Banca de DEFESA: DEBORAH LAYS SILVA DE DEUS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DEBORAH LAYS SILVA DE DEUS
DATA : 24/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Antibióticos da UFPE
TÍTULO:

ESTUDO QUÍMICO E AVALIAÇÃO DO EFEITO FARMACOLÓGICO DOS EXTRATOS DE Lippia alba (Mill) N. E. Brown EM MODELO MURINO DE LESÃO PULMONAR AGUDA


PALAVRAS-CHAVES:

inflamação; lesão pulmonar; toxicidade; erva-cidreira


PÁGINAS: 143
RESUMO:

A Lesão Pulmonar Aguda (LPA) é uma condição inflamatória caracterizada pelo aumento da permeabilidade da barreira alvéolo-capilar, levando a edema pulmonar e comprometimento respiratório. Diante das limitações das terapias atuais, incluindo efeitos adversos e baixa eficácia resolutiva, torna-se necessária a busca por novas alternativas farmacológicas para o tratamento de LPA. Nesse contexto, a Lippia alba (Mill.) N.E. Brown, popularmente conhecida como erva-cidreira, destaca-se por conter metabólitos secundários com potencial atividade anti-inflamatória. O presente estudo teve como objetivo obter, caracterizar fitoquimicamente e avaliar o efeito anti- inflamatório do extrato das folhas de L. alba em modelo murino de LPA. As folhas foram coletadas e submetidas à maceração em etanol. O extrato etanólico foi particionado com solventes de polaridades crescentes, obtendo-se as frações hexânica, clorofórmica e hidrometanólica. A caracterização química da partição clorofórmica foi realizada por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência acoplada à Espectrometria de Massas de Alta Resolução (CLAE-EMAR), permitindo a identificação de 25 compostos, incluindo um metabólito inédito. As partições obtidas foram inicialmente avaliadas quanto à citotoxicidade e à atividade anti-inflamatória in vitro em macrófagos RAW 264.7 estimulados com LPS. Todas as frações apresentaram baixa citotoxicidade e reduziram significativamente os níveis de óxido nítrico, sendo a partição clorofórmica a mais eficaz. Com base nesses resultados, essa fração foi selecionada para os ensaios in vivo. A avaliação da toxicidade oral aguda demonstrou que a partição clorofórmica não promoveu alterações no consumo de água e ração, na massa corporal ou no peso dos órgãos, nem nos parâmetros bioquímicos hepáticos e renais dos animais tradados com o extrato clorofórmico na dose de 2000 mg/kg. No modelo murino de LPA induzida por LPS, o tratamento com a partição clorofórmica de L. alba resultou em redução significativa da contagem total de leucócitos e do influxo de neutrófilos no lavado broncoalveolar. A análise histopatológica evidenciou diminuição de infiltrado inflamatório e ausência de focos hemorrágicos no tecido pulmonar. Observou-se ainda redução na expressão de marcadores inflamatórios, incluindo F4/80 (marcador de macrófagos), ciclo- oxigenase-2 (COX-2) e fator nuclear kappa B (NF-κB), bem como diminuição dos níveis de mieloperoxidase e óxido nítrico no tecido pulmonar. Em conjunto, os resultados indicam que a partição clorofórmica de L. alba apresenta baixa toxicidade oral e exerce efeito anti-inflamatório significativo no modelo experimental de LPA, possivelmente por modulação da via do NF-κB e de mediadores pró-inflamatórios associados.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 1132498 - BELMIRA LARA DA SILVEIRA ANDRADE DA COSTA - nullInterna - ***.220.794-** - LARISSA ARAUJO ROLIM - UNIVASF
Presidente - 1217065 - TERESINHA GONCALVES DA SILVA
Notícia cadastrada em: 22/02/2026 11:54
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