Banca de DEFESA: LUCAS MARINHO DE SANTANA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCAS MARINHO DE SANTANA
DATA : 04/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: LITPEG
TÍTULO:

MODIFICAÇÃO ESTRUTURAL DO AMIDO EXTRAÍDO DO MESOCARPO DO BABAÇU USANDO MÉTODO CONVENCIONAL E MICRO-ONDAS


PALAVRAS-CHAVES:

Mesocarpo do babaçu; Amido; Acetilação; Microondas; Nanopartículas poliméricas.

 


PÁGINAS: 89
RESUMO:

O babaçu é uma palmeira nativa do Brasil, cujo fruto apresenta no mesocarpo uma abundante fonte
de amido, polissacarídeo utilizado em diversas aplicações farmacêuticas. A forma nativa do amido
apresenta limitações quanto à solubilidade e estabilidade, e a acetilação representa uma rota de
modificação estrutural capaz de aprimorar suas propriedades físico-químicas. As nanopartículas
poliméricas (NPs) constituem sistemas promissores para administração de fármacos como agentes
bioativos. O objetivo deste trabalho foi realizar a extração do amido do mesocarpo do babaçu e sua
modificação química por acetilação por duas rotas: convencional (AAC) e assistida por micro-ondas
MW (AAMW). O amido foi extraído utilizando NaOH (A-NaOH) e H₂O (A-H₂O), obtendo-se
rendimentos de 51% e 47% respectivamente, e com teores de amilose de entre 16-18%. O amido
extraído pelo A-H₂O foi selecionado para acetilação com base em sua caracterização estrutural. A
reação de acetilação convencional (24 h) foi conduzida por etapas usando formamida, piridina e
anidrido acético; enquanto a rota assistida por MW utilizou ácido acético, anidrido acético e iodo
como catalisador, com reação de apenas 4 min a 500 W e 100 °C. Realizaram-se as caracterizações
físico-químicas por espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourrier (FTIR), difração
de raio X (DRX), termogravimetria (TG), calorimetria exploratória diferencial (DSC), microscopia
óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). O AAMW apresentou grau de
substituição (DS) de 0,779 por titulação e 3,05 por FTIR, mesmo com redução de 88,3% no volume
de reagentes em comparação ao AAC, que apresentou DS de 2,14 por titulação e 2,98 por FTIR. O
FTIR evidenciou bandas em 1736 cm⁻¹, referente ao alongamento do grupo acetil, confirmando a
inserção dos grupos ésteres, e a banda em 1025 cm⁻¹, correspondente à ligação glicosídica nativa
do amido, que não foi alterada. O DRX revelou reorganização estrutural. O TGA mostrou alterações
no perfil de degradação, e o DSC revelou-se mudanças na temperatura de gelatinização dos amidos
termoplásticos. As micrografias de MO mostraram que, em comparação ao A-H₂O, o AAC
apresentou alterações morfológicas decorrentes da acetilação, evidenciadas pela exposição das
cadeias de amilose e amilopectina. Essas alterações também foram confirmadas por MEV, que
revelou a aglomeração das partículas do amido nativo e, após a acetilação, aumento do tamanho das
partículas e modificações morfológicas no AAC. Por fim, foi possível obter preliminarmente NPs
de AAC, evidenciando seu potencial para a produção de NPs, com perspectivas futuras de avaliação
do encapsulamento de fármacos, incluindo fármacos para o tratamento da tuberculose. Portanto, a
rota de acetilação assistida por MW constitui uma alternativa promissora para a obtenção de amido
acetilado, por aliar maior sustentabilidade e viabilidade econômica ao processo.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANTONIA CARLA DE JESUS OLIVEIRA - CETENE
Externo à Instituição - MARCOS ANTONIO SABINO GUTIERREZ - UFPE
Presidente - 1666877 - MONICA FELTS DE LA ROCA SOARES
Notícia cadastrada em: 20/07/2026 09:43
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