Banca de QUALIFICAÇÃO: MYZA GEORGYA BORGES DA SILVA
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MYZA GEORGYA BORGES DA SILVA
DATA : 26/01/2026
LOCAL: Google Meet
TÍTULO: PERFIL DAS MANIFESTAÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS SEGUNDO A POSITIVIDADE PARA OS AUTOANTICORPOS ANTI-RO/SSA, ANTI-CCP E FATOR REUMATOIDE NAS FASES CLÍNICAS DA CHIKUNGUNYA
PALAVRAS-CHAVES: Febre Chikungunya, Autoanticorpos, Anticorpo Antiproteína Citrulinada, Fator Reumatoide, Artralgia, Antígeno nuclear extraível
PÁGINAS: 56
RESUMO: As manifestações musculoesqueléticas (MME) da Chikungunya podem mimetizar a
artrite reumatoide, tanto pelo quadro clínico quanto pela ocorrência de autoanticorpos.
Contudo, a relação entre a positividade para autoanticorpos e o perfil
musculoesquelético nas diferentes fases clínicas da doença ainda é pouco
compreendida. Este estudo teve como objetivo caracterizar as MMEs em pacientes
com Chikungunya segundo a positividade para os autoanticorpos anti-Ro/SSA, antiCCP e Fator Reumatoide (FR), nas diferentes fases da doença. Trata-se de um estudo
de coorte prospectiva com 111 indivíduos com diagnóstico confirmado para
Chikungunya, recrutados entre 2020 e 2022 durante a fase aguda ou subaguda. Os
participantes foram acompanhados no Hospital das Clínicas da Universidade Federal
de Pernambuco e tiveram dados sociodemográficos e clínicos coletados, além de
amostras sanguíneas para obtenção de soro/plasma. Os autoanticorpos (FR IgG, antiCCP IgG e anti-Ro/SSA IgG) foram detectados através de ELISA (EUROIMMUN). A
análise estatística foi conduzida no SPSS e R, adotando-se p < 0,05. Como resultado,
a média de idade dos participantes foi de 51,5 anos e o tempo médio desde o início
dos sintomas foi de 23,6 dias. Hipertensão foi a comorbidade mais frequente. Artralgia,
febre, rash cutâneo e fadiga foram os sintomas mais prevalentes. Observou-se
elevada frequência de dor articular, fadiga e avaliação global da doença moderada a
intensa, além de rigidez matinal por mais de 1 hora. As articulações mais acometidas
foram os tornozelos, com padrão predominante poliarticular. Do total, 15 (13,5%)
indivíduos apresentaram positividade para pelo menos um autoanticorpo: 11 (9,9%)
para o FR, 6 (5,4%) para o anti-CCP e 2 (1,8%) para o anti-Ro/SSA. Na fase crônica
(≥ 90 dias), indivíduos positivos para autoanticorpos apresentaram maior carga clínica,
com maior intensidade de fadiga (p = 0,016), maior número de articulações dolorosas
(p = 0,032) e edemaciadas (p = 0,037) em comparação com os negativos. Além disso,
a proporção de fadiga moderada a intensa (EVA ≥4) foi maior entre os positivos (p =
0,0105). Não foram observadas diferenças no status de cronicidade entre grupos.
Avaliando individualmente, a avaliação global da doença (p = 0,024), a fadiga (p =
0,0063), o número de articulações dolorosas (p = 0,0036) e edemaciadas (p = 0,0022)
entre os positivos para FR foi maior do quando comparado com negativos. Não foram
observadas diferenças entre os positivos e negativos para anti-CCP e não foi possível
avaliar para anti-Ro/SSA. Não foram observadas diferenças no status de cronicidade
entre os positivos e negativos para autoanticorpos. Na subamostra com seguimento
acima de 1 ano (n = 50), foi possível observar sororreversão em dois indivíduos
inicialmente positivos para anti-CCP e soroconversão para positividade em um
indivíduo inicialmente negativo. Os resultados sugerem que a positividade para
autoanticorpos, especialmente na fase crônica, está associada a maior carga
musculoesquelética, com destaque para fadiga e maior número de articulações
dolorosas e edemaciada, embora não tenha sido observada diferença no status de
cronicidade, e o seguimento em subamostra indique variabilidade temporal do antiCCP ao longo de um ano.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2443543 - HENRIQUE DE ATAIDE MARIZ - nullPresidente - 2247580 - MICHELLY CRISTINY PEREIRA
Interno - 2066960 - MOACYR JESUS BARRETO DE MELO REGO
Notícia cadastrada em: 16/01/2026 10:19