Banca de QUALIFICAÇÃO: LUÍS HENRIQUE GUEDES DE ANDRADE LIMA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUÍS HENRIQUE GUEDES DE ANDRADE LIMA
DATA : 11/02/2026
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

LESÕES ORAIS MALIGNAS E POTENCIALMENTE MALIGNAS: PANORAMA DIAGNÓSTICO EM UMA CLÍNICA UNIVERSITÁRIA DE ESTOMATOLOGIA


PALAVRAS-CHAVES:

Neoplasias Bucais; Diagnóstico Clínico; Diagnóstico Bucal; Biópsia.


PÁGINAS: 44
RESUMO:

ntrodução: As lesões orais malignas e potencialmente malignas apresentam desafios diagnósticos devido à sobreposição de características clínicas, tornando a avaliação da concordância entre diagnóstico clínico e histopatológico um importante indicador da assertividade diagnóstica. O objetivo deste estudo foi analisar retrospectivamente esses casos em uma clínica universitária de estomatologia, com ênfase na concordância clínico-histopatológica. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, descritivo, analítico e retrospectivo, baseado na análise de prontuários clínicos e laudos histopatológicos de pacientes atendidos entre 2020 e 2025 na Clínica de Estomatologia da Universidade Federal de Pernambuco. Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, clínicas, anatômicas e diagnósticas. A concordância entre diagnóstico clínico e histopatológico foi analisada por meio do coeficiente Kappa e medidas de acurácia diagnóstica. Resultados: Foram analisados 107 pacientes, totalizando 111 lesões, das quais 60 foram submetidas à biópsia. O lábio inferior foi o sítio mais acometido, seguido pela língua e mucosa jugal. A morfologia clínica mais prevalente foi a placa. Histopatologicamente, predominaram as lesões potencialmente malignas (58,3%), seguidas pelas malignas (23,3%). A concordância clínico-histopatológica foi de 73,3%, com concordância moderada (κ = 0,495; p < 0,001), sendo maior nas lesões potencialmente malignas. O diagnóstico clínico apresentou sensibilidade de 78,6% e especificidade de 84,8% para malignidade. Conclusão: Apesar da concordância clínico-histopatológica elevada, discrepâncias diagnósticas permanecem, sobretudo nos casos malignos, evidenciando limitações da avaliação clínica isolada. Os achados reforçam a biópsia como padrão-ouro para o diagnóstico definitivo e a necessidade de capacitação contínua dos profissionais para o reconhecimento precoce das lesões orais malignas e potencialmente malignas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALLAN VINICIUS MARTINS DE BARROS
Presidente - 1134530 - JAIR CARNEIRO LEAO
Externo ao Programa - 4347189 - MARTINHO DINOA MEDEIROS JUNIOR - null
Notícia cadastrada em: 10/02/2026 11:34
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