Banca de DEFESA: LETÍCIA FARIAS DE MACÊDO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LETÍCIA FARIAS DE MACÊDO
DATA : 29/07/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Auditório Auxiliar do Laboratório Integrado de Tecnologia em Petróleo, Gás e Biocombustíveis
TÍTULO:

DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE PASTA HÍBRIDA CONTENDO LAPONITA/ ALGINATO/PAPAÍNA USANDO IMPRESSÃO 3D COM POTENCIALIDADE NA ENGENHARIA TECIDUAL


PALAVRAS-CHAVES:

Cicatrização de feridas; Impressão 3D por extrusão; pastas cerâmicas híbridas, Laponita®; Alginato de sódio; Papaína; Scaffolds bioativos.


PÁGINAS: 105
RESUMO:

As feridas crônicas representam um relevante problema de saúde pública, demandando estratégias eficientes como o desbridamento enzimático usando uma enzima com a papaína para o preparo do leito da lesão. Contudo, as formas farmacêuticas convencionais não se conformam à geometria irregular das feridas. A impressão tridimensional (3D) por extrusão surge como alternativa para a fabricação de curativos personalizados, embora a incorporação da papaína possa competir eletrostaticamente com a rede coloidal da argila e comprometer a imprimibilidade. Este trabalho teve por objetivo desenvolver e caracterizar pastas híbridas de Laponita®/alginato/papaína para aplicação em engenharia tecidual, avaliando o papel da reticulação iônica com cálcio na compatibilização do sistema. Seis formulações (F1-F6), variando os teores de Laponita (4-7%), alginato (1-2%), reticulação com Ca+2 e papaína (2%), foram caracterizadas por reologia oscilatória, FTIR, DRX, DSC, TG/DTG, ensaios funcionais de extrudabilidade, fidelidade de forma (bridging test), índices de printabilidade (Pr, DCR), compressão uniaxial e atividade proteolítica. Todas as formulações exibiram comportamento pseudoplástico (shear-thinning) e caráter de gel (G' > G'' e tand<1). As análises de difração (DRX) e espectroscopia (FTIR) confirmaram a esfoliação das lamelas de argila e a incorporação física e íntima da enzima na matriz. Na ausência de cálcio, a papaína atuou como agente desestruturante, reduzindo drasticamente a viscosidade e inviabilizando a estabilidade dimensional. Contudo, a reticulação iônica em F6 restaurou a integridade da rede por meio da conformação tipo egg-box, estabelecendo uma estrutura duplamente reforçada. A formulação F6 demonstrou propriedades ideais de gelação, sustentando vãos livres sem deflexão, compressão mecânica superior a seu controle não aditivado e índice de printabilidade praticamente ideal (Pr~1,00) tanto em camada única quanto no empilhamento de scaffolds multicamadas (4 e 6 camadas), apresentando a rede mais homogênea do estudo. As análises térmicas (DSC/TG) em F6 sugerem o confinamento da enzima em poros aquosos com água altamente móvel, microambiente favorável à atividade biológica. A atividade proteolítica em F6 foi parcialmente preservada (21,0%), sendo compatível com barreiras difusionais controladas e liberação sustentada do ativo. Conclui-se que o cálcio atua como agente compatibilizante essencial, posicionando a formulação F6 como uma plataforma nanocompósita bioativa promissora para o manejo avançado de feridas complexas e potencialidade na area biomedica/farmacologica.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANA CRISTINA FIGUEIREDO DE MELO COSTA - UFCG
Presidente - 1666905 - JOSE LAMARTINE SOARES SOBRINHO
Interno - ***.053.258-** - MARCOS ANTONIO SABINO GUTIERREZ - OUTRA
Notícia cadastrada em: 22/07/2026 19:35
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