AVALIAÇÃO IN VIVO, UTILIZANDO ZEBRAFISH (DANIO RERIO), DE NANOPARTÍCULAS REVESTIDAS COM POLISSACARÍDEO FRENTE AOS EFEITOS TÓXICOS INDUZIDOS POR ETANOL EM MODELO DE TRANSTORNO DO ESPECTRO ALCOÓLICO FETAL (TEAF).
OncoA. Fucana. Nanoparticula. TEAF. Zebrafish
Em estudos sobre o Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), decorrente da exposição ao etanol durante o desenvolvimento embrionário, o zebrafish oferece vantagens, pois permite a avaliação sem a necessidade de procedimentos invasivos, sendo portanto bastante utilizado. Sabe-se que compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias são capazes de prevenir os danos tóxicos induzidos pelo etanol. Neste sentido, propomos avaliar o efeito protetivo de nanopartículas de poli(isobutilcianoacrilato) (PIBCA) revestida com fucana contendo oncoA, contra os efeitos induzidos pelo etanol em zebrafish. A metodologia incluiu inicialmente a avaliação da atividade antioxidante das nanopartículas (DPPH e ABTS), a avaliação da nanotoxicidade, e a internalização das nanopartículas utilizando embriões. O efeito protetivo durante a epibolia (8 horas pós fecundação (hpf)) foi avaliado nos embriões com e sem exposição ao etanol. Finalmente, a análise histopatológica foi avaliada na fase larval (6 dpf). Foi confirmada a atividade antioxidante das formulações. A partir dos testes de nanotoxidade, concentrações inferiores a 1,86µg/mL se mostraram seguras para a continuidade dos testes. As nanopartículas foram capazes de adentrar o córion e a membrana vitelina, se internalizando no embrião, fato observado a partir da detecção de fluorescência. O teste do efeito protetivo na epibolia confirmou que as nanopartículas exibiram proteção parcial, ficando com comprimento acima do encontrado para o EtOH de 40%, porém abaixo do comprimento normal de 75%, contra os efeitos tóxicos do etanol, e que a oncoA livre apresentou efeitos sub-letais nos embriões ocasionando atraso no seu desenvolvimento. Na análise histopatológica, observaram-se alterações no cérebro dos embriões tratados com oncoA, confirmando o seu efeito sub-letal. Por outro lado, as nanopartículas demonstraram efeito protetor frente aos danos induzidos pelo etanol. A nanoencapsulação reduziu os efeitos citotóxicos neurais da oncoA livre, contribuindo para minimizar os danos tóxicos e subletais. Os resultados são inéditos, reforçando o potencial da nanoencapsulação como alternativa para aumentar a segurança e a eficácia da oncoA. Contudo, estudos adicionais são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos.