PPGH PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - CFCH DEPARTAMENTO DE HISTORIA - CFCH Telefone/Ramal: Não informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: FILIPE MATHEUS MARINHO DE MELO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FILIPE MATHEUS MARINHO DE MELO
DATA : 27/08/2025
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

Entre traficantes e traficados, o Recife: redes de comercio, diaspora africana e trajetorias globais na Era da Abolicao (c. 1800 - c. 1822)


PALAVRAS-CHAVES:

Recife; Tráfico de Escravizados; História Global; Diáspora Africana


PÁGINAS: 220
RESUMO:

A partir do final do século XVIII e início do século XIX, o porto do Recife tornara-se o terceiro maior importador de escravizados africanos, atrás apenas do Rio de Janeiro e da Bahia. E mesmo com uma série de embaraços, como a chegada da Corte de d. João VI (1808), a assinatura dos Tratados anglo-portugueses (1810 e 1815) e mesmo a Revolução Pernambucana (1817), o número de desembarques atingiu seu ápice nos anos de 1810, arrefecendo-se apenas nos anos de 1820. Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo central analisar o tráfico de escravizados para Pernambuco entre os anos de c. 1800 e c. 1822. Em primeiro lugar, busca-se entender o local ocupado pelas relações de consignações e redes de comércio desenvolvidas entre os negociantes de Lisboa, do Recife e das diferentes partes da África que contribuíram para o funcionamento do tráfico de escravizados a Pernambuco. Muito mais que um comércio triangular ou bipolar, essas redes eram tão extensas que envolviam desde os tecidos da Índia até a prata de Montevideu para fazer promover o comércio de escravizados da Costa da Mina aos portos de Moçambique. Em segundo lugar, este trabalho não exclui a possibilidade de entender quem eram aquelas pessoas vitimadas pelo universo nefasto do tráfico. A partir das fontes locais, em especial eclesiásticas e cartoriais, a busca das nações africanas e dos sujeitos contribuiu para pensar que havia uma geografia da escravização que se expandiu nos anos iniciais do século XIX como resultado do aumento do tráfico. Lugares que antes estavam fora da rota do tráfico, passaram a servir como importantes locais de obtenção de escravizados. Desse modo, ao sistematizar as nações no Recife questiona-se as formas de aprisionamento, os locais de obtenção no interior do continente e os grupos envolvidos como escravizadores e escravizados. Para a realização do trabalho, toma-se como base uma diversidade tipológica de fontes produzidas em diferentes partes do globo, como em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Inglaterra, alojadas nos Arquivo Nacional da Torre do Tombo e Arquivo Histórico Ultramarino, além das fontes locais nos Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano, Memorial da Justiça, Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano e a Cúria Metropolitana de Olinda e Recife, com o fim de compreender como o Recife se integrava nas redes globais de comércio construídas no recorte proposto. Isto é, como os comerciantes do Recife estiveram envolvidos em redes e relações de consignação para fazer funcionar o comércio de longa distância e, sobretudo, o comércio de escravizados.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ROQUINALDO AMARAL FERREIRA - UP
Presidente - ***.511.124-** - SUELY CREUSA CORDEIRO DE ALMEIDA - UFPE
Interna - 1564881 - VALERIA GOMES COSTA
Notícia cadastrada em: 12/08/2025 16:52
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa06.ufpe.br.sigaa06