PPGH PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - CFCH DEPARTAMENTO DE HISTORIA - CFCH Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: FILIPE MATHEUS MARINHO DE MELO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FILIPE MATHEUS MARINHO DE MELO
DATA : 11/02/2026
HORA: 13:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

ENTRE TRAFICANTES E TRAFICADOS, O RECIFE:

redes de comércio, diáspora africana e trajetórias globais na Era da Abolição (c. 1790 - c. 1822)


PALAVRAS-CHAVES:

Recife; Tráfico de Escravizados; História Global; Diáspora Africana.


PÁGINAS: 360
RESUMO:

Não é novidade na historiografia que na Era do Tráfico de Escravizados, o Recife havia se tornado o terceiro maior porto de desembarques de escravizados africanos, atrás do Rio de Janeiro e da Bahia. Foi, aliás, no início do século XIX, a despeito de uma série de episódios, como a chegada da Corte de d. João VI (1808), a assinatura dos Tratados anglo-portugueses (1810 e 1815, com a Convenção Adicional de 1817) e mesmo a chamada Revolução Pernambucana (1817), o número de desembarques atingiu seu ápice nos anos de 1810. Dividido em duas partes, o presente trabalho tem como objetivo central analisar o tráfico de escravizados para o Recife no recorte entre c. 1800-c. 1822, enfatizando o comércio e seus agentes e suas vítimas. Em primeiro lugar, busca-se entender o local ocupado pelas relações de consignações e redes de comércio desenvolvidas entre os negociantes de Lisboa, do Recife e das diferentes partes da África que contribuíram para o funcionamento do tráfico de escravizados a Pernambuco. Ademais, pretende-se mostrar como o comércio de cativos na virada entre o século XVIII e o século XIX promoveu uma "geografia da escravização", resultado da expansão do comércio, que se alastrou por diferentes portos em África, ampliando as zonas de obtenção de africanos. Para além de um comércio triangular ou bipolar, as redes do tráfico eram tão extensas que envolviam desde os tecidos da Índia até a prata de Montevideu para fazer funcionar as transações desde os portos Costa da Mina aos de Moçambique, fazendo do "Atlântico" uma noção alargada e integrada. Em segundo lugar, busca-se compreender quem eram aquelas pessoas vitimadas pelo universo nefasto do tráfico de seres humanos. A partir de um intenso cruzamento de fontes, a busca das nações africanas contribuiu para pensar que os impactos da "geografia de escravização" também serviram para diversificar a população africana do Recife, pois lugares que antes estavam fora da rota do tráfico para Pernambuco, serviram como importantes locais de obtenção de escravizados. Desse modo, ao sistematizar as nações no Recife, reporta-se também à África para compreender melhor os locais de obtenção no continente e os grupos envolvidos como escravizadores e escravizados. Para a realização do trabalho, toma-se como base uma diversidade tipológica de fontes produzidas em diferentes partes do globo, como em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Inglaterra, alojadas nos arquivos na Europa, África e Brasil, com a finalidade de compreender como o Recife se integrava nas redes globais de comércio construídas no recorte proposto.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - GUSTAVO ACIOLI LOPES - UFRPE
Interno - 1133632 - MARCUS JOAQUIM MACIEL DE CARVALHO
Externa à Instituição - MARIA EUGÉNIA ALVES RODRIGUES - ULisboa
Externo à Instituição - ROQUINALDO AMARAL FERREIRA - UP
Presidente - ***.511.124-** - SUELY CREUSA CORDEIRO DE ALMEIDA - UFPE
Interna - 1564881 - VALERIA GOMES COSTA
Notícia cadastrada em: 09/02/2026 11:49
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