Teatro breve carmelita na Nova Espanha (séculos XVIII–XIX): estudo e edição
crítica.
Teatro conventual; colóquios carmelitas; edição crítica.
Esta pesquisa apresenta a edição crítica de sete peças do teatro carmelita novo-hispano (c. 1765–1815) do manuscrito 583 da Biblioteca Nacional de Antropología e Historia (BNAH), argumentando que a “brevidade” estrutural constitui princípio compositivo e funcional central desses textos e permitindo deslocar sua leitura do plano estritamente literário para o âmbito da teatralidade performativa intramuros. Integrando análise material (codicologia, paleografia, marcas de uso performativo) e leitura dramática, o estudo identifica rubricas, indicações musicais, estratégias métricas e tipologias de personagens que articulam função didático-ritual, sociabilidade claustral e mecanismos de autorrepresentação comunitária. Com base em referenciais como Alarcón Román (2002), Lavrin e Loreto López (2022), propõe-se uma tipologia dos colóquios que relaciona forma métrica, economia de linguagem, tipos alegóricos ou populares, funções cerimoniais (profissão, exéquias, festividades) e modos de circulação textual, demonstrando que a concisão estrutural regula o ritmo cênico, reforça a eficácia comunicativa ritual e favorece hibridismos genéricos. As contribuições incluem a restituição crítica das variantes e marcas performativas do códice, a formulação da brevidade como categoria analítica do teatro conventual e a interpretação da prática teatral carmelita como instrumento de coesão interna e mediação simbólica entre o claustro e o exterior, ampliando o entendimento do teatro conventual hispano-americano.