Banca de DEFESA: SABRINA PÂMELA MATOS DA SILVA DUZINO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SABRINA PÂMELA MATOS DA SILVA DUZINO
DATA : 28/05/2026
HORA: 09:30
LOCAL: online
TÍTULO:

CAFEÍNA EM AMBIENTES AQUÁTICOS BRASILEIROS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA


PALAVRAS-CHAVES:

Contaminantes emergentes; Poluição Marinha; Marcador antrópico; Ecossistemas aquáticos; Esgoto.


PÁGINAS: 145
RESUMO:

A cafeína tem sido amplamente detectada em matrizes hídricas e se destaca como contaminante emergente e marcador químico de influência antrópica, com sua presença amplamente associada à contaminação por lançamento de esgoto e intensificação da urbanização. Esta pesquisa teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo, sobre a ocorrência, fontes, distribuição, principais métodos de detecção, impactos ambientais e lacunas regulatórias relacionadas à cafeína em águas naturais brasileiras, com ênfase em sistemas marinhos, costeiros e estuarinos. O levantamento bibliográfico foi conduzido nas bases de dados da Scopus, Web of Science, ScienceDirect, SciELO e Google Scholar, contemplando estudos publicados em português e inglês. Foram selecionados 22 artigos voltados à detecção, monitoramento e comportamento ambiental da cafeína em águas brasileiras, realizados somente em ambientes salinos ou de influência salina, sendo estes estudos experimentais ou de monitoramento ambiental. Os resultados evidenciaram que a presença de cafeína está diretamente relacionada à insuficiência do saneamento básico, ao lançamento de esgoto, à remoção incompleta em estações de tratamento, a emissários submarinos, sistemas sépticos inadequados e eventos de drenagem urbana. Observou-se maior concentração de estudos nas regiões Sudeste e Sul, enquanto Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda apresentam lacunas importantes de monitoramento. As concentrações relatadas variaram amplamente, indicando desde ambientes com baixa influência antrópica até áreas fortemente impactadas por aporte de efluentes. Durante a pesquisa, também foi demonstrado de acordo com a literatura que a presença de cafeína em ambientes aquáticos pode ocasionar efeitos subletais e alterações fisiológicas em diferentes organismos, incluindo mudanças comportamentais, estresse oxidativo, comprometimento de funções neurológicas, alterações metabólicas e impactos reprodutivos. Mesmo em baixas concentrações, sua ocorrência contínua no ambiente desperta preocupação quanto aos possíveis riscos ecológicos associados à exposição crônica da biota aquática. A cafeína também demonstrou relevância como indicador complementar aos parâmetros tradicionais de qualidade da água, embora ainda não esteja incorporada de forma efetiva à legislação ambiental brasileira. Concluiu-se que o composto representa um marcador estratégico para compreender pressões urbanas sobre os recursos hídricos, sendo necessária a ampliação de estudos regionais, padronização metodológica, fortalecimento do saneamento e inclusão de contaminantes emergentes em programas de monitoramento ambiental. Além disso, destaca-se a necessidade de futuras pesquisas em ambientes brasileiros, principalmente voltadas à ecotoxicologia, monitoramento contínuo e desenvolvimento de métodos analíticos mais sensíveis, visando ampliar a compreensão sobre os efeitos da cafeína e subsidiar estratégias mais eficazes de gestão e preservação ambiental.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2330768 - PEDRO AUGUSTO MENDES DE CASTRO MELO
Interno - 1514583 - MANUEL DE JESUS FLORES MONTES
Externa à Instituição - LUZIA MARIA CASTRO HONORIO - UFPB
Externa à Instituição - EDILENE DANTAS TELES MOREIRA - UFPB
Notícia cadastrada em: 20/05/2026 11:09
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