PPGFILO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA - CFCH DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA - CFCH Telefone/Ramal: Não informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: TOMA GHEORGHE TAVARES DE MELO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TOMA GHEORGHE TAVARES DE MELO
DATA : 25/08/2026
LOCAL: online
TÍTULO:

DEFESA DE UMA CONTINUIDADE CATEGORIAL ENTRE CERTEZA E

CONHECIMENTO


PALAVRAS-CHAVES:

Wittgenstein, Da Certeza


PÁGINAS: 64
RESUMO:

Um dos pontos centrais do “Da Certeza” de Wittgenstein (1969) é que há uma diferença
categorial entre o que sabemos e o que temos certeza. Essa divisão é mantida a níveis de
rigor variados por diferentes intérpretes e diferentes linhas de leituras. Uma em partircular,
a leitura estrutural [framework], propõe que certezas se diferenciam do conhecimento por
conta de seu caráter normativo (Coliva, 2010, 2016; Moyal-Sharrock, 2004, 2021; Stroll,
1994, 2013). Por conta desse caráter, certezas não poderiam ser realmente sujeitas a
dúvidas e investigações — mas ainda seriam capazes de estruturar as nossas práticas
epistêmicas. Desse modo, garantiríamos que tais práticas não podem ser realmente postas
em questão por céticos. No entanto, vejo que essa forma de distinguir certeza de
conhecimento é inadequada em função da posição de Wittgenstein a respeito do
significado. Especificamente, ele apresenta uma crítica ao modelo de significado segundo
o qual palavras e sentenças simplesmente se correlacionam com um objeto, sensação ou
imagem — e que, com isso, teríamos o significado. Tomando uma atitude pragmatista, ele
sugere que entendamos significado, geralmente, como a maneira que usamos o termo — o
que convida uma reavaliação de como devemos entender as proposições empíricas, os
objetos do conhecimento. Nessa reavaliação, vejo que devemos ter um aspecto normativo
constitutivo das proposições empíricas — como de qualquer expressão significativa.
Especificamente, o endosso de uma proposição (como em casos que afirmamos ter
conhecimento) envolve agir de uma certa forma, sob pena da afirmação da proposição
deixar de fazer sentido. Assim, ao invés de uma diferenciação categorial, sugiro que seria
melhor tomar certezas e proposições como funcionalmente diferentes, apenas.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - ***.076.830-** - JULIELE MARIA SIEVERS - UFAL
Externo à Instituição - JOÃO CARLOS SALLES
Externo à Instituição - PAULO FARIA
Notícia cadastrada em: 24/08/2026 08:44
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