Banca de DEFESA: JACQUES VILLENEUVE CILIRIO SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JACQUES VILLENEUVE CILIRIO SILVA
DATA : 27/02/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Centro de Artes e Comunicacao
TÍTULO:

 

 

 

“OH ME ABRE OS PORTÕES DA JUREMA”: O ESPAÇO CONSTRUÍDO

E A IMAGÉTICA CULTURAL NOS TERREIROS DE JUREMA SAGRADA

NO INTERIOR DE PERNAMBUCO


PALAVRAS-CHAVES:

 

Jurema Sagrada. Arquitetura Ritual. Cosmopercepção Afro-indígena.

Etnoespacialidade. Decolonialidade.


PÁGINAS: 187
RESUMO:

 

 

Esta dissertação analisa a relação entre espaço construído, materialidade e imagética cultural

nos terreiros de Jurema Sagrada localizados no contexto urbano da cidade de Pesqueira, no

interior de Pernambuco. Parte-se da compreensão da Jurema Sagrada como uma

cosmopercepção afro-indígena na qual território, corpo, memória e encantamento constituem

formas próprias de produção do espaço. O estudo investiga como os terreiros se configuram

como corpos vivos, cujas arquiteturas não se limitam a edificações fixas, mas se produzem

continuamente por meio da experiência ritual, da circulação dos corpos, dos objetos sagrados

e da presença encantada. Fundamentada em aportes da fenomenologia do espaço, das teorias

decoloniais e dos estudos afro-indígenas, a pesquisa adota uma metodologia sentipensante e

etnoespacial, que articula observação incorporada, escuta sensível, leitura da materialidade

construída e a vivência do pesquisador enquanto juremeiro. A análise evidencia que

elementos como o ponto riscado, os assentamentos, o chão ritual e os objetos consagrados

operam como dispositivos espaciais e políticos, organizando hierarquias, fluxos e modos de

permanência no interior dos terreiros. No contexto urbano, a dissertação demonstra que

estratégias de camuflagem, desvio e invisibilidade não configuram precariedade, mas formas

insurgentes de resistência frente às violências do urbanismo colonial e ao racismo religioso.

Ao compreender os terreiros de Jurema Sagrada como territórios encantados e tecnologias

vivas de produção do espaço, o trabalho contribui para os debates em arquitetura e urbanismo

ao deslocar categorias normativas de análise, propondo uma leitura que reconhece

epistemologias afro-indígenas como produtoras legítimas de conhecimento espacial.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 297806 - MARIA DE JESUS DE BRITTO LEITE
Interna - 1963579 - JULIETA MARIA DE VASCONCELOS LEITE
Externo ao Programa - 1649218 - FRANCISCO SA BARRETO DOS SANTOS - UFPEExterno ao Programa - 2321280 - JANSSEN FELIPE DA SILVA - UFPE
Notícia cadastrada em: 19/02/2026 14:17
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