A INTERPRETAÇÃO DO JOVEM NIETZSCHE SOBRE A FILOSOFIA DE PARMÊNIDES
Palavras-chave: Nietzsche; Parmênides; Natureza; Ser; Verdade.
Esta pesquisa tem por objetivo investigar se a interpretação do jovem Nietzsche acerca da filosofia de Parmênides constitui-se como base para a sua crítica madura à metafísica a partir do tema da linguagem. Tendo isto em vista, levamos a cabo o nosso trabalho dividindo-o em três etapas. Na primeira etapa, foi realizada uma análise da interpretação do jovem Nietzsche à filosofia de Parmênides. Para isso, utilizamos suas primeiras obras como base, a saber: A Filosofia na Era Trágica dos Gregos (1873), Lições sobre os Pré-platônicos (2025). Na segunda etapa, nos debruçamos sobre as críticas de Nietzsche à metafísica em fase madura. Nesse sentido, iremos analisar as suas obras A Gaia Ciência (1882), Além de Bem e Mal (1886), Genealogia da Moral (1887) e Crepúsculo dos Ídolos (1889). Na terceira e última etapa, fizemos uma síntese, buscando demonstrar que o jovem Nietzsche fez um prelúdio de sua crítica à metafísica mediante reflexões no âmbito da linguagem. Neste momento, colocamos sob prova a ideia de que o filósofo alemão, em seus diferentes momentos de vida, entendia a metafísica como uma espécie de hipóstase derivada da hipertrofia de categorias linguísticas, como um processo resultante de uma “sedução da linguagem”.