LER E SER LIDO PELO ALGORITMO HOJE: efeitos entre o jurídico, o técnico e o sujeito-usuário no funcionamento do discurso político ordinário no X
Discurso; leitura; sujeito; Termos de Serviço; Grok; X.
Neste trabalho, inscrito no dispositivo teórico-metodológico-analítico da Análise de Discurso materialista de orientação pecheuxtiana, tenho como objetivo analisar o funcionamento discursivo do algoritmo do X, nos movimentos de leitura do/sobre o sujeito-usuário. Para este intento, no primeiro capítulo, coloco em relação teorizações da Análise de Discurso, da filosofia althusseriana e da filosofia marxista, a fim de compreender o funcionamento do materialismo histórico e do atravessamento jurídico-político nos trajetos de inscrição do sujeito como usuário do X. Metodologicamente, observo esse funcionamento no Resumo dos Termos de Serviço do X, recortando sequências discursivas que expõem o funcionamento do jurídico enquanto prática normatizadora dos sujeitos e de suas práticas. No segundo capítulo, relaciono reflexões de três campos do saber (a Análise de Discurso, os estudos da computação sobre as Inteligências Artificiais e a Psicanálise) a fim de entender o funcionamento discursivo do Grok, com vistas a compreender o seu processo de linearização de saberes. Neste capítulo, organizo o material gerado a partir de domínios semânticos em que se materializam diferentes núcleos, ao redor dos quais se produzem as respostas do Grok aos enunciados-comando propostos. Como síntese parcial, observo que, determinado pelas práticas jurídicas e por práticas técnicas, sustentadas pelo Aprendizado de Máquina e pelos Sistemas de Recomendação, o X atua na captação de dados dos sujeitos, oferecendo à sua leitura informações comuns, ainda que mobilizadas por diferentes critérios, compreendendo variações internas, que produziriam efeitos de leitura para os sujeitos que se subjetivam no/pelo X.