Banca de DEFESA: SABRINA ALVES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SABRINA ALVES DA SILVA
DATA : 24/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/qsx-wxbq-dtt
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO TAXONÔMICA DA MICOBIOTA DO SEDIMENTO DE UMA CAVERNA DA FLORESTA NACIONAL DE CARAJÁS-PA

 


PALAVRAS-CHAVES:

Ambiente cavernícola; Amazônia; Diversidade fúngica.


PÁGINAS: 76
RESUMO:

As condições tróficas e ambientais extremas das cavernas tornam esses ecossistemas ideais para o estudo da diversidade e da ecologia microbiana. Esses ambientes abrigam uma rica diversidade fúngica, com adaptações ecológicas únicas e espécies ainda desconhecidas para a ciência. Nas cavernas, os fungos desempenham papéis centrais na dinâmica ecossistêmica, contribuindo para a ciclagem de nutrientes e constituindo a base da teia trófica. Cavernas brasileiras são consideradas hotspots de diversidade fúngica, embora grande parte dessa riqueza permaneça inexplorada, principalmente na Amazônia, onde os estudos ainda são raros. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo inventariar a diversidade de fungos associados a sedimentos em uma caverna localizada na Floresta Nacional de Carajás, Pará. As coletas foram realizadas na Caverna N1_096. Os fungos foram isolados por meio da técnica de diluição seriada (10−2 a 10−4), e alíquotas de 1 mL semeadas nos meios Sabouraud Dextrose (SAB), Brain Heart Infusion (BHI) e Dichloran 18% Glicerol Ágar (DG18), todos acrescido com cloranfenicol (100 mg/L), contidos em placas de Petri. Complementarmente, o isolamento foi realizado pelo método de câmara úmida. Após a incubação, as colônias foram diferenciadas com base em características morfológicas e os isolados foram subcultivados em meio SAB até a obtenção de culturas puras. A identificação foi realizada por meio de análises morfológicas e filogenética integradas. A abundância total de fungos foi de 347,43 UFC/g. O ponto 1 apresentou maior abundância, seguido pelos pontos 3 e 2. As colônias foram agrupadas em 110 morfoespécies, das quais 101 foram isoladas pela técnica de diluição seriada em meio de cultura e nove pelo método da câmara úmida. Os isolados pertencem aos filos Ascomycota (86,8%) e Mucoromycota (13,2%), sendo distribuídos em 13 gêneros e compreendendo 39 espécies. Os gêneros Penicillium, Aspergillus e Talaromyces apresentaram maior riqueza, com 17, 7 e 3 espécies, respectivamente. Além de táxons conhecidos, foram identificadas seis possíveis novas espécies: quatro de Penicillium, uma de Aspergillus e uma de Talaromyces. Sete novos táxons foram registrados de forma inédita para o ambiente cavernícola. Embora alguns táxons de fungos oportunistas tenham sido registrados, nenhuma espécie reconhecidamente patogênica foi identificada. Esses dados confirmam que os sedimentos da caverna N1_096 abrigam uma micobiota rica e diversa, composta por fungos com ocorrência recorrente em cavernas de diferentes partes do mundo, além de novas espécies e registros inéditos para ecossistemas cavernícolas. Esse estudo amplia significativamente a compreensão sobre a distribuição e ocorrência de fungos em cavernas brasileiras, sobretudo no bioma Amazônico, e reforça a importância desses ambientes em resguardar uma parcela significativa da diversidade fúngica.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1199771 - CRISTINA MARIA DE SOUZA MOTTA
Externa à Instituição - JOENNY MARIA DA SILVEIRA DE LIMA GASTON
Externo à Instituição - THIAGO OLIVEIRA CONDÉ
Notícia cadastrada em: 23/02/2026 20:50
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