DO RECORDAR E DO ESQUECER: o paradoxo da memória em Santo Agostinho
Memória; Esquecimento; Paradoxo do Esquecimento; Inconsciente;
Esta pesquisa tem como objetivo investigar o Paradoxo da Memória do Esquecimento presente em Confissões livro X de Agostinho, investigando sobretudo os aspectos incongruentes da sua filosofia da memória que aparentam ser contraditórios, afinal de contas não se pode lembrar e esquecer ao mesmo tempo. Essas incongruências abrem margem de interpretação para a ideia que defendemos nesta dissertação: a existência do inconsciente na filosofia da memória agostiniana. Para isso, discutiremos as funções da memória, suas vias de acesso e potencialidades, enfatizando principalmente seu aspecto autônomo e criador. Nesta investigação conceitual, defenderemos que os conceitos de ‘cavidades recônditas’, ‘zonas obscuras’, ‘abismos da consciência’, ‘sonhos eróticos’, ‘memória fragmentária’, ‘baixas imaginações’ etc, defendidos pelo próprio Agostinho, reforçam os indícios de uma filosofia da memória que compreende a existência do inconsciente.