Banca de DEFESA: WENDEL CESAR E SILVA PEREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WENDEL CESAR E SILVA PEREIRA
DATA : 22/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do PPGCB
TÍTULO:

MECANISMO ANTIBACTERIANO DO EXTRATO AQUOSO DAS FOLHAS DE Myrciaria floribunda (H. West ex Willd.) O. Berg E EFEITO SINÉRGICO CONTRA Staphylococcus aureus


PALAVRAS-CHAVES:

Estafiloxantina; Fatores de virulência; Myrtaceae; Produtos naturais; Resistência bacteriana


PÁGINAS: 58
RESUMO:

Staphylococcus aureus é um importante patógeno associado a infecções comunitárias e hospitalares, responsável por um amplo espectro de doenças, que variam desde infecções cutâneas leves até quadros sistêmicos graves. Sua notável capacidade de adaptação ao hospedeiro, aliada à expressão de múltiplos fatores de virulência e à emergência de cepas resistentes a antibióticos impõe sérias limitações às opções terapêuticas disponíveis. Nesse contexto, a prospecção de produtos naturais com potencial antimicrobiano e modulador da virulência bacteriana tem ganhado destaque como estratégia complementar ao tratamento convencional. O presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana do extrato aquoso da casca dos frutos de Myrciaria floribunda (MfAE) frente a S. aureus, bem como investigar seus efeitos sobre a integridade da membrana celular, a expressão de fatores de virulência e possíveis interações sinérgicas com antibióticos de uso clínico. O MfAE foi obtido por turbólise e submetido à caracterização fitoquímica por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas com ionização por eletrospray (CLAE-ESI-MS). A atividade antimicrobiana foi determinada por meio da concentração inibitória mínima (CIM) frente à cepa padrão S. aureus ATCC e a isolados clínicos resistentes. Ensaios de sinergismo com antibióticos, incluindo ciprofloxacino e gentamicina, foram conduzidos pelo método de checkerboard. Adicionalmente, foram avaliados os efeitos do extrato sobre a atividade hemolítica, a produção de estafiloxantina e a integridade da membrana bacteriana, por meio da quantificação do extravasamento de ácidos nucleicos e proteínas intracelulares. A análise fitoquímica revelou predominância de ácidos orgânicos, com destaque para o ácido quínico, ácido maleico e citrato, compostos previamente associados a atividades antimicrobianas e moduladoras da permeabilidade de membranas. O MfAE apresentou atividade antimicrobiana moderada, com CIMs variando entre 256 e 512 µg/mL frente às cepas avaliadas. Notavelmente, quando associado ao ciprofloxacino ou à gentamicina, o extrato promoveu reduções expressivas das CIMs desses antibióticos, caracterizando sinergismo total para todas as cepas testadas, inclusive isolados clínicos multirresistentes. Além do efeito sobre o crescimento bacteriano, o MfAE exerceu ação antivirulência significativa, inibindo a atividade hemolítica em até 93,5% e reduzindo a produção de estafiloxantina em até 91,9%. Esses efeitos foram acompanhados por danos à membrana plasmática bacteriana, evidenciados pelo aumento significativo na liberação de DNA, RNA e proteínas para o meio extracelular, sugerindo comprometimento da integridade estrutural da célula. Em conjunto, os resultados demonstram que o extrato aquoso de M. floribunda apresenta atividade antimicrobiana direta, efeito sinérgico robusto com antibióticos de uso clínico e capacidade de interferir em importantes fatores de virulência e na integridade da membrana de S. aureus. Esses achados destacam o potencial do MfAE como agente adjuvante promissor no controle de infecções estafilocócicas, especialmente aquelas associadas à resistência antimicrobiana.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - ***.479.334-** - ALISSON MACARIO DE OLIVEIRA - UECG
Externa à Instituição - PALOMA MARIA DA SILVA
Presidente - ***.658.604-** - WENDEO KENNEDY COSTA - UFPE
Notícia cadastrada em: 20/01/2026 16:29
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