Banca de DEFESA: TARSILA SOUSA LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TARSILA SOUSA LIMA
DATA : 29/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: hibrido
TÍTULO:

Energia de correntes marinhas no Sudoeste Do Atlântico Tropical: variabilidade e implicações para
aproveitamento sub-subsuperficial

 


PALAVRAS-CHAVES:

energia hidrocinética marinha; densidade de potência de corrente; correntes de borda oeste; Sudoeste do Atlântico Tropical; Subcorrente Norte do Brasil; variabilidade temporal.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A crescente urgência de diversificação da matriz energética com fontes de baixo impacto ambiental tem impulsionado o interesse pelas energias oceânicas, especialmente a energia de correntes marinhas, que se destaca pela elevada densidade de potência e pela maior previsibilidade em comparação a outras fontes renováveis intermitentes. No Sudoeste do Atlântico Tropical, avaliações anteriores identificaram a margem equatorial norte do Brasil como o principal hotspot de correntes oceânicas do país, porém limitadas aos primeiros 50 m da coluna d'água, deixando o potencial da Subcorrente Norte do Brasil completamente não quantificado. Este trabalho realizou a primeira caracterização multidecadal de alta resolução do potencial de energia de correntes superficiais e subsuperficiais ao longo da margem equatorial brasileira entre 4°N e 12°S, utilizando mais de 20 anos de dados diários da reanálise oceânica e uma abordagem metodológica em duas etapas: identificação de hotspots por campos climatológicos e caracterização da variabilidade por séries diárias restritas às regiões identificadas. Doze hotspots persistentes de densidade de potência de corrente foram identificados, revelando uma dicotomia clara entre hotspots superficiais energéticos, mas variáveis, associados à Corrente Norte do Brasil, e hotspots subsuperficiais mais estáveis, associados à Subcorrente Norte do Brasil em profundidades entre 130 e 266 m. A distribuição Weibull ajustada pelo método da máxima verossimilhança confirmou essa distinção: os hotspots subsuperficiais exibiram parâmetros de forma elevados, indicando regimes mais previsíveis e favoráveis à geração de energia de base, enquanto os hotspots superficiais apresentaram distribuições de cauda pesada associadas a maior intermitência. O hotspot H3, sustentado pelo Vórtice Potiguar, destacou-se como o local mais promissor, combinando a maior mediana de densidade de potência entre todos os hotspots com estabilidade superior à dos hotspots superficiais. Os resultados confirmam a hipótese de que a Subcorrente Norte do Brasil representa uma fonte relevante e confiável de energia hidrocinética marinha, até então ignorada, e fornecem a base física necessária para avançar no planejamento energético e no desenvolvimento de projetos-piloto na margem equatorial brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1287673 - MOACYR CUNHA DE ARAUJO FILHO
Interno - 1738148 - ALEX COSTA DA SILVA
Externo à Instituição - PEDRO VERAS GUIMARÃES
Externa à Instituição - SYUMARA QUEIROZ DE PAIVA E SILVA
Notícia cadastrada em: 23/07/2026 10:25
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