Composição química das ceras cuticulares e atividade antimicrobiana de extratos de Spondias tuberosa Arruda (anacardiaceae) de duas áreas distintas de Caatinga
Plantas medicinais; Bioatividade; Adaptação fisiológica; Caatinga; Spondias.
Spondias tuberosa Arruda (Anacardiaceae), popularmente conhecida como “umbu”, é uma espécie endêmica do Brasil amplamente utilizada na medicina tradicional, destacando-se por seu potencial farmacológico e por suas adaptações às condições edafoclimáticas do semiárido. Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão bibliométrica da produção científica sobre as propriedades bioativas de S. tuberosa e, de forma experimental, avaliar a composição química, a atividade antimicrobiana e a composição da cera cuticular foliar de indivíduos coletados no Parque Nacional do Catimbau (Pernambuco) e na Área de Proteção Ambiental Horto do Padre Cícero (Ceará). O primeiro capítulo consistiu em uma análise bibliométrica das pesquisas publicadas entre 2000 e 2025 em quatro bases de dados. Foram identificados 52 artigos, os quais evidenciaram crescimento exponencial das publicações, predominância da produção científica brasileira e maior enfoque em estudos fitoquímicos, antioxidantes e antimicrobianos. O segundo capítulo avaliou a atividade antimicrobiana de extratos etanólicos de folhas e cascas, revelando maior diversidade fitoquímica e elevados teores de compostos fenólicos totais nas cascas, além de expressiva atividade antifúngica frente a espécies do gênero Sporothrix. O terceiro capítulo abordou a bioprospecção das ceras epicuticulares foliares, demonstrando variações quantitativas significativas entre os locais de coleta e sua associação com fatores ambientais, especialmente temperatura e regime hídrico. Em conjunto, os resultados evidenciam o relevante potencial biotecnológico e farmacológico de S. tuberosa e reforçam sua importância ecológica e adaptativa no semiárido brasileiro.