OCORRÊNCIAS DE DOENÇAS PERI-IMPLANTARES E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS
Implantes dentários; peri-implantite; fatores de risco.
Estudo transversal teve como objetivo avaliar a prevalência das doenças peri-implantares e identificar fatores de risco em pacientes reabilitados com implantes osseointegrados em função há pelo menos um ano. A amostra foi composta por 40 participantes atendidos em clínica-escola da UFPE. Foram incluídos indivíduos ≥18 anos, parcialmente desdentados e reabilitados com implantes em função ≥1 ano. Critérios de exclusão, os pacientes submetidos à radioterapia maxilar, com bruxismo, xerostomia, doenças da mucosa oral, periodontite periapical adjacente, alterações mentais/psicológicas e gestantes/lactantes. A coleta envolveu exame clínico associado à análise radiográfica periapical digital para mensuração do nível ósseo marginal. Os parâmetros clínicos avaliados incluíram profundidade de sondagem, sangramento à sondagem e recessão da mucosa peri-implantar, além de condições de higiene, histórico de periodontite e hábitos como tabagismo. Radiograficamente, mensurou-se a distância da plataforma do implante ao primeiro contato osso/implante, determinando a perda óssea peri-implantar. A mucosite foi definida por sangramento à sondagem com profundidade até 5 mm, enquanto a peri-implantite apresentou profundidade ≥5 mm associada a sangramento/supuração e perda óssea ≥2 mm. Observou-se prevalência de 35,0% de mucosite peri-implantar e 42,5% de peri-implantite, enquanto 22,5% estavam saudáveis. Houve associação significativa entre peri-implantite e tabagismo, menor frequência de consultas odontológicas, pior frequência de escovação e histórico de periodontite. A perda óssea e a recessão também se associaram ao diagnóstico, com maiores médias de perda óssea no grupo com peri-implantite.