GEOGRAFIA TAMBEM E AZUL: O USO DE MATERIAIS DIDATICOS SENSORIAIS NO ENSINO DA GEOGRAFIA PARA ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Autismo; Cartografia; Ensino; Geografia; Metodologia.
A Geografia é uma ciência com características próprias e, quando sua análise é central no processo de ensino e aprendizagem, estimula o aluno a pensar espacialmente. Isso contribui para o desenvolvimento do raciocínio geográfico e para a construção do conhecimento sobre o espaço vivido, a realidade social e a materialidade do espaço geográfico. Esta pesquisa teve como objetivo analisar o processo de inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas aulas de Geografia, por meio da criação de materiais didáticos sensoriais com cores, texturas e formas, como apoio à abordagem de conceitos geográficos, à luz da Cartografia Escolar, nos anos finais do ensino fundamental. Alunos com TEA geralmente enfrentam dificuldades com abstração e interpretação, o que compromete a aprendizagem de conteúdos geográficos e cartográficos. Mesmo com adaptações e apoio educacional, tais desafios persistem. Diante disso, é fundamental repensar as metodologias no ensino de Geografia, promovendo uma aprendizagem mais inclusiva, centrada no desenvolvimento das potencialidades dos estudantes. A alfabetização cartográfica mostra-se essencial nesse processo. Considerando as especificidades cognitivas dos alunos com TEA, a Cartografia Escolar, entendida como linguagem, pode favorecer o desenvolvimento de habilidades cognitivas, estimulando a criatividade, a comunicação e a autonomia desses alunos.