Eficácia da assistência fisioterapêutica sobre a experiência materna no parto induzido e sobre a incidência de disfunções do assoalho pélvico no período puerperal: ensaio clínico randomizado
Gravidez de alto risco; trabalho de parto induzido; fisioterapia; parto humanizado; distúrbios do assoalho pélvico; período pós-parto.
Introdução: A indução do parto pode prejudicar a experiência materna e aumentar o risco de disfunções do assoalho pélvico (DAP) no puerpério. Por sua vez, a fisioterapia obstétrica atua na promoção do bem-estar físico e emocional da parturiente, e na prevenção e tratamento de DAP. No entanto, poucas instituições públicas de saúde incluem fisioterapeutas na assistência ao parto, e a maioria das evidências científicas abordam gestantes de risco habitual. Objetivo: avaliar a eficácia da assistência fisioterapêutica sobre a experiência de parto de gestantes de alto risco obstétrico no parto induzido e sobre a incidência de DAP no período puerperal. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, desenvolvido no Centro Obstétrico do Hospital das Clínicas/UFPE, com gestantes de alto risco obstétrico submetidas a indução do parto, que serão randomizadas para receber ou não a assistência fisioterapêutica na condução da fase ativa do trabalho de parto. A coleta de dados ocorrerá em duas etapas: assistência intraparto e follow-up no puerpério remoto, para investigação dos desfechos principais: experiência de parto e incidência/gravidade de DAP, respectivamente. Os dados serão coletados através de exame físico e aplicação de questionários específicos e validados, sendo realizada análise descritiva e comparativa entre grupos, utilizando testes paramétricos e não-paramétricos, considerando o nível de significância de 5%. Resultados esperados: Quando comparada aos cuidados usuais na condução do trabalho de parto induzido, a assistência fisioterapêutica melhora a experiência de parto de gestantes de alto risco obstétrico; e reduz a incidência de DAP no período puerperal.