Banca de DEFESA: MARIA DA CONCEIÇÃO VIANA INVENÇÃO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA DA CONCEIÇÃO VIANA INVENÇÃO
DATA : 20/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Centro de Biociências (CB)
TÍTULO:

DESENVOLVIMENTO DE VACINAS TERAPÊUTICAS PARA O CÂNCER DE COLO DE ÚTERO BASEADAS EM DNA E RNAm CONTENDO O GENE E5 DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO TIPO 16 CARREADAS POR LEVEDURA E SEUS DERIVADOS


PALAVRAS-CHAVES:

Câncer cervical. Imunoterapia. HPV. Pichia pastoris. Ácidos nucleicos. Adjuvante.


PÁGINAS: 250
RESUMO:

O câncer do colo do útero está relacionado à infecção prolongada pelo Papilomavírus Humano (HPV). As terapias atuais são pouco eficazes e muito invasivas. Assim, há a necessidade de investir em novas alternativas de tratamentos com potencial imunoestimulatório, como imunoterapias a partir de vacinas terapêuticas. Nesse contexto, o presente estudo buscou desenvolver estratégias vacinais terapêuticas baseadas em DNA e RNAm contendo o oncogene E5wt do HPV carreado por leveduras Pichia pastoris e cápsula de β-glucano. O oncogene E5 foi amplificado a partir do genoma do HPV16 e inserido em dois vetores de expressão para carreamento por levedura, o pLT-CMV-ARS e o pLT-PGK-IRES-ARS (vacinas de DNA e RNAm, respectivamente), enquanto que nas cápsulas foi utilizado o vetor pVAX1. A expressão dos antígenos presentes nas vacinas de DNA e RNAm foi avaliada em células HEK-293 T e nas leveduras, respectivamente. Já as cápsulas com DNA foram confirmadas por microscopia de fluorescência.Para avaliação da imunogenicidade in vitro, as vacinas foram avaliadas quanto à indução da liberação de citocinas a partir do estímulo de PBMCs. Para avaliação in vivo do efeito antitumoral das vacinas carreadas por levedura foi feito um esquema de inoculação de células tumorais C3 seguido de 2 doses de levedura com intervalo de 7 dias para acompanhamento do crescimento tumoral, imunofenotipagem, dosagem de citocinas e avaliação histopatológica. Foram confirmadas a clonagem nos três vetores, bem como a expressão dos antígenos. A partir do ensaio de imunoestimulação in vitro foi observado que todas as vacinas estimularam a secreção de citocinas voltadas para perfil pró-inflamatório e citotóxico e que a levedura por si só tem propriedades adjuvantes. A partir disso, os ensaios in vivo realizados com as vacinas carreadas por levedura demonstraram que a vacina de DNA promoveu redução nos volumes tumorais e apresentou tendência de induzir aumento de IFN-γ. Já em relação à resposta imunológica antitumoral, em ambas as estratégias vacinais as detecções de linfócitos TCD8+ e TCD4+, bem como macrófagos CD80+ e CD206+ foram maiores que o controle. Além disso, os tumores dos grupos vacinados apresentaram maior quantidade de infiltrados linfocitários, figuras de mitose, necrose tumoral e fibrose, destacando a capacidade dessa abordagem terapêutica de aumentar a produção de células T, a especificidade para atingir células tumorais e a regeneração tecidual na região que foi afetada pelo tumor. Assim, foi possível demonstrar que as estratégias vacinais com oncogene E5 que usam leveduras e seus derivados para carreamento de vacinas de ácidos nucleicos são capazes de induzir efeito antitumoral mais amplo, incluindo efeitos desde a redução de volume até uma resposta pró-inflamatória importante na indução de citotoxicidade de células tumorais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1453736 - ANTONIO CARLOS DE FREITAS
Externa à Instituição - FERNANDA CRISTINA BEZERRA LEITE - UFRPE
Externa ao Programa - 3496558 - ISABELLE FREIRE TABOSA VIANA - nullExterno ao Programa - 2066960 - MOACYR JESUS BARRETO DE MELO REGO - nullInterno - 2364049 - PAULO EUZEBIO CABRAL FILHO
Notícia cadastrada em: 05/02/2026 11:12
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