PPGFILO PROGRAMA DE POS-GRADUACAO EM FILOSOFIA - CFCH DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA - CFCH Telefone/Ramal: 999488088-
Dissertações/Teses

Clique aqui para acessar os arquivos diretamente da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPE

2022
Dissertações
1
  • ACÁCIO DA SILVA FERREIRA
  • Equilíbrio Reflexivo e Revisão da Lógica

  • Orientador : MARCOS ANTONIO DA SILVA FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAMILA JOURDAN
  • EROS MOREIRA DE CARVALHO
  • LUIZ CARLOS PINHEIRO DIAS PEREIRA
  • MARCOS ANTONIO DA SILVA FILHO
  • Data: 23/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • A emergência de lógicas alternativas à lógica clássica motiva a revisão de alguns princípios clássicos do raciocínio. Para as lógicas desviantes não há outra opção, é preciso revogar a validade universal de certos princípios lógicos. Todavia, em que medida é possível revisar racionalmente algo tão fundamental quanto princípios lógicos? Prawitz (1978), Resnik (1997, 2004) e Peregrin e Svoboda (2017) propõem o método de equilíbrio reflexivo para se pensar a justificação e a revisão racional de regras e princípios da lógica. Para estes autores, podemos, em um movimento de ir e vir, entre nossas considerações teóricas, regras e princípios lógicos e nossas inferências locais, revisar qualquer um desses elementos, sempre que necessário, a fim de alcançar uma coerência aceitável entre eles. Neste trabalho, alegamos, no entanto, que o equilíbrio reflexivo, do modo como é caracterizado por estes autores, é inadequado para justificar e revisar regras e princípios lógicos básicos. Argumentamos, com base nas críticas de Pereira (2006) à Prawitz, que o equilíbrio reflexivo recorre a pressupostos problemáticos, como por exemplo, a ideia de ‘revisar sempre que necessário’ e ‘coerência aceitável’. Afinal, o que garante a necessidade da revisão de princípios lógicos? O que assegura a coerência aceitável entre princípios e inferências locais? Como alternativa, endossamos uma abordagem revisionista wittgensteiniana (1969) baseada na noção de ‘conversão’.


  • Mostrar Abstract
  • A emergência de lógicas alternativas à lógica clássica motiva a revisão de alguns princípios clássicos do raciocínio. Para as lógicas desviantes não há outra opção, é preciso revogar a validade universal de certos princípios lógicos. Todavia, em que medida é possível revisar racionalmente algo tão fundamental quanto princípios lógicos? Prawitz (1978), Resnik (1997, 2004) e Peregrin e Svoboda (2017) propõem o método de equilíbrio reflexivo para se pensar a justificação e a revisão racional de regras e princípios da lógica. Para estes autores, podemos, em um movimento de ir e vir, entre nossas considerações teóricas, regras e princípios lógicos e nossas inferências locais, revisar qualquer um desses elementos, sempre que necessário, a fim de alcançar uma coerência aceitável entre eles. Neste trabalho, alegamos, no entanto, que o equilíbrio reflexivo, do modo como é caracterizado por estes autores, é inadequado para justificar e revisar regras e princípios lógicos básicos. Argumentamos, com base nas críticas de Pereira (2006) à Prawitz, que o equilíbrio reflexivo recorre a pressupostos problemáticos, como por exemplo, a ideia de ‘revisar sempre que necessário’ e ‘coerência aceitável’. Afinal, o que garante a necessidade da revisão de princípios lógicos? O que assegura a coerência aceitável entre princípios e inferências locais? Como alternativa, endossamos uma abordagem revisionista wittgensteiniana (1969) baseada na noção de ‘conversão’.

2
  • MARCIANO ROMUALDO ARAUJO CAVALCANTI
  • O ESTATUTO EPISTÊMICO DA PERCEPÇÃO A PARTIR DO DIÁLOGO TEETETO DE PLATÃO: uma leitura filosófico-literária

  • Orientador : MARCOS ANTONIO DA SILVA FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RENATO MATOSO
  • CAROLINA DE MELO BOMFIM ARAÚJO
  • MARCOS ANTONIO DA SILVA FILHO
  • MARIA APARECIDA DE PAIVA MONTENEGRO
  • Data: 24/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • Há certa discussão entre intérpretes da filosofia platônica sobre o papel epistêmico da percepção. Nesse contexto, não há consenso quanto à capacidade da percepção formular juízos, crenças ou opiniões. Pode-se dizer que a percepção é judicativa, ou que não produzimos juízo algum por ela. Contudo, só aquilo que é judicativo pode ser conhecimento. Se através da percepção adquirimos conhecimento, então ela é judicativa. Nossa dissertação apresenta uma reconstrução literário-filosófica do diálogo Teeteto. Através dela, mostramos que o objetivo do texto é distinguir explicitamente a capacidade de perceber da de pensar. Por este motivo, defendemos que o diálogo nega que a percepção produza juízos. Seu caráter judicativo é eliminado, sendo esta uma capacidade da alma racional. O problema para percepção é duplo: não podemos compreendê-la por si mesma, e suas informações não garantem conhecimento. Portanto, perceber não implica conhecer. O que é negado é o estatuto epistêmico da percepção, mas isso não impede que ela tenha um papel na formulação de juízos.


  • Mostrar Abstract
  • Há certa discussão entre intérpretes da filosofia platônica sobre o papel epistêmico da percepção. Nesse contexto, não há consenso quanto à capacidade da percepção formular juízos, crenças ou opiniões. Pode-se dizer que a percepção é judicativa, ou que não produzimos juízo algum por ela. Contudo, só aquilo que é judicativo pode ser conhecimento. Se através da percepção adquirimos conhecimento, então ela é judicativa. Nossa dissertação apresenta uma reconstrução literário-filosófica do diálogo Teeteto. Através dela, mostramos que o objetivo do texto é distinguir explicitamente a capacidade de perceber da de pensar. Por este motivo, defendemos que o diálogo nega que a percepção produza juízos. Seu caráter judicativo é eliminado, sendo esta uma capacidade da alma racional. O problema para percepção é duplo: não podemos compreendê-la por si mesma, e suas informações não garantem conhecimento. Portanto, perceber não implica conhecer. O que é negado é o estatuto epistêmico da percepção, mas isso não impede que ela tenha um papel na formulação de juízos.

2021
Dissertações
1
  • ISABELA GONÇALVES DOURADO
  • ROMPENDO CICLOS DE VINGANÇA: uma crítica à noção nietzschiana de ressentimento a partir de uma visão pluralista da raiva

  • Orientador : MARCOS FANTON
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTINA AMARO VIANA MEIRELES
  • LAURA LUZ SOUSA OLIVEIRA E SILVA
  • MARCOS FANTON
  • Data: 25/08/2021

  • Mostrar Resumo
  • A presente dissertação visa investigar a raiva a partir de duas perspectivas, a saber, a ortodoxa e a pluralista, com o intuito de oferecer uma avaliação sobre qual delas seria mais adequada para descrever o papel desta emoção no contexto de relações de opressão. No primeiro capítulo apresentamos e discutimos a concepção nietzschiana da raiva. Nietzsche (1887) caracteriza essa emoção a partir daquilo que compreende por ressentimento. Para o filósofo, homens constituídos por uma fraqueza substancial sentem-se inferiores diante de sua impotência em comparação à força de outros homens e dessa relação decorreria um páthos ressentido responsável por gerar sentimentos destrutivos. No início do capítulo subsequente, mostramos que a interpretação nietzschiana estaria alinhada à visão ortodoxa. Pensadores como Sêneca e Aristóteles deram início a essa visão ao atribuírem à raiva um desejo ávido por vingança. Contemporaneamente, Pettigrove (2012) e Nussbaum (2016) também alegam a contraproducência da raiva frente às injustiças. A partir das discussões promovidas ao final do segundo e ao longo do terceiro e último capítulo, consideramos que tais visões tradicionais da raiva são pejorativas na medida em que a caracterizam como exclusivamente vingativa, violenta e não racional. Dentre as consequências negativas da disseminação desses preconceitos estaria o reforço de estereótipos em pessoas socialmente oprimidas. Se uma mulher responde com raiva uma situação que a oprime, ela é tida como histérica; quando algo semelhante ocorre com um homem negro, ele é taxado de incivilizado. O uso desses estereótipos para deslegitimar a raiva resulta na proibição da expressão dessa emoção como uma ação política, sendo esta uma das únicas formas de defesa dos oprimidos. Contra essa perspectiva, a visão pluralista da raiva, como nos mostra Silva (2021a), ressalta a possibilidade de uma raiva reparadora e razoável cujo objetivo seria o reconhecimento de danos causados injustamente. Lorde (1981) argumenta a favor da produtividade epistêmica da raiva, influenciando as leituras de Mayo (2020) e Srinivasan (2018). Ao evidenciar o caráter sinalizador, pedagógico e instrumental da raiva, essas autoras reforçam que, em casos de opressão e injustiça, a expressão da raiva consistiria em um ato de esclarecimento e empoderamento diante de distorções sociais que promovem o enfraquecimento de princípios democráticos e a manutenção da opressão estrutural. Nossa posição é a favor da visão pluralista, visto que através dela é possível compreender a raiva enquanto uma energia criativa capaz de promover mudanças contra opressões estruturais, sendo, portanto, uma resposta adequada ao racismo e à misoginia.


  • Mostrar Abstract
  • A presente dissertação visa investigar a raiva a partir de duas perspectivas, a saber, a ortodoxa e a pluralista, com o intuito de oferecer uma avaliação sobre qual delas seria mais adequada para descrever o papel desta emoção no contexto de relações de opressão. No primeiro capítulo apresentamos e discutimos a concepção nietzschiana da raiva. Nietzsche (1887) caracteriza essa emoção a partir daquilo que compreende por ressentimento. Para o filósofo, homens constituídos por uma fraqueza substancial sentem-se inferiores diante de sua impotência em comparação à força de outros homens e dessa relação decorreria um páthos ressentido responsável por gerar sentimentos destrutivos. No início do capítulo subsequente, mostramos que a interpretação nietzschiana estaria alinhada à visão ortodoxa. Pensadores como Sêneca e Aristóteles deram início a essa visão ao atribuírem à raiva um desejo ávido por vingança. Contemporaneamente, Pettigrove (2012) e Nussbaum (2016) também alegam a contraproducência da raiva frente às injustiças. A partir das discussões promovidas ao final do segundo e ao longo do terceiro e último capítulo, consideramos que tais visões tradicionais da raiva são pejorativas na medida em que a caracterizam como exclusivamente vingativa, violenta e não racional. Dentre as consequências negativas da disseminação desses preconceitos estaria o reforço de estereótipos em pessoas socialmente oprimidas. Se uma mulher responde com raiva uma situação que a oprime, ela é tida como histérica; quando algo semelhante ocorre com um homem negro, ele é taxado de incivilizado. O uso desses estereótipos para deslegitimar a raiva resulta na proibição da expressão dessa emoção como uma ação política, sendo esta uma das únicas formas de defesa dos oprimidos. Contra essa perspectiva, a visão pluralista da raiva, como nos mostra Silva (2021a), ressalta a possibilidade de uma raiva reparadora e razoável cujo objetivo seria o reconhecimento de danos causados injustamente. Lorde (1981) argumenta a favor da produtividade epistêmica da raiva, influenciando as leituras de Mayo (2020) e Srinivasan (2018). Ao evidenciar o caráter sinalizador, pedagógico e instrumental da raiva, essas autoras reforçam que, em casos de opressão e injustiça, a expressão da raiva consistiria em um ato de esclarecimento e empoderamento diante de distorções sociais que promovem o enfraquecimento de princípios democráticos e a manutenção da opressão estrutural. Nossa posição é a favor da visão pluralista, visto que através dela é possível compreender a raiva enquanto uma energia criativa capaz de promover mudanças contra opressões estruturais, sendo, portanto, uma resposta adequada ao racismo e à misoginia.

2
  • MARIANNE CONCEICAO DE SOUZA GIRARD
  • EM QUE MEDIDA O ESQUECIMENTO HISTÓRICO É ESQUECIMENTO METAFÍSICO?

    Sobre o sentido e a importância das noções de esquecimento em Nietzsche e Heidegger para os estudos sobre o humano, a filosofia da história e a história da filosofia

  • Orientador : THIAGO ANDRE MOURA DE AQUINO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDO RIBEIRO DE MORAES BARROS
  • JOAO EVANGELISTA TUDE DE MELO NETO
  • THIAGO ANDRE MOURA DE AQUINO
  • Data: 30/08/2021

  • Mostrar Resumo
  • O presente trabalho examina as perspectivas acerca do esquecimento através de dois dos mais influentes filósofos alemães, a saber, Friedrich Nietzsche e Martin Heidegger. O objetivo geral do trabalho foi elucidar em que medida o esquecimento metafísico é esquecimento histórico. À luz disto, temos um primeiro capítulo voltado para as ideias do esquecimento que se relacionam tematicamente com o ente humano. Num primeiro momento, analisamos como Nietzsche trata o esquecimento tendo como enfoque duas obras: Sobre verdade e mentira em sentido extramoral e Genealogia da moral. Essa escolha se revela profícua para pensar possíveis influências nietzschianas sobre a noção de esquecimento no projeto ontológico existencial heideggeriano desenvolvido de maneira mais exemplar em Ser e tempo, que analisamos no segundo momento da primeira parte da dissertação. Na segunda parte do trabalho, tratamos do esquecimento histórico em relação com o esquecimento metafísico. No subcapítulo acerca do esquecimento histórico, temos como base o escrito nietzschiano intitulado Segunda consideração extemporânea - sobre a utilidade e os inconvenientes da História para a vida e a remissão heideggeriana a esse texto presente em Ser e Tempo e na Interpretação da Segunda Consideração Extemporânea. Procuramos mostrar tanto a inspiração heideggeriana em Nietzsche quanto as suas porvindouras críticas. No subcapítulo posterior, objetivou-se mostrar em que medida o esquecimento metafísico investigado por Heidegger poderia ser o esquecimento histórico nietzschiano. Após percorrer este caminho, esperamos ter tornado claro a importância de ambos os pensadores para pensar qual é o sentido do curioso fenômeno do esquecimento.


  • Mostrar Abstract
  • O presente trabalho examina as perspectivas acerca do esquecimento através de dois dos mais
    influentes filósofos alemães, a saber, Friedrich Nietzsche e Martin Heidegger. O objetivo
    geral do trabalho foi elucidar em que medida o esquecimento metafísico é esquecimento
    histórico. À luz disto, temos um primeiro capítulo voltado para as ideias do esquecimento que
    se voltam tematicamente para o ente humano. Num primeiro momento, analisamos como
    Nietzsche trata o esquecimento tendo como enfoque duas obras: Sobre verdade e mentira em
    sentido extramoral e Genealogia da moral. Essa escolha se revela profícua para pensar
    influências nietzschianas sobre a noção de esquecimento no projeto ontológico existencial
    heideggeriano expresso de maneira mais exemplar em Ser e tempo, que analisamos no
    segundo momento da primeira parte da dissertação. Na segunda parte, tratamos
    exclusivamente do esquecimento metafísico em relação com o esquecimento histórico, tendo
    como base os escritos nietzschianos sobre história, em especial a Segunda consideração
    intempestiva - sobre a utilidade e os inconvenientes da História para a vida. Tentamos, então,
    afigurar essa influência nietzschiana nos escritos heideggerianos de sua primeira fase;
    entretanto, levamos em conta os textos de transição, que são fundamentais para entender a
    recepção de Nietzsche pelo fenomenólogo alemão. Por fim, pretendeu-se mostrar uma
    aproximação possível entre o esquecimento metafísico (ou esquecimento da diferença
    ontológica entre ser e ente) e o esquecimento histórico nietzschiano.

3
  • NATALIA CRUZ SULMAN
  • República I: os elementos literários do diálogo platônico.

  • Orientador : RICHARD ROMEIRO OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIZ PAULO ROUANET
  • MARIA APARECIDA DE PAIVA MONTENEGRO
  • RICHARD ROMEIRO OLIVEIRA
  • Data: 20/12/2021

  • Mostrar Resumo
  • o objetivo deste estudo é mostrar que além de filósofo Platão é artista, de modo que os seus diálogos, especialmente o Livro I da República, são bem analisados apenas quando o conteúdo é pensado conjuntamente à forma. Do que é possível extrair pelo menos cinco teses: 1) não há ruptura absoluta entre mythos e logos; 2) Platão relê as epopeias, comédias e tragédias de sua época; 3) como bom artista, significa todas as palavras da obra de modo que está atento à nomeação das personagens, ao cenário do diálogo e aos elementos dramáticos; 4) as diversas vozes são mimetizadas a fim de mostrar as ideias no interior das circunstâncias, em vez de deslocadas da realidade experimentada e psique humana, no entanto, sob uma hierarquia de vozes, de modo a não cair em relativismo; 5) Sócrates é um herói ridículo – cômico – para a multidão e excelso – trágico – para os amantes da sabedoria, de forma que Platão antecipa a tragi-comédia de Shakespeare.


  • Mostrar Abstract
  • o objetivo deste estudo é mostrar que além de filósofo Platão é artista, de modo que os seus diálogos, especialmente o Livro I da República, são bem analisados apenas quando o conteúdo é pensado conjuntamente à forma. Do que é possível extrair pelo menos cinco teses: 1) não há ruptura absoluta entre mythos e logos; 2) Platão relê as epopeias, comédias e tragédias de sua época; 3) como bom artista, significa todas as palavras da obra de modo que está atento à nomeação das personagens, ao cenário do diálogo e aos elementos dramáticos; 4) as diversas vozes são mimetizadas a fim de mostrar as ideias no interior das circunstâncias, em vez de deslocadas da realidade experimentada e psique humana, no entanto, sob uma hierarquia de vozes, de modo a não cair em relativismo; 5) Sócrates é um herói ridículo – cômico – para a multidão e excelso – trágico – para os amantes da sabedoria, de forma que Platão antecipa a tragi-comédia de Shakespeare.

Teses
1
  • FELIPE GUSTAVO SOARES DA SILVA
  • ERŌS E PSYCHĒ NOS DISCURSOS DO BANQUETE DE PLATÃO.

  • Orientador : JESUS VAZQUEZ TORRES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANASTACIO BORGES DE ARAUJO JUNIOR
  • JOAO EVANGELISTA TUDE DE MELO NETO
  • KARL HEINZ EFKEN
  • MARCOS ROBERTO NUNES COSTA
  • RICHARD ROMEIRO OLIVEIRA
  • Data: 28/07/2021

  • Mostrar Resumo
  • Este trabalho trata de analisar a relação entre Erōs e psychē no diálogo Banquete, de Platão. Considerando a importância e centralidade tanto de Erōs quanto de psychē na Filosofia de Platão, chama-nos a atenção que no Banquete essa relação não seja tão evidente nem tão pouco haja uma atenção para tal questão por parte dos principais estudiosos seja do Banquete seja da psicologia de Platão. É, portanto, a partir dessa problematização, que o trabalho se divide em duas partes: a primeira, que pressupõe que a exegese do pano de fundo histórico e social da época do diálogo é um procedimento útil à compreensão do seu significado filosófico, e, portanto, verifica de que maneira Erōs e psychē foram descobertos e paulatinamente compreendidos na tradição literária anterior a Platão; e uma segunda parte que faz uma análise imanente do problema de Erōs no Banquete buscando evidenciar de que maneira este diálogo pode nos oferecer uma visão um tanto mais completa do significado de Erōs e das relações que ele estabelece com psychē. Para analisar então essa questão, partimos de uma breve consideração sobre as aparições e recorrências dos termos Erōs e psychē desde a poesia mélica, épica e na tragédia, depois analisamos os movimentos religiosos dos ritos dionisíacos, orfismo e pitagorismo. Depois disso, partimos para a verificação da relação nos diálogos platônicos, onde a relação Erōs e psychē é evidente e mais próxima, dialogando assim com a temática do Banquete. A partir dessa contextualização, o trabalho inicia a leitura comentada específica das cenas do Banquete em cada um dos discursos que o compõe, buscando observar como as personagens se referem a Erōs e em quais sentidos se referem a psychē. De maneira especial, dedicamos uma análise do discurso de Sócrates, ponto alto do diálogo e de maior conteúdo filosófico, onde a análise proposta, tanto de Erōs quanto de psychē é realizada a partir do aprendizado do filósofo com a sacerdotisa Diotima, que ensina a Sócrates a natureza e os efeitos de Erōs que, conforme será defendido nesse trabalho, ligam intrinsecamente Erōs à psychē e fazem, ainda que de maneira discreta, do Banquete um diálogo essencial para o entendimento não só da natureza de Erōs o lugar que ele ocupa tal, como uma dýnamis, em relação a psychē.


  • Mostrar Abstract
  • Este trabalho trata de analisar a relação entre Erōs e psychē no diálogo Banquete, de Platão. Considerando a importância e centralidade tanto de Erōs quanto de psychē na Filosofia de Platão, chama-nos a atenção que no Banquete essa relação não seja tão evidente nem tão pouco haja uma atenção para tal questão por parte dos principais estudiosos seja do Banquete seja da psicologia de Platão. É, portanto, a partir dessa problematização, que o trabalho se divide em duas partes: a primeira, que pressupõe que a exegese do pano de fundo histórico e social da época do diálogo é um procedimento útil à compreensão do seu significado filosófico, e, portanto, verifica de que maneira Erōs e psychē foram descobertos e paulatinamente compreendidos na tradição literária anterior a Platão; e uma segunda parte que faz uma análise imanente do problema de Erōs no Banquete buscando evidenciar de que maneira este diálogo pode nos oferecer uma visão um tanto mais completa do significado de Erōs e das relações que ele estabelece com psychē. Para analisar então essa questão, partimos de uma breve consideração sobre as aparições e recorrências dos termos Erōs e psychē desde a poesia mélica, épica e na tragédia, depois analisamos os movimentos religiosos dos ritos dionisíacos, orfismo e pitagorismo. Depois disso, partimos para a verificação da relação nos diálogos platônicos, onde a relação Erōs e psychē é evidente e mais próxima, dialogando assim com a temática do Banquete. A partir dessa contextualização, o trabalho inicia a leitura comentada específica das cenas do Banquete em cada um dos discursos que o compõe, buscando observar como as personagens se referem a Erōs e em quais sentidos se referem a psychē. De maneira especial, dedicamos uma análise do discurso de Sócrates, ponto alto do diálogo e de maior conteúdo filosófico, onde a análise proposta, tanto de Erōs quanto de psychē é realizada a partir do aprendizado do filósofo com a sacerdotisa Diotima, que ensina a Sócrates a natureza e os efeitos de Erōs que, conforme será defendido nesse trabalho, ligam intrinsecamente Erōs à psychē e fazem, ainda que de maneira discreta, do Banquete um diálogo essencial para o entendimento não só da natureza de Erōs o lugar que ele ocupa tal, como uma dýnamis, em relação a psychē.

2
  • LUCAS CAMAROTTI DE BARROS
  • O lado oculto do idealismo absoluto

  • Orientador : ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALFREDO DE OLIVEIRA MORAES
  • JOSÉ LUIZ BORGES HORTA
  • JUNOT CORNELIO MATOS
  • RICARDO PEREIRA TASSINARI
  • SUZANO DE AQUINO GUIMARAES
  • Data: 19/08/2021

  • Mostrar Resumo
  • A presente tese busca incidir no campo da interpretação geral da filosofia de G. W. F. Hegel, desenvolvendo uma linha presentemente minoritária nos estudos hegelianos: a abordagem de Hegel como m pensador Místico, esotérico, alinhado a tradição mística ocidental. A base do nosso entendimento de Hegel como Místico será a sinonímia declarada pelo filósofo entre o especulativo (das Spekulative) – o cerne racional (vernünftig) do idealismo absoluto – e o que na antiguidade se chamava de Místico (das Mystische), enquanto conteúdo da consciência religiosa. A partir dai, faremos dois movimentos complementares. 1) Seguiremos o apontamento de Hegel e investigaremos o que era chamado de Místico na antiguidade, para ganhar com isso uma perspectiva externa sobre o que ele chamou de especulativo. Veremos então que o Místico era originalmente o segredo ritual dos cultos de Mistério, aquilo que só se conhecia via iniciação, e argumentaremos em seguida que o segredo envolvia centralmente o que hoje se costuma chamar de “estados alterados de consciência” ou “experiencia extática”. Com essa chave em mãos, voltaremos a Hegel para fazer o principal desenvolvimento desse primeiro movimento, afunilando a abordagem genérica de Hegel enquanto Místico: compreender o conteúdo especulativo, o pensamento espiritual, a Razão mesma no sentido hegeliano do termo, como um êxtase intelectual. 2) O segundo movimento tratará não da experiencia mística/especulativa, mas de sua interpretação e prática. Se essa experiencia e “atemporal”, sua interpretação (pela tradição), de outro modo, contém um desenvolvimento interno, e esse desenvolvimento, não menos histórico do que teológico, e igualmente fundamental para o sentido tradicional da experiencia, para o sentido do Místico. Na antiguidade, destacaremos três momentos: os cultos de Mistério, a filosofia e o cristianismo. E então, no interior do cristianismo, discerniremos o que chamaremos de “tradição cristã heterodoxa”, o desdobramento da tradição mística que formou a civilização moderna – e se consumou filosoficamente em Hegel.


  • Mostrar Abstract
  • A presente tese busca incidir no campo da interpretação geral da filosofia de G. W. F. Hegel, desenvolvendo uma linha presentemente minoritária nos estudos hegelianos: a abordagem de Hegel como m pensador Místico, esotérico, alinhado a tradição mística ocidental. A base do nosso entendimento de Hegel como Místico será a sinonímia declarada pelo filósofo entre o especulativo (das Spekulative) – o cerne racional (vernünftig) do idealismo absoluto – e o que na antiguidade se chamava de Místico (das Mystische), enquanto conteúdo da consciência religiosa. A partir dai, faremos dois movimentos complementares. 1) Seguiremos o apontamento de Hegel e investigaremos o que era chamado de Místico na antiguidade, para ganhar com isso uma perspectiva externa sobre o que ele chamou de especulativo. Veremos então que o Místico era originalmente o segredo ritual dos cultos de Mistério, aquilo que só se conhecia via iniciação, e argumentaremos em seguida que o segredo envolvia centralmente o que hoje se costuma chamar de “estados alterados de consciência” ou “experiencia extática”. Com essa chave em mãos, voltaremos a Hegel para fazer o principal desenvolvimento desse primeiro movimento, afunilando a abordagem genérica de Hegel enquanto Místico: compreender o conteúdo especulativo, o pensamento espiritual, a Razão mesma no sentido hegeliano do termo, como um êxtase intelectual. 2) O segundo movimento tratará não da experiencia mística/especulativa, mas de sua interpretação e prática. Se essa experiencia e “atemporal”, sua interpretação (pela tradição), de outro modo, contém um desenvolvimento interno, e esse desenvolvimento, não menos histórico do que teológico, e igualmente fundamental para o sentido tradicional da experiencia, para o sentido do Místico. Na antiguidade, destacaremos três momentos: os cultos de Mistério, a filosofia e o cristianismo. E então, no interior do cristianismo, discerniremos o que chamaremos de “tradição cristã heterodoxa”, o desdobramento da tradição mística que formou a civilização moderna – e se consumou filosoficamente em Hegel.

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2022 - UFRN - sigaa02.ufpe.br.sigaa02