturante a mecanismos de mercado orientados ao crescimento econômico (Swyngedouw & Cook, 2017), que é compreendido pela doutrina neoliberal como fruto do mercado desregulado e da livre concorrência, e assim o melhor caminho para a justiça social (Harvey, 2008). A sustentabilidade e a modernização ecológica são conceitos com imperativos econômicos, enquanto as questões ambientais e os problemas políticos de justiça e coesão social são conveniente para a manutenção do capitalismo “verde”. Para ir além, nos filiamos às ideias de Swyngedouw e Cook (2017), de que o avanço nas ações de contenção à crise climática dependem de abordagem mais radicais que posicionam o social no centro da análise. Para o nosso trabalho, orientado ao entendimento das políticas públicas de adaptação inclusiva de periferias, a ecologia política tem grande contribuição ao inserir o conceito de poder no debate, entendendo o ambiente urbano criado e incorporado pelas relações desiguais de poder, com possibilidades de instrumentalização dos processos de implementação de soluções técnicas para alcançar transformações efetivas no tecido social (Swyngedouw & Cook, 2017).


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 3214305 - IZABELLA GALERA
Interno - 1061436 - JOELMIR MARQUES DA SILVA
Externo à Instituição - JOSE ESTEBAN CASTRO
Notícia cadastrada em: 04/08/2026 14:45
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa06.ufpe.br.sigaa06