EFEITO AGUDO DO EXERCICIO SOBRE OS PARAMETROS VASCULARES DO ANTEBRACO NAO DOMINANTE DE PACIENTES COM DOENCA RENAL CRONICA EM ESTAGIO PRE-DIALITICO
fisioterapia; endotélio vascular; fístula arteriovenosa; veias; insuficiência renal crônica.
Introdução: O exercício agudo é vantajoso para a prescrever o exercício, desenvolver protocolos em doenças crônicas e compreender mecanismos iniciais de resposta ao estímulo mecânico. As evidências do exercício agudo são escassas e conflitantes, dada a heterogeneidade de populações e métodos, bem como a escassez de evidências a cerca dos efeitos imediatos ocasionados na função vascular e endotelial de pacientes com doença renal crônica (DRC). Objetivo: Avaliar o efeito agudo sobre diâmetro e distensibilidade da veia cefálica (VC), diâmetro da artéria radial, velocidade média, pico sistólico e taxa de fluxo de sangue da AR do antebraço não dominante de pacientes com DRC em estágio pré-dialítico, após submissão a uma única sessão de exercício com duas intensidades. Método: Ensaio clínico randomizado, cadastrado no ReBeC (RBR-103n2zss) e desenvolvido entre janeiro de 2024 a junho de 2025. Participaram do estudo 25 pacientes com DRC em estágio pré-dialítico com indicação de confecção de FAV ou até 24 meses de confecção. Foram avaliados quanto aos parâmetros vasculares acima descritos e as medidas mensuradas a 2, 10 e 20cm do processo estiloide do membro não dominante. Os pacientes foram distribuídos em grupos de exercício com 20% (GE 20%) e com 50% (GE 50%) da intensidade da força de preensão palmar. Resultados: 25 pacientes, 44% (11) foram do GE 20% e 56% (14) do GE 50%. 56% (14) homens com mediana de 58 anos (43,5:66). Os pacientes do GE 20% apresentaram moderado tamanho de efeito no diâmetro da veia cefálica em todos os segmentos [2 cm (r=0,30), 10 cm (r=0,35), 20 cm (r=0,29)], A distensibilidade da veia cefálica diferiu com grande efeito no segmento de 2 cm (p=0,01; r=0,47) nos pacientes do GE 20% O diâmetro da artéria radial apresentou um tamanho de efeito moderado para o segmento de 2 cm para os pacientes de ambos os grupos [GE 20% (r=0,32), GE 50% (r=0,24)]. A velocidade média apresentou moderado efeito em 20 cm (U=49; r=0,25) para ambos os grupos. O efeito no pico sistólico foi moderado (p=0,18; r=0,25) no segmento de 2 cm nos pacientes do EG 50%. A taxa do fluxo sanguíneo dos pacientes no GE 20% apresentou pequeno efeito, enquanto o GE 50% apresentou moderado em 2 cm (p=0,32; r=0,26) e 10 cm (p=0,19; r=0,26). Conclusão: O efeito agudo do exercício foi semelhante nos parâmetros vasculares, independente da intensidade aplicada no protocolo de exercício. Os grupos apresentaram relevância clínica após a aplicação do exercício. O GE 20% teve efeito moderado e grande (VC, distensibilidade, AR, pico sistólico e taxa de fluxo de sangue) notadamente no segmento de 2 cm. O GE 50% apresentou relevância clínica com efeito moderado (pico sistólico e taxa de fluxo de sangue).