NEOLIBERALISMO E A FRAGMENTAÇÃO DA FORMAÇÃO ESCOLAR NO NOVO ENSINO MÉDIO
Novo Ensino Médio; neoliberalismo; formação escolar; flexibilização curricular; política educacional.
Esta pesquisa, desenvolvida no campo da sociologia da educação, tem como objetivo analisar a reforma do Novo Ensino Médio, buscando compreender os sentidos atribuídos à formação escolar e as disputas presentes em sua produção. A investigação parte da construção de uma crise do ensino médio e acompanha a flexibilização curricular como um dos eixos de reorganização dessa etapa da educação básica, observando, no percurso documental, como diferentes concepções de formação, escolha, competências e trajetórias escolares são mobilizadas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa e documental, baseada na análise de documentos normativos da reforma e de materiais produzidos pelo Todos Pela Educação e pelo Movimento pela Base, considerados agentes relevantes na produção e circulação de sentidos sobre a política educacional. A análise articula as discussões sobre racionalidade neoliberal, formação escolar e disputas na produção da política. Os resultados apontam que a fragmentação da formação escolar não se reduz à existência de itinerários formativos, mas emerge das relações entre a delimitação da formação comum, a diferenciação das trajetórias, as condições de oferta e os sentidos atribuídos à formação. Esta dissertação, assim, compreende a reforma como um campo de disputas em torno das finalidades da escola, dos conhecimentos escolares e das possibilidades de formação oferecidas aos estudantes.