Banca de DEFESA: MARIANA ALICE GONZAGA GABÚ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIANA ALICE GONZAGA GABÚ
DATA : 25/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

DESENVOLVIMENTO DE UMA FORMULAÇÃO DE IVERMECTINA DIRECIONADA AO TRATAMENTO DE ESTRONGILOIDÍASE DISSEMINADA


PALAVRAS-CHAVES:

Ivermectina; Estrongiloidíase; Nanotecnologia; Nanocápsulas poliméricas; Forma farmacêutica sólida oral


PÁGINAS: 86
RESUMO:

A ivermectina (IVM) é um antiparasitário amplamente utilizado no tratamento da estrongiloidíase, infecção que pode evoluir para formas disseminadas graves, especialmente em indivíduos imunocomprometidos. Nesses casos, a baixa biodisponibilidade oral da IVM pode exigir esquemas terapêuticos prolongados, o que compromete a adesão ao tratamento e aumenta o risco de eventos adversos. Estratégias farmacotecnológicas, como a nanoencapsulação, têm sido investigadas com o objetivo de melhorar o desempenho terapêutico desse fármaco. Nanocápsulas poliméricas de poli(ε-caprolactona) contendo ivermectina (NC-PCL-IVM) demonstraram previamente maior eficácia antiparasitária in vitro e perfil de segurança adequado; contudo, a estabilidade limitada de suspensões nanoparticuladas constitui um entrave para sua aplicação clínica. Diante disso, este estudo teve como objetivo o desenvolvimento de uma forma farmacêutica sólida oral contendo NC-PCL-IVM visando aumentar a estabilidade e preservar as propriedades do sistema nanoestruturado. Os pós contendo nanocápsulas, obtidos por secagem por pulverização, mantiveram a integridade do sistema nanoencapsulado após a reconstituição. Os ensaios in vitro indicaram aumento da permeabilidade da ivermectina nanoencapsulada, associada à baixa citotoxicidade. Os perfis de dissolução in vitro evidenciaram liberação limitada em meio gástrico simulado e liberação significativamente superior em meio intestinal simulado, indicando proteção do fármaco em condições gástricas e liberação favorecida no ambiente intestinal. A avaliação farmacocinética in vivo evidenciou diferenças nos parâmetros relacionados à absorção sistêmica entre a formulação nanoencapsulada e a forma livre, sem alterações relevantes na fase de eliminação. Em conjunto, os resultados sugerem que a formulação sólida desenvolvida apresenta potencial para otimizar o desempenho oral da ivermectina, sendo necessários estudos adicionais para confirmação desses achados.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - HUMBERTO DE MELLO BRANDÃO - EMBRAPA
Externo à Instituição - DIOGO RODRIGO DE MAGALHAES MOREIRA - Fiocruz - PE
Presidente - 2318850 - LEILA BASTOS LEAL
Notícia cadastrada em: 22/02/2026 16:26
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