Banca de DEFESA: GLÍCIA SILVA DE MORAES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GLÍCIA SILVA DE MORAES
DATA : 27/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/pss-kque-vzk
TÍTULO:

RELACIONAMENTO FILOGENÉTICO DOS OOMICETOS CAUSADORES DE MÍLDIO EM PLANTAS DA FAMÍLIA Asteraceae NO BRASIL E AVALIAÇÃO DE REGIÕES GÊNICAS PARA ESTUDOS FILOGENÉTICOS DE Pseudoperonospora EM CUCURBITÁCEAS


PALAVRAS-CHAVES:

Bremia. Cox2. Filogenia. Plasmopara. Taxonomia.


PÁGINAS: 165
RESUMO:

Os oomicetos da família Peronosporaceae compreendem importantes fitopatógenos biotróficos responsáveis pelo míldio em diversas culturas de interesse econômico, incluindo espécies das famílias Asteraceae e Cucurbitaceae. A delimitação taxonômica desses organismos é dificultada pela reduzida variabilidade morfológica, pela plasticidade fenotípica e pela impossibilidade de cultivo em meio de cultura, tornando indispensável a integração de caracteres morfológicos e evidências filogenéticas para o reconhecimento de espécies. Neste contexto, esta tese teve como objetivo investigar a diversidade e as relações filogenéticas de oomicetos causadores de míldio associados a Asteraceae e Cucurbitaceae no Brasil, empregando uma abordagem integrativa baseada em dados morfológicos e moleculares. Foram realizadas coletas em diferentes regiões do país, seguidas de análises morfológicas e filogenéticas utilizando marcadores nucleares e mitocondriais, com reconstruções por Inferência Bayesiana e Máxima Verossimilhança. Os resultados demonstraram que as regiões gênicas cox2, cox2-1, ITS e β- tubulina fornecem elevado poder de resolução para estudos filogenéticos em Peronosporaceae. A análise multilocus das linhagens anteriormente atribuídas a Pseudoperonospora cubensis revelou dois clados bem suportados, permitindo o reconhecimento de Pseudoperonospora cucurbiticola sp. nov. como uma espécie distinta. Em Asteraceae, as análises filogenéticas e morfológicas resultaram na descrição de Plasmopara pernambucoensis sp. nov., além do primeiro registro de Plasmopara sphagneticolae para o Brasil e para a América do Sul e de Bremia sonchicola para o Brasil, ampliando o conhecimento sobre a distribuição desses oomicetos. Adicionalmente, a reavaliação do agente causal do míldio em Luffa aegyptiaca demonstrou que as amostras brasileiras constituem um clado monofilético distinto de Plasmopara australis, corroborado por diferenças morfológicas e moleculares, sustentando o reconhecimento de Plasmopara luffae como espécie independente. Em conjunto, os resultados evidenciam que a diversidade de Peronosporaceae associada a plantas cultivadas e espontâneas permanece subestimada, reforçam a importância da filogenia multilocus na delimitação de espécies e ampliam o conhecimento sobre a taxonomia, distribuição e especificidade aos hospedeiros dos agentes causais de míldio no Brasil, fornecendo subsídios para estudos evolutivos, epidemiológicos e para o manejo dessas doenças.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2266943 - ALEXANDRE REIS MACHADO
Interno - ***.808.044-** - JADSON DIOGO PEREIRA BEZERRA - UFPE
Interna - 1131234 - NEIVA TINTI DE OLIVEIRA
Externa ao Programa - ***.880.944-** - THAYS GABRIELLE LINS DE OLIVEIRA - UFPE
Externa à Instituição - VIRGINIA MICHELLE SVEDESE
Notícia cadastrada em: 26/07/2026 11:28
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