Banca de DEFESA: MIRELLA MARIA RIBEIRO PINTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MIRELLA MARIA RIBEIRO PINTO
DATA : 17/04/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Bioquímica
TÍTULO:

ATIVIDADES ANTIBACTERIANA E ANTIOFILME DE GEOPRÓPOLIS PRODUZIDOS POR Melipona scutellaris (Latreille, 1811) EM DIFERENTES AMBIENTES: ÁREA CONSERVADA DE MATA ATLÂNTICA, SISTEMA AGROFLORESTAL EXPERIMENTAL E MELIPONÁRIO URBANO


PALAVRAS-CHAVES:

Inibição de biofilme; Perfil químico; Resistência microbiana; Abelhas sem ferrão; Metabólitos secundários.


PÁGINAS: 72
RESUMO:

A resistência antimicrobiana está associada a milhões de mortes anuais em todo o mundo, especialmente em infecções causadas por bactérias formadoras de biofilme, que apresentam maior tolerância a tratamentos convencionais. Nesse contexto, a geoprópolis de abelhas sem ferrão tem despertado interesse científico devido à sua complexa composição química e relevante potencial antimicrobiano. O presente estudo teve como objetivo avaliar a constituição química e as atividades antibacteriana e antibiofilme de extratos etanólicos de geoprópolis (EEGP) de Melipona scutellaris, coletadas em três ambientes distintos: meliponário próximo à Unidade de Conservação (UC), meliponário residencial em área urbana (URB) e meliponário instalado em Sistema Agroflorestal Experimental (SAFE). As amostras foram denominadas EEGPUC, EEGPURB e EEGPSAFE, respectivamente, e tiveram sua composição química avaliada por cromatografia em camada delgada (CCD). A atividade antimicrobiana contra Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecalis foi avaliada por ensaios de microdiluição (determinação das concentrações mínimas capazes de inibir 50% ou 90% do crescimento bacteriano, CMI50 e CMI90), curvas de crescimento bacteriano, viabilidade celular e ensaio antibiofilme (determinação da concentração mínima capaz de reduzir em pelo menos 50% a formação de biofilme, CMIB). EEGPURB apresentou compostos exclusivos, como derivados cinâmicos, enquanto EEGPUC e EEGPSAFE apresentaram taninos e outros compostos fenólicos. Flavonoides, terpenos e saponinas foram identificados nos três extratos. Todos os extratos demonstraram atividade frente a bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. EEGPUC e EEGPURB apresentaram maior potência antibacteriana, com CMI90 de 60 µg/mL para todas as cepas avaliadas. EEGPSAFE apresentou CMI50 variando entre <60 e 250 µg/mL e CMI90 entre 60 e 500 µg/mL, indicando menor potência relativa em comparação aos demais extratos. A análise de cinética de crescimento e de viabilidade celular foi realizada exclusivamente com o EEGPSAFE já que os demais apresentaram forte atividade inibitória já na menor concentração testada (CMI90). As curvas de crescimento confirmaram efeito inibitório significativo do EEGPSAFE a partir de 4–6 horas de incubação. EEGPSAFE reduziu a viabilidade em até 13,3% (S. aureus), 12,7% (P. aeruginosa) e 10,3% (E. faecalis) na CMI50. Na avaliação antibiofilme, os valores de CMIB variaram entre 125 e 4000 µg/mL, com maior eficácia para EEGPURB, seguido de EEGPUC e EEGPSAFE. Em conclusão, todos os extratos apresentaram potencial antibacteriano e antibiofilme, com destaque para EEGPUC e EEGPURB na atividade sobre células planctônicas e para EEGPURB na inibição de biofilmes. Os resultados indicam influência do ambiente de coleta sobre a bioatividade, sem relação linear com o grau de conservação, sugerindo a atuação de fatores florísticos e do comportamento de forrageamento das abelhas na composição química e funcional da geoprópolis.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - DARCLET TERESINHA MALERBO DE SOUZA
Externo à Instituição - PATRYCK ÉRMERSON MONTEIRO DOS SANTOS - UFPE
Presidente - 1960817 - THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
Notícia cadastrada em: 15/04/2026 14:54
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