Banca de DEFESA: GEORON FERREIRA DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GEORON FERREIRA DE SOUSA
DATA : 05/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

ACHADOS EM PACIENTES HOSPITALIZADOS NÃO VACINADOS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: IMPACTO DAS COMORBIDADES NOS PARÂMETROS CLÍNICOS, LABORATORIAIS E IMUNOLÓGICOS


PALAVRAS-CHAVES:

COVID-19, comorbidades, resposta imune, marcadores inflamatórios


PÁGINAS: 91
RESUMO:

A pandemia de COVID-19 continua a evidenciar o impacto significativo das comorbidades pré-existentes na progressão da doença e nos desfechos clínicos, devido aos fatores de risco para formas graves da doença em pacientes não vacinados. Neste estudo, avaliamos a associação entre diversos achados clínicos/laboratoriais e comorbidades em uma coorte de pacientes não vacinados hospitalizados em enfermarias ou unidades de terapia intensiva em Recife, Pernambuco, Brasil. Foram incluídos 36 voluntários não vacinados. Foram realizadas análises clínicas, bioquímicas, hematológicas e microbiológicas. A imunidade celular, a dosagem de citocinas e a expressão gênica também foram analisadas. Além disso, amostras de soro foram submetidas a testes sorológicos e de neutralização utilizando as variantes do SARS-CoV-2 selvagem (WT), P1/Gama, Delta e Ômicron original (BA.1.1.529). Como principais resultados, demonstramos que a hipertensão foi a comorbidade mais comum entre os pacientes que necessitaram de suplementação de oxigênio, seguida pela diabetes e pela síndrome metabólica. Essas condições estavam associadas ao aumento da gravidade da doença, com níveis elevados de biomarcadores inflamatórios (D-dímero, proteína C-reativa), neutrofilia e linfopenia. A inflamação crônica, frequentemente observada no diabetes e na síndrome metabólica, agrava a resposta inflamatória desencadeada pela COVID-19, intensificando a lesão endotelial e promovendo um estado de hipercoagulabilidade. Além disso, pacientes com comorbidades apresentaram imunidade humoral comprometida, com menor soroconversão e atividade neutralizante reduzida, o que dificultou a capacidade de combate ao vírus. Este estudo também revelou que pacientes com diabetes e síndrome metabólica apresentaram uma resposta imune exacerbada mediada por células Th17, contribuindo para desfechos graves e falência de múltiplos órgãos. Esses achados ressaltam a importância do cuidado personalizado e de intervenções direcionadas para pacientes com comorbidades, destacando a necessidade de mais pesquisas sobre distúrbios metabólicos, disfunção imunológica e COVID-19.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1262835 - CRISTIANE MOUTINHO LAGOS DE MELO
Interno - 1721037 - JACINTO DA COSTA SILVA NETO
Externa à Instituição - CARLA TORRES BRACONI DOS SANTOS
Externa à Instituição - MADI VEIGA DINIZ
Externa à Instituição - WENDELL PALOMA MARIA DOS SANTOS REIS
Notícia cadastrada em: 27/02/2026 15:43
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