QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO REDUZIDA E PRESERVADA: ASSOCIAÇÕES COM VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA E MARCADORES VENTILATÓRIOS, MUSCULARES E ASPECTOS EMOCIONAIS.
Insuficiência Cardíaca; Qualidade de Vida; Variabilidade da frequência cardíaca; Teste cardiopulmonar de exercício; Capacidade funcional; Sarcopenia; Ansiedade; Depressão.
Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) compromete a capacidade funcional e a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). Entretanto, a fração de ejeção, isoladamente, não explica a variabilidade da QVRS entre os pacientes. Fatores autonômicos, cardiorrespiratórios, musculares e emocionais podem contribuir para esse desfecho, mas suas associações em pacientes com ICFEr e ICFEp ainda não estão completamente esclarecidas. Objetivo: Analisar a associação entre a QVRS e marcadores autonômicos, ventilatórios, funcionais, musculares e emocionais em adultos com ICFEr e ICFEp, bem como investigar se essas associações diferem entre os fenótipos da doença. Métodos: Estudo observacional, analítico e transversal com adultos de 18 a 65 anos com ICFEr ou ICFEp. A amostra estimada será de 149 participantes. A QVRS será avaliada pelo Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire. Serão analisados marcadores de variabilidade da frequência cardíaca, parâmetros do teste cardiopulmonar de exercício, função muscular e sarcopenia, além de sintomas de ansiedade e depressão. Serão realizadas análises descritivas, comparativas e multivariadas para identificar fatores independentemente associados à QVRS e possíveis diferenças entre os fenótipos. Resultados esperados: Espera-se caracterizar de forma integrada os componentes autonômicos, cardiorrespiratórios, musculares e emocionais relacionados à QVRS em pacientes com ICFEr e ICFEp, identificando quais variáveis apresentam associação independente com esse desfecho e se a magnitude dessas associações difere entre os fenótipos. Espera-se que os achados contribuam para uma avaliação clínica mais abrangente e para o planejamento de estratégias terapêuticas e de reabilitação mais individualizadas.